A Polícia Federal solicitou autorização judicial para cumprir mandados de busca e apreensão vinculados ao nome de ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. O pedido foi feito nesta quinta-feira (17), no âmbito da Operação Overclean, mas acabou negado pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O que está em investigação
Segundo informações publicadas pelo UOL, ACM Neto é investigado sob a suspeita de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com a função de direcionar empresários em licitações públicas. A apuração aponta possível retorno financeiro por meio de propina.
A investigação tem como um dos pontos centrais o ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral. Ele foi afastado do cargo na terceira fase da Operação Overclean e é suspeito de atuar em conjunto com uma possível organização criminosa.
A decisão do STF
O ministro Kássio Nunes Marques negou o pedido de busca e apreensão. A decisão, no entanto, não encerra a investigação. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro manteve o inquérito em andamento, o que significa que novas medidas podem ser solicitadas pela PF ao longo das apurações.
Pressão sobre a campanha
O episódio chega em momento delicado para ACM Neto. O candidato já vinha sendo questionado durante a campanha sobre os desdobramentos da Operação Overclean. Agora, a revelação de que a PF pediu busca e apreensão em seu nome amplia a pressão política e eleitoral.
Impacto institucional
O caso coloca em evidência o papel do STF em investigações que envolvem candidatos em ano eleitoral. A negativa do ministro não blinda o investigado — apenas indica que, até o momento, a Corte não autorizou a medida específica solicitada pela Polícia Federal.
A defesa de ACM Neto ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor do pedido da PF.