O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou ao centro do debate institucional após decisões envolvendo a Receita Federal e investigações sobre vazamento de dados.
Em janeiro, o magistrado determinou o rastreamento de acessos a informações fiscais de ministros da Corte e familiares, em um desdobramento do Inquérito das Fake News, instaurado em 2019.
A apuração ganhou novo capítulo quando a Polícia Federal cumpriu mandados contra servidores públicos, com medidas cautelares como afastamento de funções e restrições de deslocamento.
Horas depois, o STF informou ter identificado acessos considerados ilegais, divulgando nomes de investigados e autorizando a quebra de sigilos bancários.
A Receita reconheceu a existência de vazamento, mas destacou que já conduzia investigação interna, enquanto entidades representativas questionaram o estágio preliminar das apurações.
O episódio ampliou divergências no meio jurídico, onde especialistas discutem os limites institucionais quando um ministro figura simultaneamente como potencial vítima e autoridade decisória.