Enquanto Simões Filho enfrenta um decreto de emergência há quase 60 dias devido às fortes chuvas, a prefeitura decidiu derrubar árvores no pátio da administração municipal, alegando um novo projeto paisagístico. Moradores questionam a prioridade, já que bairros periféricos sofrem com riscos de deslizamentos e falta de manutenção em áreas públicas.
Árvores saudáveis removidas em meio a cidade já desarborizada
As árvores retiradas não apresentavam risco de queda, segundo relatos de testemunhas. A ação chamou atenção porque o centro da cidade já sofre com pouca vegetação, e a remoção só agrava o problema. Essa não é a primeira vez que a gestão municipal é acusada de destruir árvores sem critérios técnicos.
Histórico de cortes de árvores nas gestões de Dinha e Del do Cristo Rei
A prática de retirada indiscriminada de árvores não é nova em Simões Filho. Administrações anteriores, como a do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha), padrinho político do atual prefeito Del do Cristo Rei, já foram criticadas por ações semelhantes. Agora, a gestão atual repete o mesmo padrão, removendo vegetação em áreas urbanas sem justificativa clara.
Enquanto isso, bairros carecem de ações emergenciais
Enquanto a prefeitura investe em paisagismo no centro, comunidades como Fazenda Baixão enfrentam problemas graves:
- Risco de deslizamentos em encostas devido às chuvas;
- Suspensão de aulas em escolas por falta de poda de árvores em vias públicas;
- Falta de manutenção em áreas de risco.
Vídeos e áudios circulando em grupos de WhatsApp mostram a situação crítica em bairros distantes, evidenciando a falta de prioridade da gestão municipal durante o período de emergência.
Moradores cobram planejamento e ações urgentes
A população questiona: por que investir em paisagismo no centro se bairros estão abandonados? A falta de mapeamento de prioridades durante o decreto de emergência preocupa, já que áreas de risco deveriam ser o foco principal.
Enquanto árvores são cortadas sem necessidade, famílias lidam com ameaças reais de desabamentos e alagamentos. A prefeitura ainda não se pronunciou sobre as críticas.