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Saúde

Vírus ‘mais mortal’ do que SARS-CoV-2 vai acarretar nova pandemia, alerta diretor da OMS

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Um vírus ainda mais transmissível e fatal do que a COVID-19 vai suscitar nova pandemia no mundo, prevê o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), ressaltando “certeza evolutiva” desta possibilidade.

O alerta foi dado por Tedros Adhanom Ghebreyesus durante a reunião anual da agência das Nações Unidas com participação de ministros da Saúde de 194 Estados-membros na segunda-feira (24).

“Não se enganem, esta não vai ser a última vez que o mundo enfrenta a ameaça de uma pandemia”, afirmou. “Há uma certeza evolutiva de que vai aparecer outro vírus com potencial de ser mais transmissível e mais fatal do que [o SARS-CoV-2].”

Em uma nota mais positiva, o diretor-geral admitiu que a quantidade global de casos e mortes pela COVID-19 registrados tem diminuído há três semanas consecutivas.

No entanto, o diretor-geral da OMS ressaltou que o mundo permanece “em uma situação frágil”, e repreendeu as nações que acreditam estar fora de perigo, “não importando sua taxa de vacinação”.

Ghebreyesus aproveitou a reunião para reforçar seu apelo aos governos para que doassem doses de imunizantes contra o coronavírus à COVAX, iniciativa apoiada pela OMS e GAVI Alliance.

Até agora, mais de 75% de todas as doses de vacinas foram administradas em apenas 10 países, de acordo com dados da OMS.
Para Ghebreyesus, esta “desigualdade escandalosa” está “perpetuando” a pandemia. Anteriormente, tendo se referido à situação como “apartheid de vacinas”.

A eficácia das vacinas contra a COVID-19 já existentes não parece ser prejudicada pelas variantes emergentes do vírus, como a cepa primeiramente detectada na Índia, segundo o diretor-geral da OMS, que avisa que as variantes “estão mudando constantemente” e que as cepas futuras podem “tornar as nossas ferramentas ineficazes e nos arrastar de volta à estaca zero”.

Com informações do Sputnik News.

Diversidade

Dossiê mostra que empresas não deram proteção adequada contra covid-19 para trabalhadores

Funcionários dos serviços essenciais denunciam falta de máscaras, álcool e pouca ventilação

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covid-19

Dados do Dossiê Covid no Trabalho mostram que os trabalhadores de serviços essenciais, que não puderam parar durante a pandemia, não receberam proteção adequada como máscaras, álcool em gel e orientação sobre como se prevenir da covid-19.

Falta de máscaras de boa qualidade e em número suficiente, falta de álcool em gel 70% ou de água e sabão para limpar mãos, contato próximo com pessoas e ambientes com pouca ventilação. Esses foram alguns dos problemas apontados por trabalhadores dos serviços essenciais que não puderam trabalhar remotamente durante a pandemia.

Os resultados são do primeiro boletim do Dossiê Covid no Trabalho, pesquisa da Associação e Saúde Ambiental e Sustentabilidade e do Instituto Walter Leser da Fundação Escola de Sociologia e Política, com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A maior parte dos trabalhadores relatou também ter recebido pouca ou nenhuma orientação sobre como se prevenir do novo coronavírus. Dentre os trabalhadores que se contaminaram com o novo coronavírus, a maior parte relatou acreditar que isso ocorreu no ambiente de trabalho e tiveram negados os pedidos para registrar Carta de Acidente de Trabalho.

Acidente de trabalho

A doutora em saúde pública Maria Maeno, que faz parte do grupo de pesquisadores, detalha que, pelos relatos dos trabalhadores, as empresas não se adequaram para garantir a segurança dos profissionais.

“A maioria dos trabalhadores não recebem uma máscara adequada. Nos bancos, por exemplo, estão dando um kit de máscara de pano. Outra questão é sobre a falta de orientações sobre a máscara. Outro ponto importante é a ventilação e a proximidade física, que são pontos cruciais para evitar a exposição ao vírus”, relatou ela ao repórter Rodrigo Gomes, da Rádio Brasil Atual.

