Um silêncio incômodo paira sobre o Fórum Eleitoral de Simões Filho desde janeiro de 2025. Agora, esse silêncio virou alvo de apuração formal. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu abrir uma reclamação disciplinar contra o juiz da 33ª Zona Eleitoral, Dr. Gustavo Rubens Hungria, acusado de inércia funcional diante de denúncias graves: abuso de poder político e fraude na cota de gênero.
As denúncias, formalizadas por Paulo Sérgio Pessoa de Jesus e pelo advogado Luciano Marcos Ferreira, apontam que duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) estariam inexplicavelmente paralisadas há mais de quatro meses. Mesmo com a atuação ativa do Ministério Público Eleitoral, os processos não avançaram — e o motivo agora está sendo investigado.
Todas as informações contidas nesta matéria estão baseadas no documento oficial publicado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.
Ausência de movimentação levanta alerta sobre juiz eleitoral investigado
A Corregedoria Regional Eleitoral da Bahia (CRE-BA) confirmou que os autos ficaram sem movimentação por mais de 30 dias. Além disso, relatou atrasos injustificados nas respostas do juiz às solicitações de esclarecimento. A denúncia ganhou corpo após a CRE-BA verificar que, mesmo provocada oficialmente, a Vara Eleitoral não apresentava justificativas adequadas para a demora.
Dr. Gustavo Rubens Hungria alegou atuação dentro da normalidade. Contudo, os indícios reunidos pela Corregedoria indicam o contrário. A inércia, em especial quando se trata de temas sensíveis como abuso de poder político e fraude eleitoral na cota de gênero, acendeu um alerta no TRE-BA.
TRE-BA age com rigor e estabelece prazo para defesa
A decisão pela abertura do procedimento foi assinada pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Maurício Kertzman Szporer. O processo está sendo conduzido com base na Resolução TSE nº 23.657/2021, que trata da conduta funcional de juízes eleitorais.
O magistrado foi citado e terá cinco dias úteis para apresentar sua defesa formal. Segundo fontes do TRE-BA, medidas administrativas podem ser tomadas dependendo do resultado da apuração, que já se anuncia como uma das mais tensas da Justiça Eleitoral baiana em 2025.
A íntegra das informações aqui apresentadas está fundamentada no documento divulgado pela Corregedoria Regional Eleitoral da Bahia.
População e lideranças políticas acompanham com atenção
O caso tem despertado a atenção de moradores e lideranças políticas de Simões Filho, especialmente pela importância das ações em análise na Justiça Eleitoral. As denúncias apontam que os processos, que tratam de temas sensíveis como abuso de poder político e fraude na cota de gênero, estariam sem movimentação há vários meses.
Com a abertura do procedimento disciplinar, cresce a expectativa de que os processos ganhem andamento e que a Justiça Eleitoral atue com a celeridade esperada, garantindo segurança jurídica e transparência no julgamento das ações.
Para muitos, a apuração também representa uma oportunidade de fortalecer os mecanismos de fiscalização e controle nas zonas eleitorais, sobretudo em cidades com histórico de disputas políticas intensas.