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ELEIÇÕES

Sob gula e disputa interna de aliados, futuro prefeito de Salvador monta nova equipe

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Bruno reis e a gula dos aliados

A pressão dos partidos que apoiaram a eleição do democrata Bruno Reis à Prefeitura por espaços em seu futuro governo não tem sido pequena nem é inesperada.

O problema, dizem os próprios aliados, é a gula de algumas legendas, que, se achando maiores do que saíram da eleição, estão demandando mais posições do que existem na estrutura da Prefeitura.

Há casos em que, se o futuro gestor conceder exatamente da forma como tem sido pedido, haverá mais gente descontente do que efetivamente contemplada no futuro governo, diz um governista.

Por este motivo, montar o quebra-cabeça da próxima gestão tem consumido um tempo significativo do prefeito eleito e de sua equipe mais próxima.

Um dos partidos que mais pressionam para conquistar espaços na futura administração é o Republicanos, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Apesar de ter eleito apenas três vereadores, um dos quais o mais votado da disputa à Câmara, a sigla tem exigido três secretarias, incluindo as de Manutenção (Seman) e de Educação, hoje em poder do PSDB.

Partido que fez apenas dois vereadores, o MDB joga também para capturar a cobiçada secretaria municipal de Obras Públicas (Semop), alegando que possui a presidência da Câmara.

Ocorre que a sigla negociou, inclusive, a reeleição do presidente Geraldo Jr. ao posto.

Para completar, os negociadores identificaram uma suposta ‘leve’ divergência entre o presidente da Câmara e o ex-deputado Lúcio Vieira Lima quanto a quem indicar para a pasta.

Geraldo Jr. teria visto na mudança de governo a oportunidade para nomear um nome mais ligado a ele, enquanto Lúcio, naturalmente, gostaria de fazer a indicação em nome de todos os emedebistas.

A Saúde é outro dilema para o grupo do novo prefeito. Já está praticamente selado que o atual titular, Leonardo Prates, não fica no cargo, que deve ser ocupado possivelmente por um médico.

O problema, no entanto, é atender a um pedido do DEM, mais precisamente do ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), para que Prates fique na administração a fim de garantir uma vaga para o suplente Carlos Geilson na Assembleia.

Terceiro colocado na disputa em Feira de Santana, Geilson voltou ao grupo de Ronaldo apoiando a reeleição do prefeito Colbert Martins Filho (MDB) negociando a vaga no Legislativo e outras posições no eventual segundo governo do emedebista.

A Saúde, no entanto, é cobiçada por outra agremiação, o Patriotas, cujo desempenho na eleição surpreendeu, lhe permitindo deixar a condição anterior de nanico para player na atual cena municipal.

Além da Saúde, a legenda pensa na secretaria municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza. O atual secretário de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Guanabara, é hoje avaliado para a secretaria da Fazenda no lugar de Paulo Souto, que já anunciou disposição de se aposentar da atividade pública.

Se a operação se concretizar, a Sedur será ocupada por um técnico, ainda fora da administração. Outro nome pensado para a Fazenda é o de Moisés Andrade, hoje subchefe da Casa Civil, onde a permanência de Luiz Carreira é dúvida no time.

O PSDB, que gostaria de manter a Educação com Bruno Barral, admite a possibilidade de fazer a secretaria de Infraestrutura, a qual também é disputada pelo PDT, que migrou da base do governo para apoiar Bruno na campanha.

O PL, do ex-deputado José Carlos Araújo – que elegeu a filha, Juliana, prefeita de Morro do Chapéu – que também fez o mesmo caminho, deve ficar com a Cogel.

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Vídeo: No leito de hospital, Herzem Gusmão é empossado virtualmente como prefeito de Vitória da Conquista

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Herzem Gusmão é empossado virtualmente como prefeito de Vitória da Conquista

ARATÚ ON -O prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), foi empossado de forma virtual no cargo, após ser reeleito para comandar a cidade nas eleições 2020. A sessão, realizada nesta sexta-feira (8/1), ocorreu diretamente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está internado com complicações causadas pela Covid-19. 

A posse virtual precisou ser deliberada pela Câmara, que aprovou a realização por 18 votos favoráveis e um contrário. Com voz cansada e debilitado, Herzem repetiu o juramento deitado na cama e utilizando um suporte de oxigênio.

No último domingo (3/1), o filho do prefeito gravou um vídeo falando sobre o estado de saúde do pai. “Acabo de sair de lá e meu pai está bastante animado, lúcido, perguntando sobre todas as situações que acontecem em Conquista”. Danilo Gusmão, que também é médico, afirmou que o quadro do pai está em “evolução” e que Herzem está confiante no total restabelecimento. 

