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ECONOMIA

Varejo baiano tem prejuízo de quase R$ 3 bilhões; shoppings perderam R$ 1,5 bilhão

Coordenador regional da Abrasce, Edson Piaggio vê dificuldades em recuperar as vendas mesmo após a reabertura

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Bahia.ba – Nos meses de abril e maio deste ano, o varejo baiano registra queda nas vendas de quase R$ 3 bilhões. O recuo, no comparativo com o mesmo período do ano passado, ficou em 33%. Nos shoppings, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a queda está em R$ 1,5 bilhão desde o início da pandemia. Datas marcantes para o comércio, como Páscoa, Dia das Mães e o São João – já cancelado – ampliam o impacto da quarentena nos negócios.

Coordenador da Abrasce na Bahia, Edson Piaggio considera que estas perdas não serão recuperadas. “A cada dia que as lojas passam fechadas são mais lojistas que terão dificuldade de voltar”, afirma em conversa com o bahia.ba. O segmento dos centros de compra empregam 30 mil pessoas em Salvador. Para Piaggio, a impossibilidade de se prever um cenário como o da pandemia deve ser levada em conta.

Iniciativa que ganhou força no Dia das Mães e já regulamentada pela prefeitura, os drive-thru são insuficientes para sustentar o varejo na quarentena. Todo o comércio eletrônico corresponde a 5% do faturamento, informa o economista da Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio-BA), Guilherme Dietze.

“A reação de cada empresário depende muito da característica de cada setor. Em condições normais, o ideal para entrar num mercado online é que seja feito com muito estudo e planejamento, o que não é possível neste momento”, argumenta o consultor. A inovação, segundo o economista, pode ajudar a já montar uma estrutura de vendas mais moderna para o período pós-pandemia.

Bancos

Para o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, outro gargalo são os bancos, principalmente os privados. “Estão cobrando juros de 1,5% a 2% ao mês. A Selic está em 3% ao ano”, critica, em referência à taxa que fixa os juros básicos na economia. Conforme o executivo, as instituições públicas dão um atendimento melhor, mas podem melhorar na agilidade.

Andrade relata que as instituições financeiras estão priorizando grandes empresas, enquanto micro, pequenos e médios negócios enfrentam dificuldades maiores, assim como os microempreendedores individuais. O dirigente lembra que, em abril, 600 mil pequenos negócios já haviam fechado no país, conforme dados do Sebrae. “O governo federal está liberando dinheiro, mas não está chegando na ponta, pelo menos no comércio”.

P U B L I C I D A D E

ECONOMIA

Dólar volta a subir e fecha semestre com valorização de 35,5%

Moeda dos Estados Unidos havia caído na primeira sessão da semana, mas temores sobre impactos do Covid-19 derrubaram cambio nesta terça

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Bahia.ba – O dólar comercial voltou a subir nesta terça-feira (30), fechando a sessão cotado a R$ 5,44 (alta de 0,27%). Na véspera, a moeda dos Estados Unidos teve queda de 0,73% e cotação de R$ 5,425.

Com os movimentos desta terça, a divisa fecha o semestre com valorização de 35,5%. Na semana, prevalece o temor de uma segunda onda do novo coronavírus na Europa ou que os dados sobre a pandemia acarretem uma retomada econômica mais lenta.

No cenário internacional, dois fatores dos EUA também preocuparam o mercado. O primeiro é também a situação da Covid-19. Há ainda o receio de novos atritos do governo do presidente Donald Trump com a China, que nesta terça aprovou uma lei de segurança nacional que envolve Hong Kong. Fonte: UOL.

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ECONOMIA

Paulo Guedes: Carteira Verde e Amarela atenderá 30 milhões do auxílio emergencial

Ministro da Economia falou sobre concessões de benefício, em Comissão no Congresso Nacional

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Bahia.ba – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (30) que o programa para geração de empregos formais, com a retomada do projeto Carteira Verde e Amarela, vai atender cerca de 30 milhões de trabalhadores que estão recebendo o auxílio emergencial de R$ 600, por parcela, pago em razão da pandemia da Covid-19. A afirmação foi feita em audiência pública virtual, promovida pela Comissão do Congresso que acompanha a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao novo coronavírus.

Segundo o ministro, com o pagamento do auxílio emergencial o governo descobriu “38 milhões de invisíveis no Brasil”. “Simplesmente não há registro. Isso vai desde a pessoa humilde, do faxineiro, do vendedor de balas nos sinais de trânsito que a gente encontra – ou encontrava – todo dia”, disse.

“Entre esses invisíveis, 8, 9, 10 milhões são realmente muito pobres. Já os outros 25 a 30 milhões são empreendedores, são trabalhadores por conta própria, é gente que está por aí se virando, ganhando a vida, e que vai ser objeto de um próximo programa nosso, que vai ser o Verde e Amarelo, para darmos dignidade a essas pessoas que lutam em defesa da própria vida, da vida das suas famílias e que estão completamente desassistidas pelo estado”, disse, na audiência virtual.

Programas sociais

No dia 9 deste mês, Guedes havia informado que haverá a unificação de vários programas sociais para a criação do programa Renda Brasil, que deve incluir os beneficiários do auxílio emergencial.

Já com o programa Carteira Verde e Amarela, umas das bandeiras de campanha de Bolsonaro, o governo pretende flexibilizar direitos trabalhistas como forma de facilitar novas contratações.

Em novembro de 2019, o governo editou a Medida Provisória nº 905, que criou o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, para facilitar a contratação de jovens entre 18 a 29 anos, mas ela perdeu a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, em abril deste ano.

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ECONOMIA

CNC: intenção de consumo das famílias volta ao patamar de 2016

Nível de emprego e renda também tem cenário crítico; para a CNC, postura cautelosa constitui novo hábito de compra do brasileiro

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Bahia.ba – Ao registrar a terceira queda mensal seguida, a intenção de consumo das famílias voltou ao nível existente em julho de 2016. O indicador atingiu 69,3 pontos no indicador ICF, da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O recuo em junho ficou em 14,4% no comparativo mensal e 24,1% na avaliação com mesmo mês do ano passado.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “essa insatisfação na expectativa de consumir corrobora os novos hábitos de compra dos brasileiros, demonstrados, no momento atual, com as famílias mais cautelosas com a sua renda”.

O cenário também negativo do mercado de trabalho contribuiu para a cautela. A parcela de brasileiros que se sentem menos seguros com o seu emprego atingiu o nível mais elevado da série (32,6%). O subíndice Emprego Atual registrou suas quedas mais significativas, tanto no comparativo mensal (-12,6%) quanto no anual (-23,7%), caindo ao menor nível histórico (88,5 pontos).

“É a primeira vez, desde junho de 2016, que esse indicador entra na zona de pessimismo (abaixo de 100 pontos), revelando a insatisfação das famílias nesse sentido”, diz a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

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