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Heleno orientava ataques ao STF e Bolsonaro tinha influência direta, acusa a ‘arrependida’ Sara Winter

A revista ISTOÉ publicou uma entrevista da ‘arrependida’, que hoje teme por sua vida, revelando sua relação com o governo Bolsonaro e detalhes das articulações do “Acampamento dos 300”, instalado em maio de 2020, em Brasília.

20/11/2021 às 16h47 Atualizada em 27/11/2021 às 08h24
Por: Mário luiz Nobre Fonte: URBS Magna
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Heleno orientava ataques ao STF e Bolsonaro tinha influência direta, acusa a ‘arrependida’ Sara Winter

Sob o título “Um Arquivo Vivo”, entrevista de Sara Giromini à ISTOÉ revela sua relação com o governo Bolsonaro e detalhes das articulações do “Acampamento dos 300”, instalado em maio de 2020, em Brasília

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), que assessora o Presidente da República, pessoal e militarmente, foi acusado pela ex-bolsonarista e ativista Sara Gimomini, que atuava com o codinome Winter, de ter orientado ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal). Sob o título “Um Arquivo Vivo”, a revista ISTOÉ publicou uma entrevista da ‘arrependida’, que hoje teme por sua vida, revelando sua relação com o governo Bolsonaro e detalhes das articulações do “Acampamento dos 300”, instalado em maio de 2020, em Brasília.

Parlamentares, ministros e do presidente Bolsonaro orientaram ataques à imprensa e ao Supremo. Até mesmo o então presidente da Câmara Rodrigo Maia estava envolvido. Nomes de Daniel Silveira (PTB-RJ), Carla Zambelli (PSL-SP), Sargento Fahur (PSL-PR) e Bia Kicis (PSL-DF) foram muito presentes na organização, além do ministro-chefe do Gabinete de Segurança, general Augusto Heleno, disse Sara à mídia.

Sob o título “Um Arquivo Vivo”, entrevista de Sara Giromini à ISTOÉ revela sua relação com o governo Bolsonaro e detalhes das articulações do “Acampamento dos 300”, instalado em maio de 2020, em Brasília

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), que assessora o Presidente da República, pessoal e militarmente, foi acusado pela ex-bolsonarista e ativista Sara Gimomini, que atuava com o codinome Winter, de ter orientado ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal). Sob o título “Um Arquivo Vivo”, a revista ISTOÉ publicou uma entrevista da ‘arrependida’, que hoje teme por sua vida, revelando sua relação com o governo Bolsonaro e detalhes das articulações do “Acampamento dos 300”, instalado em maio de 2020, em Brasília.

Parlamentares, ministros e do presidente Bolsonaro orientaram ataques à imprensa e ao Supremo. Até mesmo o então presidente da Câmara Rodrigo Maia estava envolvido. Nomes de Daniel Silveira (PTB-RJ), Carla Zambelli (PSL-SP), Sargento Fahur (PSL-PR) e Bia Kicis (PSL-DF) foram muito presentes na organização, além do ministro-chefe do Gabinete de Segurança, general Augusto Heleno, disse Sara à mídia.

Zambelli participava com maior frequência e passava mais informações sobre a repercussão do acampamento. Bia Kicis tinha o papel de ajudar na organização. O Planalto intervinha. O ministro general Heleno chamou Sara até o Palácio para dar orientações:

Ele pediu para deixar de bater na imprensa e no Maia e redirecionar todos os esforços contra o STF”, disse Sara, acrescentando que o presidente Bolsonaro tinha influência direta sobre o “grupo dos 300”.

Bolsonaro dizia quem o blogueiro Oswaldo Eustáquio devia investigar e subir o tom, diz Sara à revista, mas preferindo não contar os alvos do capitão.

Sobre o possível envolvimento do presidente e seus filhos com milícias, Sara disse que, se há alguma coisa para ser descoberta, o fio da meada está na Assembleia do Rio de Janeiro.

Sobre como é dirigida a milícia digital, Sara conta que o boato mais comum é que deputados utilizam emendas em esquemas para criar perfis falsos, especialmente nesse momento. “Ainda tem gente ganhando muito dinheiro com isso”, admite.

“Tenho medo”

“Não tem mais como defender Bolsonaro. Mas se ele pedir para os bolsonaristas comerem merda, as pessoas vão comer”, diz Sara indignada com a censura dentro do bolsonarismo. “Rachadinhas e milícias são tipos de assuntos proibidos”. Carlos e Eduardo são acusados por Sara como os cães de guarda de Bolsonaro. “Quem tem destaque na direita, eles cooptam ou destroem”, diz.

“Tenho medo da esquerda, medo de um fanático e medo do governo. Em janeiro eu anunciei que eu ia contar tudo que eu sabia sobre o bolsonarismo. O Planalto surtou e fez uma reunião ministerial. A Damares foi chamada. Eu não sabia o que eles tinham tanto medo do que eu possa tornar público”, pontua na revista.

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