Olá! Tudo bem? Os Textículos do Mário de hoje falam sobre a falta de liderança política do prefeito Del do Cristo Rei.
Estamos a três meses de mais um ano eleitoral, o de 2026. Especialistas dizem que será a disputa mais importante dos últimos 20 anos no Brasil.
No cenário federal, a ebulição política aumenta e a população quer eleger um Congresso que realmente defenda pautas populares.
Na Bahia, o governador Jerônimo consolida cada vez mais a força do Partido dos Trabalhadores. Do outro lado, ACM Neto já não encontra espaço para disputar o governo do estado e deve buscar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Nesse contexto, as cidades da Região Metropolitana de Salvador ganham ainda mais importância no tabuleiro político. Em Simões Filho, porém, Del parece perder o controle da própria base.
No último sábado, uma “feira de saúde” chamou atenção. Não pelo evento em si, mas pelos sinais políticos que deixou. O vereador Roberto Souza apresentou o jovem estudante de medicina Carlos Muniz Filho como principal apoiador da feira. Pré-candidato a deputado federal, ele ainda não tem partido, mas deve seguir os passos do pai, o vereador Carlos Muniz, e disputar pelo PSDB.
A pergunta é simples: com quais recursos a feira foi realizada? Vieram da prefeitura de Salvador, por influência do pai, ou de outras fontes? Ou teria sido com recursos da prefeitura de Simões Filho? Além disso, Del pretende apoiar Carlos Muniz Filho, ou permitirá que cada vereador da sua base apresente o seu próprio candidato?
Será que Del vai permitir um “Mercado Livre” de candidatos a deputados?
E o ex-prefeito Dinha? Será que concorda em ver o seu antigo reduto virar um espaço de tantas candidaturas diferentes?
Esse “corre frouxo” de Del pode virar dor de cabeça. Ele terá contas para aprovar, além de tentar emplacar mais um empréstimo de mais de 400 milhões de reais, justo em ano eleitoral.
Na política, as coisas mudam rápido. Se continuar sem rumo, Del pode decretar sua própria morte política. Hoje, já não consegue manter diálogo nem com seu ex-mentor, Dinha. Cercou-se de conselheiros infantes, sem experiência, que não têm condições de lidar com cenários políticos complexos.
Sem perceber, o prefeito caminha para um ponto do “mapa de guerra” em que restará apenas uma saída: pular para a base do governador Jerônimo. O problema é que figuras como Itus Ramos e o fiel escudeiro Orlando de Amadeu terão que mudar, mais uma vez, o velho discurso de criticar o governo estadual.
No fim das contas, Del arrisca não só perder o comando da base, mas também o pouco respeito político que ainda lhe sobra.