Há mais de vinte anos, antes mesmo que as bandeiras e os arraiás tomem conta das ruas e marquem o início do ciclo junino, uma rotina de fé e devoção se cumpre com pontualidade, respeito e coração aberto: é a Trezena de Santo Antônio da Família Cassí, exemplo vivo de como a tradição se fortalece quando mantida com seriedade e amor.
Reunidas do primeiro ao último dia, treze famílias dão continuidade a esse compromisso espiritual. Durante todo o período, se encontram para orações, pedidos e pequenas penitências — pedindo a Santo Antônio que interceda junto a Jesus por bênçãos essenciais: paz entre os parentes, por toda a nação, saúde para todos e, com destaque especial, segurança para o povo e para todo o estado da Bahia.
A tradição segue trajeto já consagrado: inicia‑se na casa do Coronel Ares, da família Cassí, e segue até o encerramento tradicional na residência do Coronel Cassivandro — caminho que marca união e continuidade do legado.
Entre os participantes há nomes que carregam essa história há muito tempo: é o empresário Jomar Paraki, empresário de destaque em Simões Filho, católico praticante e presente há mais de duas décadas. Um detalhe que revela a seriedade: nenhuma falta foi registrada em todos esses anos. Cada família e cada pessoa cumpre sua parte — prova que a trezena é compromisso de fé, não só costume.
Ao chegar ao último dia, concluída toda a parte sagrada, vem o momento de alegria: as famílias se reúnem em confraternização e festa, celebrando com carinho mais uma etapa cumprida. Devoção, amizade e o calor típico que já anuncia os festejos juninos.
E logo a expectativa se renova: todos guardam no coração a certeza de que, ano que vem, a Trezena de Santo Antônio da Família Cassí volta a acontecer — mantendo viva a fé, fortalecendo laços e deixando vivo esse belo exemplo da nossa terra.