Termos como quarentena, isolamento e triagem em aeroportos voltaram ao vocabulário de autoridades asiáticas nesta semana — palavras que ainda carregam o peso do trauma deixado pela pandemia da Covid-19.
O motivo é o vírus Nipah, que teve cinco casos confirmados na Índia, com duas mortes registradas. Mais de 100 pessoas já estão em isolamento preventivo, enquanto equipes de saúde monitoram possíveis cadeias de transmissão.
O momento é considerado delicado. A China se prepara para o Ano Novo Lunar, período que costuma movimentar mais de 640 milhões de pessoas em viagens internas. O temor das autoridades sanitárias é que o vírus “pegue carona” nesse fluxo intenso, transformando um surto localizado em um problema regional.
Como ocorre a transmissão
Diferente de vírus respiratórios comuns, o Nipah é transmitido principalmente por morcegos, por meio do consumo de alimentos contaminados, como frutas, ou pelo contato direto com fluidos corporais humanos, incluindo sangue, saliva e suor.
Não há, até o momento, vacina ou medicamento específico contra o vírus. O que mais preocupa especialistas é a alta taxa de letalidade, que pode chegar a 75% em alguns surtos. Os sintomas podem evoluir rapidamente, saindo de sinais leves — como dor de garganta e febre — para inflamação cerebral grave, muitas vezes fatal.
E o Brasil?
No Brasil, o risco de disseminação é considerado baixo, segundo especialistas, já que o vírus não possui a mesma capacidade de transmissão aérea observada na Covid-19. Ainda assim, autoridades sanitárias mantêm o monitoramento internacional.
Em outras palavras: o alerta existe, mas o pânico não. E, como muita gente já pensou ao ler a notícia: “Sai pra lá, amigão.”