Lula está numericamente à frente de Flávio Bolsonaro na nova pesquisa Vox Brasil. Mas o dado que impede uma leitura de vitória antecipada está na própria ficha técnica: a diferença entre os candidatos fica dentro da margem de erro.
Segundo o levantamento noticiado pelo Metrópoles, o presidente tem 50,6% dos votos válidos, contra 49,4% do senador. A distância é de apenas 1,2 ponto percentual.
Com margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico às vésperas do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.
A VANTAGEM EXISTE NOS NÚMEROS, MAS NÃO DEFINE A DISPUTA
Na pesquisa estimulada, que apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados, Lula registra 45,4% das intenções de voto. Flávio aparece com 44,3%.
Outros 6% responderam nenhum, branco ou nulo. Já 4,3% não souberam responder ou não opinaram.
O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com nível de confiança de 95%. Trata-se de um retrato das intenções de voto nesse período — não de uma previsão do resultado das urnas.
O QUE MUDA QUANDO ENTRAM OS VOTOS VÁLIDOS
Os votos válidos excluem brancos, nulos e respostas sem definição de candidato. Os percentuais são recalculados considerando apenas quem escolheu um dos concorrentes.
É nesse recorte que Lula chega a 50,6% e Flávio a 49,4%.
A distinção importa: atingir numericamente mais da metade dos votos válidos na pesquisa não equivale a ter a eleição decidida. A incerteza estatística continua presente.
REJEIÇÃO E AVALIAÇÃO DO GOVERNO COMPLETAM O CENÁRIO
Segundo os dados atribuídos ao Poder360 no texto-base, 47,1% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro. Lula é rejeitado por 44,8%.
Outros 3,9% rejeitam ambos, enquanto 2,2% não rejeitam nenhum. Não souberam responder ou não opinaram 2%.
Na avaliação do governo federal, os resultados atribuídos à CartaCapital indicam 46,9% de aprovação e 48,1% de desaprovação. Outros 5% não responderam.
Esses indicadores ajudam a contextualizar a disputa, mas não demonstram, isoladamente, transferência de votos ou mudança de preferência.
A pesquisa foi informada como registrada no TSE sob o número BR-03259/2026. Conforme a ficha técnica reproduzida pelo Poder360, custou R$ 50 mil e foi financiada com recursos próprios do instituto.
O ponto central permanece: Lula aparece numericamente à frente, mas o levantamento não permite apontar uma liderança fora da margem de erro.