Uma igreja com mais de 50 anos de atuação na periferia de São Paulo foi interditada pela Prefeitura durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O Estado é governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo as informações divulgadas, a fiscalização apontou excesso de barulho e questões relacionadas ao funcionamento do templo. A medida teria sido tomada com base na legislação municipal de controle da poluição sonora e nas regras aplicáveis aos estabelecimentos.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a participação de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas na Marcha para Jesus, realizada semanas antes. Durante campanhas eleitorais marcadas pelo anti-lulismo, foi propagada a ideia de que Lula fecharia igrejas caso retornasse ao poder.
Com a interdição, críticos passaram a acusar os grupos que difundiram esse discurso de praticarem, agora, uma medida semelhante àquela atribuída ao adversário político. A Prefeitura, por outro lado, sustenta que as normas devem ser cumpridas por qualquer local, seja igreja, comércio ou casa de eventos.
A situação reacendeu a discussão sobre os limites entre liberdade de culto, direito ao sossego e fiscalização do poder público. O episódio também dividiu opiniões entre apoiadores e críticos das administrações municipal e estadual.