A pesquisadora destaca que existe um risco presumido do trabalhador que precisa comparecer presencialmente de que seja contaminado pelo novo coronavírus em decorrência do trabalho ou do trajeto ao local. “Se você fica em casa, a possibilidade de pegar covid-19 é quase zero. Agora, se você sai todos os dias para trabalhar, corre um risco adicional. Portanto, do ponto de vista legal, se você tem exposição ao vírus no trajeto, é uma doença adquirida no trabalho.”

Maria Maeno orienta ainda que os trabalhadores busquem os sindicatos ou serviços de saúde do trabalhador para registrar a Carta de Acidente de Trabalho e ter reconhecida sua contaminação como sendo doença relacionada ao trabalho. Segundo ela, já há decisões na justiça do trabalho que reconheceram o nexo entre trabalho e contaminação por covid-19.

Categorias expostas

O dossiê destaca a situação das trabalhadoras domésticas, categoria que sofreu diversos tipos de abusos durante a pandemia. Segundo o estudo, 60% dessas trabalhadoras tiveram contato próximo com outras pessoas, sendo que 35% conviveram com alguém contaminado no trabalho.

Dentre as que se contaminaram, 94% não tiveram o reconhecimento da relação entre o trabalho presencial e infecção pelo novo coronavírus. É o caso da trabalhadora doméstica Maria Célia, que só pode se afastar por 14 dias no início da pandemia, por pressão da filha, mas teve que passar a dormir no trabalho, sem qualquer melhoria salarial e tendo que comprar a própria máscara.

“No começo de tudo, ninguém me disse para ficar em casa. Quando fui trabalhar, pediram para ficar lá e voltar pra casa só aos finais de semana. Não deram nenhum material pra gente se cuidar, não”, conta Célia.

Operador de trem no Metrô de São Paulo, o Diretor da Federação Nacional dos Metroferroviários, Alex Santana, relatou que foi preciso muita pressão para conseguir o fornecimento de máscara, álcool gel e o afastamento de trabalhadores com comorbidades. “Desde o início, a gente buscava EPI. Mas havia álcool-gel vencido nos postos, a gente também não podia usar frasco individual de álcool. Fizemos várias ações no MPT para fornecimento desses produtos. Não queria fornecer a máscara PFF2, mas quando forneceram mandavam a gente reutilizar por 14 dias”, afirmou.

Santana relatou ainda que o Metrô paulista não admite que a covid-19 seja considerada doença do trabalho e sempre nega pedidos de abertura de Carta de Acidente de Trabalho, que são feitas exclusivamente pelo sindicato. Até agosto desse ano, 26% dos trabalhadores do Metrô tiveram covid-19, um dos mais altos índices entre trabalhadores do país.

Confira a reportagem

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ALBA

APÓS SOLICITAÇÃO DO DEPUTADO ESTADUAL EDUARDO ALENCAR, HOSPITAL GERAL DE IPIAÚ RECEBE INVESTIMENTO DE QUASE 300 MIL

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O Hospital Geral de Ipiaú (HGI) recebeu nesta semana um moderno sistema de digitalização de imagens radiográficas para RX e um novo aparelho de RX móvel, investimento no valor de R$ 279.685,71. Os equipamentos irão modernizar o serviço de radiologia e agilizar os procedimentos radiográficos.

A aquisição do sistema se deu por intermédio do Deputado Estadual Eduardo Alencar que em 14 de abril de 2021, fez a solicitação a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia através do ofício n° 020/2021

No último dia 15, foi realizada a entrega dos equipamentos e, representando o Deputado Eduardo Alencar, estiveram presentes a jovem liderança, Matheus Menezes, os vereadores Lucas de Vavá e Orlando Santos. A entrega foi feita ao coordenador da radiologia, Sandro Augusto e ao diretor Alex Miranda que vem desempenhando um ótimo trabalho, sempre buscando melhorias para o HGI.


