O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última segunda-feira (13), o projeto de lei que restringe o uso de celulares e aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A medida visa melhorar o ambiente educacional e será regulamentada em breve por decreto.
“A sanção representa o reconhecimento do trabalho de todas as pessoas sérias que cuidam da educação, especialmente das crianças e adolescentes”, afirmou Lula durante a cerimônia no Palácio do Planalto.
O que determina a nova lei
A nova legislação estabelece diretrizes claras para o uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar. Entre as principais medidas, destacam-se:
- Proibição do uso de celulares e aparelhos eletrônicos nas salas de aula, exceto quando autorizados pelos professores para atividades pedagógicas.
- Permissão para uso de dispositivos eletrônicos para fins de acessibilidade e inclusão, atendendo às condições de saúde dos alunos e garantindo seus direitos fundamentais.
- A regulamentação, que será detalhada em um decreto, deve ocorrer dentro de 30 dias.
Essa medida visa, principalmente, fortalecer a autoridade dos educadores e envolver as famílias no processo pedagógico.
Apoio político e o papel do Congresso
A sanção contou com o apoio do Congresso Nacional, incluindo o ministro da Educação, Camilo Santana, e parlamentares como Laura Carneiro (PSD-RJ) e Renan Ferreirinha (PSD-RJ). Enquanto Ferreirinha relatou o projeto na Câmara, Carneiro articulou sua votação, destacando o amplo consenso obtido.
Lula reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos parlamentares ao aprovarem a medida. “Muitas vezes imaginei que não teriam coragem de aprovar essa lei por receio das críticas na internet. Foi um ato de cidadania”, comentou o presidente.
“Proteger, não proibir”, diz ministro da Educação
Camilo Santana afirmou que o objetivo da nova lei não é impor restrições, mas sim proteger as crianças brasileiras e melhorar o ambiente escolar.
“A aprovação quase unânime no Congresso mostra a importância do tema. Queremos garantir que o celular seja utilizado apenas com fins pedagógicos, sempre sob orientação dos professores”, destacou o ministro.
Além disso, Santana mencionou que o governo trabalhará para criar guias e cursos de capacitação para redes de ensino e famílias, buscando garantir que a medida seja aplicada de forma eficiente e compreendida por todos.
Impactos esperados
A lei pretende promover um ambiente mais focado e inclusivo nas salas de aula, onde a tecnologia seja usada como aliada do aprendizado. A regulamentação, que será detalhada em breve, é aguardada como um passo decisivo para orientar professores, gestores escolares e pais.