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MUNDO

Repressão à manifestação contra golpe militar deixa ao menos 5 mortos na Bolívia

Representante da Defensoria do Povo da Bolívia disse que manifestantes feridos foram transferidos a um hospital “com ferimentos de bala”, mas morreram antes de chegar às instalações

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Bahia.ba – Ao menos oito pessoas morreram em decorrência da repressão da polícia militar e do Exército a manifestantes pró-Evo Morales em Sacaba, nas proximidades de Cochabamba, na Bolívia, nesta sexta-feira (15). O protesto era contra o golpe militar ocorrido no país, que culminou com a renúncia de Morales e a ascensão ao poder da senadora de oposição Jeanine Áñez.

De acordo com o representante da Defensoria do Povo da Bolívia em Cochabamba, Nelson Cox, os manifestantes feridos foram transferidos a um hospital “com ferimentos de bala”, mas morreram antes de chegar às instalações.

Cox relatou uma operação “desproporcional” das forças conjuntas de policiais e militares diante da manifestação, que nos dias anteriores terminou com pessoas feridas por bala. Ele denunciou, ainda, que as forças de segurança nos pontos de controle não deixaram passar ambulâncias que transportavam feridos.

“Tenho insistido todos os dias para que evitem mobilizações, não só não violentas, mas para evitar mobilizações. Desde domingo, assistimos a uma escalada das intervenções das forças conjuntas, da polícia e das Forças Armadas, que tiveram intervenções desproporcionais”, argumentou.

De acordo com os centros de saúde de Sacaba, pelo menos 22 pessoas ficaram feridas. À rede CNN, Cox disse que o número é maior:  125 pessoas ficaram feridas e 110 manifestantes foram detidos durante a manifestação.

Para a polícia, os agentes “foram atacados com armamento letal e armas de fogo improvisadas” entre as cidades de Cochabamba e Sacaba, e que uma viatura “recebeu impactos de armas de fogo”, fatos que ainda estão sendo investigados.

Os confrontos tiveram início quando um grande número de cocaleros tentou entrar na cidade por um dos acessos onde as forças da ordem instalaram controles. Os manifestantes tinham como destino final La Paz, para apoiar protestos a favor de Evo Morales, que exilou-se no México após renunciar à Presidência da Bolívia.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em comunicado, condenou o “uso desproporcional da força policial e militar” e confirmou os cinco mortos, destacando, ainda, que havia um número indeterminado de feridos. Para a comissão, “as armas de fogo devem estar excluídas dos dispositivos utilizados pelo controle dos protestos sociais”.

CIDH – Comisión Interamericana de Derechos Humanos@CIDH

CIDH condena uso desproporcionado de la fuerza policial y militar en Cochabamba #Bolivia que ya resultaron en 5 personas fallecidas e múltiples heridas. Las armas de fuego deben estar excluidas de los dispositivos utilizados para el control de las protestas sociales (1/6)9.93321:15 – 15 de nov de 2019 · Quito, EcuadorInformações e privacidade no Twitter Ads14,6 mil pessoas estão falando sobre isso

A Human Rights Watch (HRW), uma entidade de defesa de direitos humanos com sede em Washington, por sua vez, declarou que apoia o pedido de organizações civis bolivianas para que a CIDH envie uma comissão “para monitorar a situação”.

José Miguel Vivanco, diretor para as Américas de HRW, disse que era “alarmante” que algumas autoridades do governo de Áñez queiram perseguir políticos adversários ou processar jornalistas.

“Áñez não deve esquecer que assumiu o cargo sem um só voto. Sua missão é convocar eleições o mais rápido possível”, afirmou. Até o momento, no entanto, não há previsão de novas eleições no país.

A forte repressão contra os manifestantes que fazem oposição ao governo estabelecido após o golpe militar no país foi condenada por Evo Morales, que pediu que as Forças Armadas e a polícia “parem o massacre”.

“Condeno e denuncio ao mundo que o regime golpista que tomou o poder por assalto em minha querida Bolívia reprime com balas das Forças Armadas e da polícia o povo que pede pacificação e a reposição do estado de direito”, escreveu no Twitter.

MUNDO

Após declaração de Bolsonaro, ativista Greta Thunberg muda descrição no Twitter para ‘pirralha’

Bolsonaro se referiu à Greta como “pirralha” ao ser questionado por jornalistas se estava preocupado com as mortes de dois indígenas da etnia Guajajara no Maranhão

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Metro1 – A ativista sueca Greta Thunberg mudou na manhã de ontem (10) a sua descrição biográfica no Twitter para “Pirralha”, após uma declaração do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro se referiu à Greta como “pirralha” ao ser questionado por jornalistas, nesta terça, se estava preocupado com as mortes de dois indígenas da etnia Guajajara em um atentado ocorrido no último sábado (7) no Maranhão. “A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí, pirralha” disse.

Logo após o presidente afirmou que “qualquer morte preocupa” e que seu governo deseja “cumprir a lei”, e ir contra o desmatamento e queimadas ilegais.

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MUNDO

Terremoto de magnitude 4,8 atinge Florença, na Itália

Pessoas saíram de suas casas e serviços de trem foram afetados em todo o país

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Metro1 – Um terremoto atingiu parte da cidade de Florença, na Itália, nesta segunda-feira (9) pela manhã. De acordo com o G1, não houve destruição de edifícios, mas alguns foram danificados. Pessoas saíram de suas casas e serviços de trem foram afetados em todo o país.

O tremor de magnitude de 4,8 atingiu a cordilheira dos Apeninos às 3h30 (23h30 de domingo em Brasília), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. A magnitude não é considerado de intensidade muito forte.

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Trump reage a anúncio de teste de mísseis na Coreia do Norte

Presidente dos Estados Unidos diz a Kim Jong-un que ele deve desnuclearizar o país pois “tem muito a perder”

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Metro1– O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao anúncio feito pelo presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que noticiou  hoje (8) um “teste muito importante” realacionado ao programa de mísseis. Trump afirmou, pelo Twitter, que o presidente norte-coreano deve desnuclearizar o país e abandonar a postura hostil, ou corre o risco de perder “tudo”. 

“Kim Jong-un é inteligente demais e tem muito a perder, tudo na verdade, se agir de maneira hostil”, disse Trump. O presidente norte-americano relembrou ainda que os dois chefes de Estado assinaram, no ano passado, um acordo de desnuclearização completa da península, e pede para ele não descumpra o pacto. 

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