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Quais as possibilidades de Brasil e Índia ingressarem no Conselho de Segurança da ONU?

Recentemente, o chanceler russo, Sergei Lavrov, demonstrou seu apoio ao Brasil e Índia, afirmando que ambos os países “merecem” entrar no Conselho de Segurança da ONU, trazendo assim, mais uma vez, à tona uma discussão que não é nova na agenda.

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Agencia Sputnik – As declarações de Lavrov foram proferidas durante a participação no Raisina Dialogue, um fórum político e econômico organizado pelo governo indiano em Nova Deli.

“Eu diria que a principal deficiência do Conselho de Segurança é a baixa representação dos países em desenvolvimento. Reiteramos a nossa posição de que Índia e Brasil merecem absolutamente estar no Conselho juntamente com um candidato africano […] Nossa posição é que o objetivo da reforma [do Conselho] é assegurar que os países em desenvolvimento sejam melhor tratados no órgão central das Nações Unidas”, afirmou o chanceler.

Com isso, a Sputnik explica o cenário e as possibilidades de o Brasil ingressar no Conselho da ONU.

Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança é um dos principais órgãos da ONU, composto por 15 países-membros, dos quais cinco são permanentes (China, França, Rússia, EUA e Reino Unido) e dez são temporários.

O órgão surgiu em 1946 com o objetivo de manter a paz e segurança no mundo através de operações de paz e da imposição de sanções internacionais a países que adotem medidas ameaçadoras da paz no mundo.

O Brasil já fez parte do Conselho de Segurança da ONU como membro temporário por dez vezes.

Reforma do Conselho de Segurança

O Brasil, que anseia por um posto de membro permanente, tem como uma de suas bandeiras tradicionais de política externa o apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Hoje, o país faz parte do G4, grupo de países que inclui também a Alemanha, Índia e Japão, que apoiam a reforma do Conselho e são candidatos a um assento permanente no principal órgão da ONU.

Em uma reunião realizada durante a 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, os ministros do G4 reiteraram o apoio mútuo às suas respectivas candidaturas como aspirantes a novos membros permanentes, dadas suas capacidades e disposição de assumir as responsabilidades relacionadas à manutenção da paz e segurança internacionais.

Em seu discurso na 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, destacou a vocação brasileira em missões de reestabelecimento da paz coordenadas pela ONU, ressaltando a ajuda brasileira em países como Haiti, Líbano e Congo, além de observar que as tropas brasileiras continuam à disposição para realizar trabalhos semelhantes no âmbito da ONU.

O BRICS, organização formada pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, também defende a reforma no Conselho da ONU, tal como o G20, que agrega o G7, o BRICS e países que apoiam a agenda do BRICS em diversas ocasiões, como cita o chanceler russo, Sergei Lavrov.

“Os ministros reafirmaram a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, inclusive de seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente e ao aumento da representatividade dos países em desenvolvimento, de modo que possa responder adequadamente aos desafios globais. China e Rússia reiteram a importância que conferem ao status e ao papel de Brasil, Índia e África do Sul nas relações internacionais e apoiam sua aspiração de desempenharem papéis mais relevantes na ONU”, aponta o documento emitido pelo BRICS.

Aspirações dos países do G4 por um assento permanente

Os países do G4, que pleiteiam por um lugar permanente do Conselho de Segurança da ONU, apresentam aspirações diferenciadas.

A Alemanha pretende justificar sua entrada através dos “euros”, já que é o terceiro maior país pagador aos cofres da ONU. Já o Brasil reclama uma representação latino-americana, enquanto que a Índia quer uma presença asiática mais forte e o Japão – um suposto contraponto ao poder da China.

O ex-diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Brasil, Carlos dos Santos, anteriormente afirmou à DW-WORLD que o Brasil aspira a importâncias no cenário internacional, já que um país se tornar membro permanente do Conselho tem repercussões profundas, inclusive em relação ao comércio exterior, passando a ser observado com outros olhos pelo mundo.

Dessa forma, é possível acreditar que a participação nas missões da ONU aumentaria a reputação internacional e a projeção de poder econômico e político do país. No caso do Brasil, isso também significaria maior peso regional na América Latina e forte presença nos assuntos militares e econômicos internacionais.

Brasil e Índia contam com apoio internacional

Hoje, os dois países que pleiteiam por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU contam não só com apoio da Rússia, como também da China, França e Portugal.

Assim como a Rússia e a China, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou durante 74ª Assembleia da ONU que Portugal “continua a considerar importante o reajustamento do Conselho de Segurança envolvendo, pelo menos, a presença africana, do Brasil e da Índia”.

Em 2018, a França também foi favorável ao alargamento do Conselho de Segurança para permitir a entrada como membros permanentes da Alemanha, Japão, Brasil, Índia e dois países africanos. A opinião foi apoiada pelo ex-presidente francês, Jacques Chirac, falecido no dia 26 de setembro de 2019, que concordava com a ideia da concessão de um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança.

O que o Brasil pode esperar para seu futuro na ONU?

A perspectiva de que as propostas do G4 sejam aprovadas ainda é uma grande incógnita.

