Missa lotada, cadeiras vazias de poder
A manhã do aniversário de Simões Filho foi marcada por contraste: igreja cheia, bancos oficiais vazios. Enquanto a população lotava a missa em agradecimento pelos anos da cidade, as principais autoridades não deram as caras. Nenhum discurso, nenhum gesto simbólico — apenas o silêncio eloquente da ausência.
Comunidade presente, autoridades ausentes
O povo foi. E foi bonito de ver. Famílias, idosos, jovens — todos ali para celebrar a cidade que amam.
Mas quem tinha o dever institucional de representar o município preferiu ignorar o momento. A ausência do prefeito e da maioria dos vereadores foi notada, comentada e sentida.
Edson Almeida: “Tradição se respeita, não se apaga”
Para o ex-candidato a prefeito Edson Almeida, o episódio simboliza o descaso crescente com as tradições que unem o povo simõesfilhense.
“A missa do aniversário da cidade é um símbolo de fé e memória. Quando as autoridades faltam, mandam o recado errado. A cidade não se constrói apenas com obras, mas com respeito à sua história”,
disse Edson, lamentando a falta de sensibilidade dos atuais gestores.
O fogo que esquenta devagar
Há quem diga que a perda das tradições vem aos poucos, sem que a população perceba.
Como o sapo na panela com água fria, o fogo está aceso — baixo, constante. E quando a água ferve, é tarde demais.
Assim tem sido o avanço do radicalismo e da indiferença política: mudando o que era sagrado, enfraquecendo laços, substituindo o simbólico pelo pragmático.
Um alerta para a memória da cidade
Edson reforçou que é papel de quem governa preservar ritos e valores que unem a comunidade.
A missa foi bonita, sim — mas, segundo ele, ficou também o gosto amargo de perceber que as cadeiras vazias dos poderosos dizem muito sobre o rumo da cidade.