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Toffoli revela que fez acordo para manter Lula preso e impedir queda de Bolsonaro

O presidente do STF, Dias Toffoli, confirmou que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre abril e maio. Insatisfeitos com Jair Bolsonaro, parlamentares tiraram da gaveta um projeto para implantar o parlamentarismo. Empresários discutiram a possibilidade de um impeachment. Toffoti também debateu com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e com Davi Alcolumbre (DEM-AP) a sessão da Corte que poderia libertar Lula

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Brasil 247 – O ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, confirmou que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre os meses de abril e maio e disse que atuou para tentar acalmar a situação. Os setores político e empresarial estavam muito insatisfeitos com o presidente Jair Bolsonaro. Um grupo de parlamentares resolveu tirar da gaveta um projeto que previa a implantação do parlamentarismo. Empresários do setor industrial discutiam a possibilidade de um impeachment do presidente.

Um dos generais próximos ao chefe do Planalto consultou um ministro do STF para saber se estaria correta a sua interpretação da Constituição segundo a qual o Exército, em caso de necessidade, poderia usar tropas para garantir “a lei e a ordem”. A informação é de Veja.

Quando o clima esquentou, Bolsonaro, Toffoli, o deputado Rodrigo Maia (DME-RJ), presidente da Câmara, e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, além de autoridades militares, se reuniram separadamente mais de três dezenas de vezes e fizeram o chamado Pacot dos Três Poderes. Entre os itens da pauta estava io adiamento da sessão em que a corte julgaria a legalidade das prisões em segunda instância, o que poderia resultar na libertação do ex-presidente Lula. 

Bolsonaro é o presidente mais impopular em começo de mandato desde a remodecratização, de acordo com  um levantamento Datafolha. “Para 33%, o presidente faz um trabalho ótimo ou bom. Para 31%, regular, e para outros 33%, ruim ou péssimo. Com variações mínimas, é o mesmo cenário que se desenhou três meses atrás, no mais recente levantamento do instituto”, aponta a reportagem da Folha de S.Paulo. 

“Aos seis meses na cadeira, Collor tinha uma aprovação igual à de Bolsonaro (34%), mas 20% de rejeição. Todos os outros presidentes em primeiro mandato desde então se deram melhor”, aponta ainda o texto.

Além das dificuldades de articulação, a falta de proposta para a retomada do crescimento econômico é outro ponto fraco do governo. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o País tem cerca de 13 milhões de desempregados (taxa de 12%) e as estimativas oficiais de crescimento do PIB para 2019 estão abaixo de 1%. 

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Haddad: Ciro terá dificuldade em 2022, pois perdeu sua identidade

O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) afirmou que dois políticos “terão dificuldade até 2022”. “Na esquerda, o Ciro, e, na direita, o (João) Doria (PSDB). Pelas mesmas razões, razões muito parecidas. Uma dificuldade muito grande [que eles têm] de se descolar daquilo que ajudaram a construir. Você não consegue ter identidade”, disse

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247 – O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) afirmou que  o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) terá dificuldades em 2022, caso disputa novamente a eleição presidencial. De acordo com o ex-prefeito de São Paulo, “este país só vai encontrar a paz no dia em que Lula subir a rampa do Planalto”.PUBLICIDADE

“Tem duas figuras que terão dificuldade até 2022, na minha opinião. Na esquerda, o Ciro, e, na direita, o (João) Doria (PSDB). Pelas mesmas razões, razões muito parecidas. Uma dificuldade muito grande [que eles têm] de se descolar daquilo que ajudaram a construir. Você não consegue ter identidade. As pessoas começam a não ter segurança no que você, de fato, representa. Acho que isso está acontecendo com os dois”, disse o ex-prefeito de São Paulo ao site Uol.

Na entrevista, Haddad voltou a defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o PT tem “densidade eleitoral, enraizamento na sociedade e legado”. 

“Lula é um político incomum. Isso é reconhecido pelos adversários. [São necessárias] muitas décadas para você ter uma pessoa com o destaque político do Lula. Perguntei para ele: e aí, presidente? Ele [respondeu]: eu vou estar com 77 anos”, diz.

Críticas a Bolsonaro

Ao comentar os dez primeiros meses da gestão de Jair Bolsonaro, Haddad disse que 2019 “é um ano que o Brasil perdeu dez, mas ele ganhou um. Ele sobreviveu um. Essa é a conta que o governo faz”.

“Ele dialoga com minorias apaixonadas que têm presença na sociedade brasileira. As pessoas que não têm apreço à democracia, que gostariam de ver o país submetido a uma nova ditadura; tem um pessoal que é, do ponto de vista religioso, fundamentalista. Essa pessoa não se confunde com a primeira, acha legal a democracia, mas quer um estado fundamentalista, com valores religiosos em tudo”, acrescenta.

Haddad afirmou, ainda, que “a direita foi aniquilada no processo eleitoral. PSDB e MDB implodiram durante o governo [Michel] Temer. E surgiu uma pessoa sem projeto, congregando perspectivas bastante incongruentes”.

“Você tem os amantes do mercado a todo custo, gente que não tem nenhum apreço pela democracia, e quer saída autoritárias para crise, que é a turma do [Sergio] Moro e os militares. E tem a turma fundamentalista que quer o estado teocrático no Brasil, que é Damares, Weintraub, Araújo e o Salles. Que compõem um quarteto fantástico na questão fundamentalista”.

