O “shopping da cidade” de portas fechadas
Enquanto Simões Filho completava mais um ano de história, o Mercado Municipal, considerado por muitos o coração da cidade, permaneceu fechado.
Para Valdo, conhecido líder popular, o gesto foi simbólico — e negativo.
“O mercado é o nosso shopping, o lugar onde o povo se encontra, conversa, compra, troca ideia. Fechar justamente no aniversário é como desligar o som da festa”,
criticou.
Falta de sensibilidade com as tradições
O fechamento foi interpretado por muitos como um novo sinal de afastamento entre o poder público e as tradições locais.
Em vez de celebrar as origens, o que se viu foi o esfriamento da identidade popular, um distanciamento das raízes que fizeram do mercado o centro da convivência simõesfilhense.
A metáfora do sapo na panela
O episódio, para Valdo, é mais do que um simples erro administrativo. É o reflexo de um processo lento e perigoso.
Como no exemplo do sapo colocado em água fria sobre o fogo, as mudanças vêm devagar — e quando o povo percebe, as tradições já foram cozidas pelo descaso.
“Um dia é o mercado, outro dia é a missa, depois é a festa da cidade… e, quando a gente se dá conta, já não resta mais memória viva”, alertou.
Cultura e identidade em risco
Valdo defende que a cidade precisa voltar a valorizar seus espaços populares, reconhecendo o mercado como símbolo de cultura e pertencimento.
“Não é só um lugar de comprar carne ou verdura. É um ponto de encontro, é o coração pulsando da cidade. Fechar isso num dia tão especial é como apagar a vela antes do parabéns”,
concluiu, em tom de lamento.