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ACM NETO SE EMPOLGOU: “GOVERNO DO ESTADO SERIA NATURAL”

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ACM NETO SE EMPOLGOU

Empolgado com o resultado segundo turno das eleições 2020 na Bahia, ACM Neto já mandou recado ao ocupante do Palácio do Planalto: “não terá apoio do DEM.”

O Neto do velho Antônio Carlos também se empolgou para a disputa estadual. “Seria natural” Disse Netinho

Ele nega que já tenha conversado sobre a eleição presidencial com Luciano Huck e que “o Democratas não tem compromisso firmado com ninguém”. Frizou

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ELEIÇÕES

Herzen Gusmão vence no 2º turdo e é reeleito prefeito em Vitória da Conquista

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Herzen Gusmão

ºA vitória de Herzem ocorre após uma eleição marcada pelo confronto acirrado, nos dois turnos, entre petismo e antipetismo. A polarização será um dos obstáculos do segundo mandato emedebista, que terá, entre outras responsabilidades, a missão de pacificar a cidade.

Durante a campanha, o ex-radialista Herzem Gusmão criticou o legado deixado pelas gestões petistas, que governaram o município por cinco mandatos entre 1997 e 2016. O emedebista utilizou como trunfo a recuperação da Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc) e o fato de Conquista ter batido a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 69 escolas durante sua administração.

A coligação vencedora reuniu, além de MDB e DEM, o Republicanos, o PTB, o Podemos, o PMB e o PSDB. Juntos, tais partidos elegeram nove dos 21 vereadores da Câmara, indicando uma possível minoria do governo nos próximos quatro anos. Para conquistar a maioria, Herzem teria que negociar com partidos que não estão apoiando nenhuma das duas candidaturas: PSC e PRTB.

A vitória de Herzem Gusmão é um triunfo importante para a oposição ao governo estadual. Conquista é o terceiro maior município do estado e será um ponto fundamental da campanha pelo governo da Bahia em 2022. Pensando nisso, o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) participaram ativamente de carreatas de Zé Raimundo, assim como o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também esteve em atos eleitorais do prefeito reeleito.

A vitória de Herzem ocorre após uma eleição marcada pelo confronto acirrado, nos dois turnos, entre petismo e antipetismo. A polarização será um dos obstáculos do segundo mandato emedebista, que terá, entre outras responsabilidades, a missão de pacificar a cidade.

Durante a campanha, o ex-radialista Herzem Gusmão criticou o legado deixado pelas gestões petistas, que governaram o município por cinco mandatos entre 1997 e 2016. O emedebista utilizou como trunfo a recuperação da Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc) e o fato de Conquista ter batido a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 69 escolas durante sua administração.

A coligação vencedora reuniu, além de MDB e DEM, o Republicanos, o PTB, o Podemos, o PMB e o PSDB. Juntos, tais partidos elegeram nove dos 21 vereadores da Câmara, indicando uma possível minoria do governo nos próximos quatro anos. Para conquistar a maioria, Herzem teria que negociar com partidos que não estão apoiando nenhuma das duas candidaturas: PSC e PRTB.

A vitória de Herzem Gusmão é um triunfo importante para a oposição ao governo estadual. Conquista é o terceiro maior município do estado e será um ponto fundamental da campanha pelo governo da Bahia em 2022. Pensando nisso, o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) participaram ativamente de carreatas de Zé Raimundo, assim como o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também esteve em atos eleitorais do prefeito reeleito.

Durante a campanha, o ex-radialista Herzem Gusmão criticou o legado deixado pelas gestões petistas, que governaram o município por cinco mandatos entre 1997 e 2016. O emedebista utilizou como trunfo a recuperação da Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc) e o fato de Conquista ter batido a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 69 escolas durante sua administração.

A coligação vencedora reuniu, além de MDB e DEM, o Republicanos, o PTB, o Podemos, o PMB e o PSDB. Juntos, tais partidos elegeram nove dos 21 vereadores da Câmara, indicando uma possível minoria do governo nos próximos quatro anos. Para conquistar a maioria, Herzem teria que negociar com partidos que não estão apoiando nenhuma das duas candidaturas: PSC e PRTB.

A vitória de Herzem Gusmão é um triunfo importante para a oposição ao governo estadual. Conquista é o terceiro maior município do estado e será um ponto fundamental da campanha pelo governo da Bahia em 2022. Pensando nisso, o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) participaram ativamente de carreatas de Zé Raimundo, assim como o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também esteve em atos eleitorais do prefeito reeleito.

O atual prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), foi reeleito neste domingo (29), após apuração de 92,67% das urnas no segundo turno do terceiro maior município do estado. Com 54,71% dos votos válidos, o gestor emedebista superou seu adversário, o ex-prefeito Zé Raimundo (PT), por uma margem de aproximadamente 16 mil votos. A empresária Sheila Lemos (DEM) será a vice-prefeita.

Bahia Notícias

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