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Responsabilidade de Lula foi reconhecida com base em provas, diz presidente do TRF-4

Magistrado comentou decisão do ex-presidente de não ir para o regime semiaberto

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Bahia.ba – O desembargador Victor Laus, presidente do TRF-4, comentou a decisão do ex-presidente Lula de não aceitar passar para o regime semiabeto.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Laus destacou que Lula “tem todo o direito de não aceitar o julgamento, mas seria importante que, como ex-presidente, ele internalizasse o fato”.

“Porque sua responsabilidade foi reconhecida com base em provas. Ele não vai mudar a realidade dos fatos”, explicou.

Ainda de acordo com o magistrado, o ex-presidente “desfruta de uma condição especialíssima” por estar preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, e não em um presídio comum.

“Até em função da condição dele, e porque ele responde a outros processos, se entendeu adequado que ele permanecesse. Pode-se dizer que é uma regalia”, acrescentou.

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Em ofício, governadores pedem a Bolsonaro diálogo internacional para compra de vacinas

Assinado por 15 gestores estaduais, documento não foi chancelado por Rui Costa

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Metro1 – Governadores de 15 estados encaminharam na tarde de hoje (20) um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O documento pede que seja retomado o diálogo com China e Índia por parte do presidente. Os dois países são fornecedores de insumos necessários à produção de vacinas contra a Covid-19.

“Nesse sentido, solicitam a essa Presidência que seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegurar a continuidade do processo de imunização no País”, diz o ofício assinado por Wellington Dias (PT), governador do Piauí e líder do grupo sobre estratégias para vacina contra covid-19 no Fórum Nacional de Governadores.

Assinam o documento os governadores de Alagoas, Renan Filho (MDB); do Amapá, Waldez Goés (PDT); do Ceará, Camilo Santana (PT); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do Pará, Helder Barbalho (MDB); da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), de São Paulo, João Doria (PSDB); e de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD).

Na manhã de hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) esteve em reunião com o embaixador chinês para tratar do assunto. Maia disse ver empecilho técnico para o envio dos insumos pelos chineses.

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Governadores receiam transmissão da variante da Covid-19 com transferência de pacientes do Amazonas

O gestor do estado afirma que era a única solução para salvar os pacientes que precisam de oxigênio para sobreviver

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Metro1 – De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, as autoridades estão com medo de que a transferência de pacientes de Manaus para outros estados acelere a disseminação da nova cepa no Brasil. Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC-AM) essa era a única solução para salvar os pacientes que precisam de oxigênio para sobreviver.

A situação crítica dos hospitais de Manaus, sem oxigênio disponível, levou alguns representantes do Judiciário e do Legislativo a cobrarem ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), uma ação realmente eficaz contra a crise.

Em uma reunião realizada ontem (14), o Ministério da Saúde fez um documento chamado de “Operação Oxigênio”, com uma lista de intervenções, como a transferência de pacientes para outros estados, que já está sendo feita.

De todos os estados, nove estão com a ocupação de leitos acima de 70% e não podem receber os amazonenses. São eles Pernambuco (83%), Mato Grosso do Sul (80%), Paraná (80%), Espírito Santo (79%), Rondônia (78%), Santa Catarina (75%), Rio Grande do Sul (74%), Bahia (73%) e Minas Gerais (71%).

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Trabalhadores da Ford fazem protesto na sede da montadora em Camaçari

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Trabalhadores da Ford fazem protesto na sede da montadora em Camaçari

Correio24h – Milhares de trabalhadores da Ford estão reunidos na sede da montadora, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na manhã desta terça-feira (12). Eles protestam pelo fechamento das fábrica em todo país, anunciadas pela marca nessa segunda (11).

