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Somente Lula pode vencer o golpe e a intolerância crescente

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Por REGINALDO LOPES Nada é para sempre e o governo Temer, que se arrasta de maneira melancólica, vai chegar ao seu fim. O golpe, porém, continua a pleno vapor. Querem impedir que o líder disparado de todas as pesquisas e maior liderança popular de nossa história se candidate. Para isso, é realizada uma campanha midiática diária, mas que já enfrentamos e vencemos outras vezes.

É inegável, porém, que a República de Curitiba pode conseguir o que a grande mídia sozinha falhou; tirar Lula do páreo eleitoral. Diante dessa possibilidade real- só concretizada se também for derrotada toda a luta nas ruas- corremos um risco que muitos ainda não mensuram.

Uma eleição sem Lula é o objetivo final do golpe. Após o aniquilamento dos direitos trabalhistas e da venda de nossas riquezas, falta impugnar quem representa o veto do povo a todas essas medidas. Além da usurpação da vontade popular, o impedimento do ex-presidente pode resultar em avanço eleitoral de candidaturas que, não só negam a política, como desrespeitam as minorias, pregam a violência e louvam torturadores e a ditadura militar.

Lula é líder em todos os cenários e em todas as pesquisas. Na última a ser divulgada, a da CNT/MDA, vence com mais de 12% de diferença no segundo turno todos os seus adversários, que se acotovelarão para se credenciarem como o “anti-Lula”. Sem o ex-presidente na disputa, porém, nenhum candidato já posto do campo progressista chega a ter mais de 2%, enquanto o deputado federal Jair Bolsonaro (PEN/RJ) está com 10,9%.

Dizer que, se eleito, Minas Gerais poderia ganhar uma praia, sem explicar se seria o sul da Bahia, o Espírito Santo ou o Rio de Janeiro que perderia a área, foi a demagogia mais inocente feita por Bolsonaro nos últimos tempos.

Ele já defendeu o fechamento do Congresso e fuzilamento de presidente. Em seu voto no impeachment de Dilma, homenageou Eduardo Cunha, comparou os golpes de 1964 e 2016 (em um incrível sincericídio) e teceu loas a Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador do DOI-Codi conhecido pela brutalidade e pela violação aos direitos humanos mais básicos. Bolsonaro chegou a afirmar, em uma entrevista à revista Playboy em 2011, que preferiria ver um filho morto em um acidente a ter um filho homossexual, além de proferir diários desrespeitos as mulheres em sua atuação parlamentar. É réu no Supremo Tribunal Federal por incitação ao estupro. Quem apoia Jair Bolsonaro não respeita as mulheres do nosso país. Para lembrar outro absurdo, o deputado afirmou que o presídio de Pedrinhas, onde tinham ocorrido massacres, superlotações e rebeliões, era a melhor coisa que havia no Maranhão. A comunidade quilombola também foi alvo de seus rompantes e o seu patriotismo não se aplica à defesa da Amazônia e dos direitos do trabalhador. Este é o segundo colocado das pesquisas.

Isso tudo ressalto sem ainda questionar a sua capacidade técnica de comandar os rumos do país, apontar caminhos e soluções. Falta a compreensão do Brasil, sua multiplicidade, sua história e sua formação, além da capacidade administrativa. No Brasil de hoje, ainda mais pela atual crise, não cabem a intolerância e o despreparo.

A direita tucana, que representa a total submissão do Brasil ante ao mercado financeiro e a destruição dos direitos sociais, está se organizando para ter candidatura, apesar do abalo sofrido com o que se descobriu sobre Aécio Neves. Já a direita fascista ganha corações e mentes com um discurso, ao mesmo tempo, moralista e agressivo.

Sem a menor vocação e a intenção de ser sebastianista, pergunto: Quem mais poderá representar o povo brasileiro, com legitimidade, na disputa contra esses adversários? Quem tem a confiança de parte significativa do povo e, ao mesmo tempo, experiência administrativa de sucesso para comandar o país nesse momento, com olhar especial aos mais necessitados?

 

A resposta é Lula, e disso, os golpistas, que estão no Brasil, ou fora dele, sabem bem, e operam incansavelmente para tirá-lo da disputa. Nesse ponto, o destino levou a candidatura Lula ser a fiadora da própria democracia no Brasil.