“É com muita alegria que venho contribuir com mais essa conquista para saúde de Ipiaú, e vou continuar trabalhando pela saúde em toda Bahia. Gostaria de agradecer ao Governador Rui Costa e ao Senador Otto Alencar por nos atender e estarem trabalhando por nosso povo” disse o Deputado.

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CORONAVÍRUS

Hospital de campanha da Arena Fonte Nova é desativado

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O Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova foi desativado na manhã desta quarta-feira (15). A unidade atendeu, durante o período em que esteve em funcionamento, um total de 2.840 paciente com Covid-19.

Antes do início da desmobilização, o hospital chegou a ter 200 leitos. A Sesab deve distribuir os equipamentos usados na unidade para outros locais de assistência ligados ao estado.

Segundo a pasta, o tomógrafo será o único equipamento que ficará até dezembro no local, para o caso de haver uma necessidade de reativação da unidade. Além disso, a rede de gases também será mantida.

Atualmente, a Bahia conta com 905 leitos de UTI adulto e 897 leitos de enfermaria adulto para atender os pacientes diagnosticados com Covid-19. Esses números já chegaram a 1624 leitos de UTI adulto e 1835 leitos clínicos.

Com informações do Política ao vivo.

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NECROPOLÍTICA

MILITANTE ANTIVACINA QUE FAZIA CAMPANHA CONTRA VACINAS MORRE DE COVID

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morre mais uma negacionistwa

Uma militante anti-vacina, chamada Veronica Wolski, morreu de Covid-19 nos Estados Unidos nesta segunda-feira (13). Apoiadores dela ameaçaram explodir o hospital onde ela estava internada caso não fosse usada ivermectina, um remédio sem eficácia comprovada contra a doença, no tratamento.

Ela estava há semanas lutando contra o coronavírus, enquanto militantes de um movimento chamado “QAnon” faziam ligações e ameaças ao hospital.

O QAnon é um movimento de teoria da conspiração de extrema direita, criado em 2017. Segundo seus adeptos, há uma cabala secreta, formada por adoradores de Satanás, pedófilos e canibais, que dirige uma rede global de tráfico sexual infantil e que esteve conspirando contra o ex-presidente Donald Trump durante o seu mandato.

Apoiadores do movimento alegam que Veronica foi “assassinada pelo hospital”, por ter recebido o tratamento cientificamente testado e aprovado contra o coronavírus.

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CORONAVÍRUS

Variante delta ameaça controle da pandemia. Brasil ultrapassa 580 mil mortos

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A variante delta do novo coronavírus segue como ameaça aos esforços de controle da pandemia de covid-19 em todo o mundo. Israel está com a maior média de novos casos diários desde o início do surto, em março de 2020. Os Estados Unidos sofrem com falta de leitos, e registra oficialmente quase 2 mil mortes diárias, devido à rejeição das vacinas por parte negacionista da população. Na Europa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem (30) que as mortes aumentaram 11% na última semana. “Na semana passada, o número de mortos na região aumentou 11%, com uma projeção confiável que prevê 236 mil mortos na Europa até 1º de dezembro”, disse o diretor regional da OMS, Hans Kluge.

Enquanto isso, o ritmo da vacinação entre os europeus caiu 14% no mesmo período, de acordo com Kluge. No Brasil, apenas o Rio de Janeiro confirmou prevalência da variante delta em seu território. Os efeitos são sensíveis com aumento de casos e mortes, além de 12 cidades em estado de colapso hospitalar por falta de leitos de UTI.

580 mil mortos

No panorama geral, apesar da tendência já detectada de crescimento dos casos em algumas semanas, as vacinas seguem apresentando bons resultados no Brasil. Hoje (31), foram notificadas mais 839 mortes, levando o país a ultrapassar mais uma triste marca, totalizando 580.413 vítimas do coronavírus. Também foram reportados 24.589 novos casos, somando 20.776.870 de infectados, também desde março do ano passado. Os dados são fornecidos pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Os dados de hoje não incluíram o Ceará, que não entregou o balanço até o fechamento do dia.

