Olá, tudo bem? Os Textículos do Mário de hoje vêm falar de um caso tão curioso que parece até piada pronta: o famoso Programa Jovem Vereador de Simões Filho. Lançado com pompa, discursos ensaiados e muitos aplausos de quem nunca perde a chance de puxar o saco, o programa acabou virando uma novela daquelas que nem a Globo ousaria escrever.
E sabe qual é o enredo? Dinheiro. Mais precisamente: trezentos reais.
Isso mesmo: cada jovem vereador, escolhido a dedo entre filhos de secretários e amigos bem relacionados, deveria receber R$ 740,00. Mas, na última hora, o prefeito Del do Cristo Rei decidiu que era melhor pagar só R$ 440,00. O resto ficou pelo caminho, como se fosse uma taxa de aprendizado da política real: “a primeira lição, meninos, é que promessa não enche carteira.”
Ninguém explicou direito o motivo do corte. Uns dizem que é ajuste. Outros, que é economia. Mas, para bom entendedor, parece mais birra política. Afinal, o projeto nasceu lá atrás, quando a hoje deputada Kátia Oliveira ainda desfilava como vereadora. E o que era plataforma de campanha para ela, agora virou terreno de disputa com a atual primeira-dama. No meio dessa queda de braço, quem perde são… os meninos.
E como se não bastasse, ainda teve retaliação. Pai de um dos jovens vereadores resolveu reclamar do tal desconto. Resultado: afastado do cargo, sem vencimentos, mas ainda “nomeado”. Uma espécie de funcionário fantasma ao contrário: aparece na folha, mas não aparece o salário.
Agora, cá entre nós, será que o prefeito está esperando a aprovação do tal empréstimo de R$ 470 milhões para devolver os R$ 300 aos garotos? Se for isso, vai ser a primeira obra superfaturada de Simões Filho em miniatura: promessa gigante, entrega miúda.
Enquanto isso, dizem as más línguas que tem gente recebendo gratificação gorda sem mover um dedo. Gente de fora da cidade, inclusive. Mas isso já é outra crônica.
Por hoje, fica a lição: o Programa Jovem Vereador ensina cedo como funciona a política da casa — discurso grande, resultado pequeno e um desconto aqui e acolá.