Processo no Conselho de Ética avança após denúncias e pressão política
O deputado Eduardo Bolsonaro pode perder o mandato após a abertura de um processo no Conselho de Ética da Câmara. A medida foi motivada por representação do PT, que questionou a ausência prolongada do parlamentar, vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro. Sua licença venceu e não foi renovada, situação que intensificou o debate sobre sua permanência no cargo.
A pressão cresceu quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo por coação, alegando que ele tentou influenciar autoridades americanas em defesa do pai e de aliados. Além disso, a denúncia aponta ataques a instituições como o STF, a própria PGR e a Polícia Federal, reforçando a gravidade do caso.
Setores da oposição chegaram a articular sua nomeação como líder da minoria na Câmara, em uma tentativa de blindagem política. Entretanto, a iniciativa foi barrada pelo presidente da Casa, que decidiu não levar a proposta adiante, aumentando ainda mais o isolamento de Eduardo entre os parlamentares.
Apesar da repercussão, o processo não deve ter desfecho imediato. De acordo com precedentes, casos semelhantes costumam levar cerca de 40 dias até a conclusão. Nesse período, Eduardo seguirá sob investigação e exposto a um cenário político que pode definir seu futuro no Congresso.