Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicam um possível avanço nas negociações com o Irã, levantando expectativas sobre um eventual desfecho do conflito.
Segundo ele, a relação com Teerã estaria se tornando “mais profissional e produtiva”, sinalizando a possibilidade de um acordo em construção.
Proposta envolve cessar-fogo e concessões
De acordo com informações de bastidores do governo americano, o plano em discussão prevê uma extensão do cessar-fogo por 60 dias.
A proposta inclui concessões imediatas de ambos os lados, como forma de reduzir tensões e abrir caminho para um acordo mais amplo.
Irã sinaliza medidas estratégicas
Do lado iraniano, o líder supremo Mojtaba Khamenei teria aceitado, em princípio, medidas relevantes.
Entre elas, a reabertura total do Estreito de Ormuz, a remoção de minas marítimas e a suspensão do enriquecimento de urânio — pontos considerados centrais para a estabilidade da região.
EUA indicam flexibilização de sanções
Em contrapartida, Washington avalia suspender o bloqueio naval aos portos iranianos, além de conceder isenções para a venda de petróleo e liberar fundos do país no exterior.
As medidas fazem parte de um possível pacote de descompressão econômica, caso o acordo avance.
Acordo ainda não está fechado
Apesar do cenário mais otimista, autoridades americanas indicam que o entendimento ainda não foi concluído e pode levar alguns dias para ser finalizado.
O próprio Trump sinalizou cautela, afirmando que não há necessidade de acelerar o processo neste momento.
Impactos econômicos devem continuar
Mesmo com um eventual acordo, especialistas apontam que os efeitos econômicos do conflito devem persistir por um período mais longo.
A normalização completa dos fluxos no Estreito de Ormuz pode levar até 2027, mantendo impactos no comércio global e no mercado de energia.