A inflação oficial fechou 2025 em 4,26%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em dezembro, o índice subiu 0,33%, acima de novembro, mas abaixo do resultado registrado no mesmo mês de 2024.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado do ano ficou 0,57 ponto percentual abaixo do resultado de 2024 e dentro do limite da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, cujo teto é de 4,5%.
O grupo Habitação exerceu o maior impacto no índice anual, com alta de 6,79% e contribuição de 1,02 ponto percentual. Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais também pressionaram o resultado e, juntos, responderam por cerca de 64% da inflação de 2025.
Segundo o IBGE, o resultado anual ocupa posição de destaque na série histórica, figurando entre os cinco menores índices desde o Plano Real. O desempenho foi influenciado principalmente pela elevação da energia elétrica residencial e por reajustes em serviços regulados.
Em sentido oposto, o grupo Alimentação e bebidas apresentou desaceleração expressiva, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A alimentação no domicílio registrou queda ao longo de parte do ano, favorecida por maior oferta de produtos.
No recorte regional, Vitória apresentou a maior inflação acumulada, enquanto Campo Grande registrou o menor índice. Em dezembro, Transportes liderou as pressões mensais, enquanto Habitação contribuiu para conter o avanço dos preços.