A sessão da Câmara de Simões Filho realizada na noite de 24 de março foi marcada por um debate intenso envolvendo o vereador Orlando de Amadeu.
Durante discussão sobre mobilidade urbana, o parlamentar sugeriu que veículos do transporte escolar pudessem funcionar também como linha comum para moradores da cidade.
A proposta surgiu durante a análise de uma indicação do vereador JaJai, que tratava da padronização do transporte alternativo conhecido como “ligeirinhos”.
Na tribuna, Orlando voltou a afirmar que Simões Filho estaria há oito anos sem ações do Governo do Estado, tentando atribuir ao Estado a responsabilidade pelos problemas de mobilidade no município.
A declaração provocou resposta do vereador Genivaldo Lima, que afirmou concordar apenas em um ponto: segundo ele, a ausência de ações estaduais ocorreu porque o então prefeito Diógenes Tolentino nunca buscou diálogo institucional com o governo baiano.
Durante o debate, o vereador Carlos Neto alertou que veículos do transporte escolar possuem destinação específica para estudantes da rede pública, conforme regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, além de programas federais como FUNDEB e PNATE.
Especialistas apontam que a utilização desses veículos para outras finalidades pode gerar questionamentos por desvio de finalidade de recursos públicos, reacendendo o debate político sobre responsabilidades na mobilidade urbana de Simões Filho.