Um vídeo que começou a circular nesta quarta-feira, 24 de julho de 2025, em grupos de WhatsApp da cidade de Simões Filho, tem causado grande repercussão. A gravação promete movimentar os bastidores políticos e administrativos do município.
O material, que não tem data de gravação identificada, mostra um grupo de pessoas — supostamente profissionais de saúde — na recepção do Hospital Municipal de Simões Filho. Eles relatam situações que levantam sérias dúvidas sobre o funcionamento da unidade.
O que mostra o vídeo
Na gravação, uma mulher aparece falando de costas para a câmera e de frente para o que parecem ser pacientes. Ao lado dela, está um homem vestindo um jaleco branco.
Durante a fala, que virou o foco da polêmica, ela aponta a falta de cadeiras, medicamentos e até vagas para internação. Em determinado momento, outra pessoa se aproxima e tenta impedir a filmagem.
Quem seria a mulher do vídeo
A mulher que aparece no centro da cena está sendo apontada como Iridam Brasileiro, atual secretária municipal de Saúde.
Ainda que não haja confirmação oficial sobre a identidade, a semelhança física e o contexto levantaram especulações que já tomam conta dos debates políticos locais.
Impacto político e rumores
Nos bastidores, o vídeo tem sido interpretado como uma verdadeira bomba-relógio dentro da gestão do prefeito Diógenes Tolentino (Del do Cristo Rei).
As imagens reacendem rumores de atritos internos e conflitos de interesse envolvendo a manutenção da secretária no cargo.
Além disso, expõem, de forma crua, os desafios enfrentados pelo sistema de saúde municipal.
Nota da Prefeitura e respostas oficiais
Em busca de esclarecimentos, a reportagem do portal Tudo é Política entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura.
No final da tarde de hoje, a ASCOM enviou uma nota oficial. O texto não comenta diretamente a conduta das pessoas que aparecem no vídeo, tampouco confirma ou nega identidades.
Em vez disso, a nota atribui a situação à superlotação provocada pelo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e compartilha parte da responsabilidade com o governo do estado.
Consequências esperadas nos próximos dias
Embora o vídeo esteja gerando rumores e discussões iniciais, a expectativa é que as consequências se intensifiquem nos próximos dias.
A ausência de explicações diretas sobre a postura dos envolvidos no vídeo poderá, inclusive, ampliar os questionamentos da população.
Isso deve alimentar ainda mais as especulações sobre possíveis mudanças no comando da saúde municipal.
Nota de Esclarecimento
A Prefeitura de Simões Filho informa que o Hospital Municipal é gerido pela Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (Fabamed). Nesta quinta-feira (24), circulou um vídeo em que parte da fala de uma funcionária da unidade sugere que não há possibilidade de atendimento no local.
Esclarecemos que, neste momento, o município, assim como diversas regiões do país, enfrenta o período de sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que tem ocasionado a superlotação do Hospital Municipal e da UPA. No entanto, os atendimentos seguem sendo realizados, ainda que de forma mais lenta, em razão da alta demanda.
A Gestão municipal já sinalizou a Central de Regulação Estadual, solicitando apoio nas ações de promoção à saúde e reforço no cuidado com a população, com a liberação dos leitos relacionados ao Estado. Além disso, equipes foram realocadas com o objetivo de otimizar os atendimentos e garantir a assistência a quem mais precisa.
A Prefeitura reforça o compromisso com a transparência, o cuidado e a responsabilidade na prestação dos serviços de saúde à população simõesfilhense. Seguimos atentos e atuantes para assegurar o melhor atendimento possível, mesmo diante de cenários de sobrecarga.