Se os golpistas sabem, é preciso que a sociedade como um todo também saiba. Ela, que pagou muito caro pela leitura errada do momento histórico em 1964, tem a chance de um novo erro e precisa urgentemente refletir sobre a importância do direito à candidatura Lula. Primeiro: pela vontade popular. É o voto do pobre que querem tirar, de quem é diretamente afetado pela política do governo ilegítimo. Segundo; é Lula quem pode deter tanto o projeto golpista e entreguista, quanto o avanço autoritário, que nega os direitos humanos e prega a intolerância. Representa também a disputa entre o patrimônio e a soberania nacional contra o capital especulativo internacional.

Não se trata mais de uma questão de preferência política, de julgar se Lula deve ou não ser candidato, discutindo o que ele ainda tem, ou não, a contribuir ao país. Trata-se da maior liderança popular da nossa história, líder de todas as pesquisas e figura mais importante da oposição ao governo, que está sendo impedido de concorrer nas primeiras eleições após um golpe parlamentar no Brasil.

Não temos medo do embate eleitoral, seja ele contra qualquer adversário. Sabemos do nosso legado, o que fizemos e queremos a legalidade porque confiamos na vontade popular. Mas é preciso que lembremos também de tudo aquilo que deixamos de fazer para, aí sim, estarmos completamente preparados para ganhar a disputa eleitoral, reverter o golpe e melhorar a vida do povo novamente.

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Justiça Eleitoral prorroga prazo para regularizar título de eleitor

Interessados devem procurar atendimento entre os dias 27 de fevereiro e 6 de maio

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Metro1 – A Justiça Eleitoral prorrogou o prazo de regularização do título de eleitor e quem não atualizou sua situação deve procurar atendimento entre os dias 27 de fevereiro e 6 de maio.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), os eleitores que não comparecerem aos cartórios eleitorais dos 242 municípios selecionados serão impedidos de participar das eleições municipais deste ano. 

Caso o título tenha sido cancelado, o eleitor deve ir ao cartório eleitoral ou posto de atendimento do município, apresentar um documento oficial com foto, comprovante de residência emitido há no máximo três meses e pagar as multas devidas.

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Justiça determina extinção de torcidas organizadas de Sport, Santa Cruz e Náutico

O TJ-PE informou que foram julgadas ações que pediam o encerramento das atividades da Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, “por episódios constantes de violência, vandalismo e brigas”

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Metro1 – O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) acatou o pedido do governo estadual e determinou a extinção compulsória de três torcidas organizadas de Sport, Santa Cruz e Náutico, em decisão divulgada hoje (18).

O TJ-PE informou que foram julgadas ações que pediam o encerramento das atividades da Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, “por episódios constantes de violência, vandalismo e brigas”.

A solicitação de julgamento “imediato e simultâneo” das ações, que tramitavam no Judiciário, foi feita pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), no dia 14 de fevereiro. O pedido, que chegou à 5ª Vara da fazenda pública da Comarca do Recife, teve como objetivo agilizar a análise de uma ação ordinária, de 2014, e de uma ação civil pública, de 2012.

De acordo com o TJ-PE, além de determinar o fim das torcidas, a sentença do juiz Augusto Sampaio Angelim ordenou a extinção dos CNPJ’s das organizações. Ainda é possível recorrer ao segundo grau do Judiciário em Pernambuco.

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Enem 2019 gerou 507 processos judiciais contra a União

AGU afirmou não ter “informação do mérito principal das demandas, mas apenas o assunto cadastrado”

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Metro1 – A Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu 507 processos judiciais relativos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019, vindos de todos os estados e do Distrito Federal. A AGU afirmou não ter “informação do mérito principal das demandas, mas apenas o assunto cadastrado”.

Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação, a partir de pedido da agência de dados Fiquem Sabendo e divulgados pelo jornal O Globo.

A maioria das ações teve origem no Distrito Federal (227), seguido por Minas Gerais (48), São Paulo (44), Rio de Janeiro (32) e Pernambuco (26). Em todos os estados do país houve ao menos um processo judicial relativo ao Enem.

A edição de 2019 teve falhas em sua correção que foram reveladas apenas em janeiro deste ano, quando as notas foram divulgadas. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, os erros prejudicaram quase 6 mil candidatos, de um total de 3,9 milhões que fizeram as provas.

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