Embora a variante delta seja até 70% mais contagiosa, e tenha a capacidade de circular entre vacinados, os imunizantes em aplicação no país têm apresentado bons resultados para reduzir internações e mortes. “As vacinas continuam eficientes contra a delta, apesar da alta carga viral de transmissão. Até o fechamento desta reportagem, 30,54% dos brasileiros foram totalmente imunizados com duas doses ou vacina de dose única. Receberam a primeira dose, um percentual de 66,89% da população.

Vacinação e controle

A média móvel de mortes no Brasil está em 667 em cada um dos últimos sete dias, a mais baixa desde o início do ano. O indicador aplicado ao registro de novos casos é de 23.143 a cada um dos últimos sete dias. Porém, o cenário internacional e o agravamento da pandemia no Rio de Janeiro provam que, em paralelo à vacinação, é preciso ampliar as medidas para conter a transmissão comunitária da variante delta do novo coronavírus. Entre elas, distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

“Enquanto a gente não resolver a pandemia em todos os lugares com transmissão significativa do vírus, teremos o risco de vermos variantes com mais adaptações surgindo justamente em lugares onde o descontrole é maior. A covid-19 não pode virar uma doença marginalizada”, alerta a neurocientista e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Mellanie Fontes-Dutra.

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CORONAVÍRUS

Vacina Pfizer tem eficiência de apenas 42% contra Delta, enquanto Moderna atinge 76%, revela estudo

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Novo estudo nos Estados Unidos revelou que a vacina da Moderna mostra maior eficácia contra a cepa Delta da COVID-19 do que a vacina da Pfizer/BioNTech.

Cientistas norte-americanos verificaram a eficácia de imunizantes da Moderna e Pfizer/BioNTech em 180 mil pessoas vacinadas. O objetivo do estudo foi seguir a dinâmica da eficácia das vacinas ao longo do tempo, inclusive com a nova variante do vírus, por isso o estudo durou vários meses, de janeiro a julho.

Ambas as vacinas tiveram alta eficácia contra o SARS-CoV-2 durante o período mencionado, afirmaram os pesquisadores. A eficácia da Moderna foi de 86%, enquanto a da Pfizer/BioNTech foi de 76%, segundo o estudo publicado no site MedRxiv.

Os dois imunizantes se tornaram menos eficazes em julho com a propagação da variante Delta da COVID-19.

“Em meio ao aumento dos casos da infecção em Minnesota [onde inicialmente foi realizado o estudo], durante julho a eficácia da mRNA-1273 (Moderna) contra a infecção foi menor do que nos meses anteriores (76%), enquanto a BNT162b2 (Pfizer) teve uma redução ainda maior (42%)”, de acordo os especialistas.

Além disso, os pesquisadores detectaram que a frequência de infecções durante todo o período do estudo foi significativamente menor no grupo vacinado com Moderna. No entanto, o número de internados foi mais ou menos igual.

Analisando as infecções entre os imunizados em outros estados norte-americanos, os pesquisadores também notaram que os vacinados com Moderna se infectaram com menos frequência do que os vacinados com Pfizer/BioNTech.

“Se analisarmos todos os casos em conjunto, a Moderna fornece o dobro da redução do risco de infecção após a vacinação comparando com a Pfizer”, concluíram os cientistas.

Perigo da Delta para crianças

Enquanto isso, a Sputnik falou com o pediatra russo Anton Ravdin, para saber o efeito da variante Delta em crianças. Em geral, as crianças quase sempre se recuperam da COVID-19 e as mortes infantis estão frequentemente ligadas às comorbidades graves, afirmou o especialista.

A variante Delta causa a infecção com menor carga viral do que a variante de Wuhan. A Delta é tão contagiosa como varicela, considerada até agora uma das doenças mais transmissíveis, o que leva ao aumento rápido de infecções na população, disse o pediatra.

O especialista disse que a COVID-19 não tem sintomas específicos entre as crianças.

Com informações do Sputnik News.

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