Antes das 6h eles já estavam reunidos ao redor de um mini trio elétrico estacionado na garagem da empresa em Camaçari. Lá, representantes dos sindicatos discursam. A garagem está cheia de funcionários vestidos com uma farda azul, da cor da empresa. Todos usam máscaras e se reúnem em grupos de quatro a cinco pessoas, tentando manter um distanciamento. No momento de chuva mais forte, por volta de 6h30, os manifestantes precisaram se aglomerar embaixo de toldos. 

Segundo Julio Bonfim, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Camaçari, são 8 mil trabalhadores diretos afetados e, com as empresas de auto-peças, o número pode chegar a 12 mil. Já a Ford foi mais modesta nos números: disse que apenas 5 mil trabalhadores serão demitidos em toda América do Sul. “Os trabalhadores rodoviários vão ficar sem emprego. O pessoal da limpeza  da vigilância, do lanche vão ficar sem emprego. E a Ford tem a cara de pau de dizer que só são cinco mil trabalhadores afetados para amenizar a carnificina que está sendo feita”, disse Bonfim. 

Bonfim comparou a situação a um funeral. “A ficha ainda não caiu. É como se fosse um parente nosso que morreu. A Ford não tem mais interesse no pais. É um problema do país. Nós vamos tentar negociar, mas vai ser muito difícil. O governador também tem que fazer o máximo para manter os nossos empregos. Não dá só para falar que tá negociando com a China. Esse é um discurso paliativo. É preciso uma ação mais forte. Essa decisão vai ter um impacto econômico forte no PIB da região metropolitana e de camaçari”, concluiu.

Reestruturação
Se aqui na Bahia o fechamento do complexo em Camacari põe fim a 20 anos de história, nacionalmente, a Ford interrompe uma trajetória de um século. Em 1919, a montadora norte-americana inaugurava no centro de São Paulo uma fábrica para a produção do icônico Ford T, carinhosamente chamado pelos brasileiros de Bigode. 

No comunicado divulgado à imprensa, a Ford fez questão de ressaltar que vai parar de produzir no Brasil, mas continuará no mercado nacional, importando veículos como a nova picape Ranger, a Transit e outros modelos, além dos planos de lançar diversos novos veículos conectados e eletrificados. A empresa destacou que a pandemia de covid-19 ampliou a capacidade ociosa de suas fábricas e a queda nas vendas, que já persistia por alguns anos. 

“A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da empresa. “Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global”, disse o executivo. 

Segundo o comunicado, a empresa “irá trabalhar imediatamente em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção”. Jim Farley destacou que a empresa fez o que podia para manter a produção no Brasil. “Além de reduzir custos em todos os aspectos do negócio, lançamos, na região, a Ranger Storm, o Territory e o Escape, e introduzimos serviços inovadores para nossos clientes”, disse. “Esses esforços melhoraram os resultados nos últimos quatro trimestres, entretanto a continuidade do ambiente econômico desfavorável e a pressão adicional causada pela pandemia deixaram claro que era necessário muito mais para criar um futuro sustentável e lucrativo, lamentou.  

Cenário econômico
Em um comunicado enviado para a sua rede de concessionárias, a empresa falou sobre as dificuldades no cenário econômico brasileiro. O presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, ressaltou que as dificuldades vinham sendo enfrentadas desde 2013. “Desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas e nossa matriz tem auxiliado nossas necessidades de caixa, o que não é mais sustentável”, contou. 

Este cenário teria sido agravado pela situação cambial atual e pela pandemia do novo coronavírus. “A recente desvalorização das moedas na região aumentou os custos industriais além de níveis recuperáveis e a pandemia global ampliou os desafios, gerando uma capacidade ociosa ainda maior, com redução nas vendas de veículos na América do Sul, especialmente no Brasil”, destacou. 

Segundo Lyle Watters, a Ford teria tentado manter as unidades de produção em funcionamento de todas as maneiras possíveis. “Essa decisão foi tomada somente após perseguirmos intensamente parcerias e a venda de ativos. Não houve opções viáveis”, ressaltou. 

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