O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado (FIEB) criaram urgentemente um grupo de trabalho para neutralizar os efeitos da nova taxação que os Estados Unidos impõem ao Brasil a partir de agosto. A medida busca proteger cadeias produtivas estratégicas e garantir emprego e renda no estado.
Resposta estratégica a ameaça econômica
Durante reunião nesta segunda-feira (14), o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, definiram um plano de ação com secretários e líderes industriais. O grupo analisará três fronts críticos:
- Risco sistêmico – A taxação americana atinge diretamente 8,3% das exportações baianas, com impacto em celulose, cacau e pneus, setores com extensas cadeias de valor.
- Efeito dominó – Setores como petroquímico, mineração e agronegócio também sofrem pressão, podendo reduzir investimentos e postos de trabalho.
- Diplomacia comercial – A Bahia defende revisão das tarifas via diálogo, evitando escalada de retaliações que prejudiquem ainda mais a região Nordeste.
Por que isso importa?
- EUA são o 2º maior destino das exportações baianas (atrás apenas da China).
- Cacau e celulose representam 40% do volume afetado, com impacto social em 12 municípios industriais.
- Sem ações, projeções indicam perda de R$ 1,2 bi em PIB estadual até 2026.
Próximos passos
O grupo apresentará propostas em 30 dias, incluindo:
✅ Diversificação de mercados (Ásia e Europa)
✅ Linhas de crédito emergencial para empresas atingidas
✅ Pressão junto ao governo federal por medidas compensatórias
“Não podemos aceitar medidas protecionistas que desequilibram o comércio global”, afirmou Passos. Já Jerônimo destacou: “Vamos defender nossos trabalhadores com planejamento, não com discursos”.