O início do programa de escolas cívico-militares em São Paulo, uma das principais bandeiras do governo estadual, foi marcado por erros básicos de português. Em uma unidade de Caçapava, monitores militares escreveram “descançar” e “continêcia” em um quadro durante atividades com os alunos.
O episódio ocorreu na Escola Estadual Prof. Luciana Damas Bezerra, durante uma aula de “ordem unida”, e foi registrado por uma afiliada da TV Globo. As imagens mostram que as palavras foram corrigidas por um tenente após uma conversa fora da sala de aula.
A situação envolve militares da reserva, contratados para atuar na disciplina e organização, enquanto o conteúdo pedagógico segue com os professores da rede. O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) defende o modelo como uma ferramenta para melhorar a qualidade do ensino e o ambiente escolar.
O caso intensificou a disputa narrativa sobre a eficácia do programa. Entidades como a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) usaram o fato para criticar a alocação de verbas da Educação para a Segurança Pública e questionar a competência dos monitores.
Em nota, a Secretaria da Educação afirmou que o conteúdo pedagógico é responsabilidade dos professores e que os monitores passarão por avaliações semestrais. O episódio, no entanto, levanta dúvidas sobre a preparação e o impacto real da presença militar no ambiente escolar.Quadro branco em sala de aula com as palavras “descançar” e “continêcia” escritas de forma incorreta durante atividade escolar.
Educa(ssão) de primeira grande(sa) e(sa) (sí)vico militar pic.twitter.com/pBT8nXrrbK
— Welington Arruda (@welmelo) February 3, 2026