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Juízes mais importantes da Europa pedem Lula Livre

Ex-presidentes de cortes superiores europeias enviaram carta ao Supremo Tribunal Federal em que pedem que ministros reflitam sobre “os vícios dos processos iniciados contra Lula”, revelados pelo The Intercept Brasil. “Enquanto o ex-presidente Lula não tiver sua inocência e sua liberdade plena restabelecida, a justiça brasileira não recuperará credibilidade”

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247 – Carta aberta redigida por três ex-presidentes de cortes superiores de justiça europeias pede aos “colegas magistrados do Supremo Tribunal Federal” brasileiro que reflitam sobre “os vícios dos processos iniciados contra Lula”, informa Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo nesta terça-feira (22).

Segundo os juízes, as revelações da Vaza Jato que vieram à tona no site The Intercept Brasil reforçam a suspeita de que o julgamento de Lula pode ter sido tendencioso. “Como já foi mencionado por muitos colegas, brasileiros e de outros países do mundo, as revelações do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe do site de informações The Intercept, em parceria com os jornais Folha de S. Paulo e El País, a revista Veja e outras mídias, reforçaram a natureza política da acusação contra Lula”, diz a carta.

O texto é assinado por Tomás Quadra-Salcedo, ex presidente do Conselho de Estado da Espanha de 1985 a 1991 e ex-ministro da Justiça do país, Franco Gallo, que presidiu a Corte Constitucional da Itália em 2013, e Giuseppe Tesauro, que comandou o mesmo tribunal superior em 2014.

Leia abaixo na íntegra:

Como ex-presidentes de Cortes Superiores de Justiça, gostaríamos de chamar à reflexão os nossos colegas magistrados do Supremo Tribunal Federal e, mais amplamente, a opinião pública deste país para os vícios dos processos iniciados contra Lula.

Como já foi mencionado por muitos colegas, brasileiros e de outros países do mundo, as revelações do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe do site de informações The Intercept, em parceria com os jornais Folha de S. Paulo e El País, a revista Veja e outras mídias, reforçaram a natureza política da acusação contra Lula. Elas também confirmaram aos olhos do mundo, como sempre foi afirmado por Lula e seus advogados, o caráter tendencioso do ex-juiz Moro e do ministério público, e, como resultado, a ausência de um julgamento justo e independente contra o ex-presidente.

Essas revelações confirmaram que a Operação Lava Jato, sob o pretexto de combater a corrupção, se transformou em um partido político, contribuindo para a destituição de Dilma Rousseff em 2016, bem como para a perseguição política contra ao ex-presidente Lula. Essa perseguição funcionou, pois permitiu a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República.

Numa época em que as democracias são postas à prova pela ascensão da extrema direita, e especialmente no Brasil, a justiça deve ser erguida como um baluarte contra o autoritarismo e a arbitrariedade. No entanto, devido aos procedimentos ilegais e imorais adotados contra o ex-presidente Lula, a justiça brasileira hoje está passando por uma verdadeira crise de credibilidade. Portanto, é essencial que os juízes da Suprema Corte exerçam plenamente seu papel de garantidores do respeito à Constituição e ponham fim às injustiças cometidas pelos promotores e pelo ex-juiz Sergio Moro. Enquanto o ex-presidente Lula não tiver sua inocência e sua liberdade plena restabelecida, a justiça brasileira não recuperará credibilidade. A falta de confiança no sistema de justiça brasileiro está corroendo o estado de direito e a democracia, com repercussões para todos os juízes do mundo.”

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Bolsonaro pede monitoramento militar para evitar protestos semelhantes aos do Chile

Em sua tentativa de criminalizar protestos, Jair Bolsonaro acionou o Ministério da Defesa para monitorar possíveis manifestações no Brasil semelhantes aos que ocorrem no Chile. Se necessário, o governo brasileiro acionará as Forças Armadas

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247 – Jair Bolsonaro acionou o Ministério da Defesa para monitorar possíveis manifestações no Brasil semelhantes aos que ocorrem atualmente no Chile. Se necessário, o governo brasileiro acionará as Forças Armadas. Até o momento, confrontos entre policiais e manifestantes chilenos contrários ao governo de Sebastian Piñera, aliado de Bolsonaro, deixaram ao menos 15 mortos. Pela primeira vez após a Ditadura de Augusto Pinochet, o Exército foi às ruas após o governo decretar Estado de emergência. Mais de 1.400 pessoas foram detidas.
Os chilenos pagarão reajuste de 30 pesos amais (equivalente a R$ 0,17) nas tarifas do metrô de Santiago, capital do país. 

“Nós nos preparamos”, disse Bolsonaro nesta quarta-feira (23) em seu último dia de viagem a Tóquio. “Conversei com o ministro de Defesa (Fernando Azevedo) sobre a possibilidade de ter movimentos como tivemos no passado, parecidos como o que está acontecendo no Chile”, afirmou ele a jornalistas.

“A gente se prepara para usar o artigo 142 da Constituição Federal, que é pela manutenção da lei e da ordem, caso eles (integrantes das Forças Armadas) venham a ser convocados por um dos três Poderes”, complementou.

Na entrevista, Bolsonaro afirmou estar preocupado com conflitos que ocorrem em quase todos os países da América do Sul e reclamou mais uma vez de manifestações feitas pelo senador Humberto Costa (PT-PE) contra o governo.

“O último país em ebulição (da América do Sul) é o Chile e o senador Humberto Costa, apesar da estatura dele, um senador anão, não deixa de estimular as massas para o confronto”, afirmou. 

Também no Japão, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, acusou a “esquerda radical” de estar po trás das manifestações para criar uma ambiente de conturbação e tentar voltar aos governos.

“Na América do Sul estamos vivendo um momento difícil em que a esquerda radical, desesperada com a perda de poder, vai jogar todas as suas fichas na mesa para conturbar a vida dos países sul-americanos e tentar retornar ao poder de qualquer maneira e nos jogar no abismo que nós paramos na porta”, disse o militar. 

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