Além disso, o Brasil pode estar correndo o risco de ficar de fora do Conselho de Segurança das Nações Unidas no biênio 2022-2023, já que atualmente sua imagem está desgastada e arranhada no exterior.

Para conquistar seu lugar no Conselho, o Brasil precisaria não apenas do apoio dos vizinhos da América Latina, como também de dois terços dos votos de países-membros da ONU na eleição que vai ocorrer em 2021.

É por isso que a candidatura do Brasil está em risco, já que no último ano o país teve divergências com seus vizinhos, embates diplomáticos em torno dos focos de incêndio na Amazônia e declarações polêmicas do governo Bolsonaro.

De acordo com Mauro Rochlin, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, o país ignorar os principais parceiros é algo ingênuo, e algumas relações que se degeneraram estão sendo revistas, como é o caso da Argentina e da China, onde o governo brasileiro mudou sua postura.

Rochlin acredita que se o país almeja o sucesso, está mais do que na hora de o presidente e 

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Equador vive colapso funerário e famílias convivem com cadáveres por dias

Em alguns casos, corpos são levados para lugares públicos por familiares

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Bahia.ba – Guayaquil, a segunda cidade mais importante do Equador, vive um colapso nos hospitais e necrotérios. Os equipamentos estão cheios de corpos de vítimas do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Com isso, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, famílias têm de conviver durante dias com cadáveres de parentes mortos não só pelo coronavírus, mas também outras causas. Os corpos permanecem nas residências até que funcionários da prefeitura os retirem.

Nos casos ligados ao coronavírus, por medo de contágio, alguns têm levado os cadáveres para parques e outras áreas públicas do município.

“O sistema de saúde equatoriano tem muitos problemas, especialmente na região litorânea [onde está Guayaquil]”, afirmou o jornalista e analista político Martín Pallares, à Folha, por telefone.

“Ouvimos relatos de médicos que não querem trabalhar nessas áreas porque não há equipamento para evitar a contaminação.”

A situação no país, ainda segundo reportagem, começou a se agravar em meados de março.

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Com alta procura por itens hospitalares da China, Brasil pode ter problemas de abastecimento

Estados Unidos enviarão 23 aviões para voltar com toneladas de material contra o novo coronavírus (Covid-19)

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Bahia.ba – A alta procura por equipamentos e produtos hospitalares da China nesta semana ascendeu a luz amarela em especialistas brasileiros que tentam comprar insumos de empresas do país asiático.

Ex-presidente da Fiocruz que atualmente negocia a importação dos produtos para a fundação, Carlos Morel demonstrou preocupação com o fato de somente os Estados Unidos (EUA) enviarem 23 aviões para buscar toneladas de insumos

“A notícia mostra que vamos ter sérios problemas de abastecimento. O capitalismo selvagem vai se impor. Cada país vai querer se proteger”, afirmou. A Fiocruz é vinculada ao Ministério da Saúde.

Morel disse ainda que “a pressão sobre as empresas chinesas está no nível máximo” e os preços dos insumos médicos estão aumentando freneticamente. “Sobem de um dia para o outro”.

Ainda de acordo com ele, companhias chinesas já começaram a comunicar que parte dos equipamentos, como leitos hospitalares, só poderão ser entregues em junho

EUA – Os voos ordenados pela Casa Branca para a China foram noticiados pelo The New York Times. O jornal diz que o primeiro avião trouxe 80 toneladas de mercadorias, como 10 milhões de luvas, 1,8 milhão de máscaras, aventais e “milhares de termômetros”.

A encomenda, diz o NYT, é “uma minúscula parte” do que hospitais dos EUA, já em racionamento, necessitam neste momento. Os EUA vão precisar, segundo estimativas, de 3,5 bilhões de máscaras caso a pandemia dure um ano.

Mas há uma fila: a empresa chinesa BYD tem que entregar 40 milhões de máscaras para a Itália antes de atender a demanda norte-americana.​ As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

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China volta a rotina em marcha lenta, mas ainda teme por nova contaminação

De acordo com o governo chinês, algumas rotinas já estão voltando ao normal em Wuhan, cidade que teve os primeiros casos de Covid-19

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Bahia.ba – Após 10 semanas de confinamento os moradores de Wuhan, na China, já podem sair de seus apartamentos para ver a luz do dia. De acordo com o governo chinês, algumas rotinas já estão voltando ao normal na cidade que teve os primeiros casos de coronavírus no mundo.

O aeroporto de Wuhan deve reabrir na próxima semana e todos terão permissão para deixar a cidade de 11 milhões de habitantes pela primeira vez desde que foi fechada no dia 23 de janeiro.

Os líderes do país disseram que a China venceu a batalha contra o curto e relatou que as transmissões domésticas são praticamente insignificantes ou inexistentes. A reabertura gradual de partes da província de Hubei é a prova disso.

Contudo, apesar da liberação aos poucos da volta a rotina, o Partido Comunista Chinês disse que deve “fazer a prevenção e o controle da situação epidêmica, por um lado, e, por outro, lidar com a retomada do trabalho e produção” indicando que a legenda age para priorizar o controle do vírus e impedir uma segunda onda de infecções em determinado de uma retomada econômica.

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