O ministro de extrema-direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, causou polêmica ao defender medidas extremas contra Gaza. Em uma publicação recente no X (antigo Twitter), ele exigiu o corte total de eletricidade e água na região e o bombardeio de estoques de ajuda humanitária. As informações são da HispanTV. Ben-Gvir afirmou que essas ações seriam necessárias para “matar de fome” os palestinos e facilitar a vitória sobre o Hamas.
Ben-Gvir propõe medidas drásticas contra Gaza
Em sua declaração, Ben-Gvir sugeriu que o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deveria bombardear os estoques de ajuda que se acumularam em Gaza durante e antes do cessar-fogo. Além disso, ele defendeu o corte completo de eletricidade e água na região. O político de extrema-direita justificou as medidas como uma forma de pressionar o Hamas e garantir a libertação de reféns israelenses.
Ben-Gvir foi ainda mais incisivo ao afirmar que, se o Hamas ameaçar prejudicar os reféns, o grupo enfrentará a execução de palestinos sequestrados. Suas declarações refletem uma postura dura e controversa, que tem gerado reações internacionais.
Smotrich apoia fim da ajuda humanitária a Gaza
Outro político de extrema-direita, Bezalel Smotrich, também se manifestou sobre o tema. Em 2 de março, ele instou Netanyahu a parar completamente a ajuda humanitária a Gaza até que o Hamas seja destruído. Smotrich, cujo partido é crucial para manter Netanyahu no poder, descreveu as ações do regime israelense como “o limiar das portas do inferno” e sugeriu que elas deveriam ser aplicadas de forma “rápida e letal”.
Hamas responde às ameaças de Israel
O Hamas reagiu às declarações de Ben-Gvir e Smotrich, afirmando que Netanyahu está “delirando” ao acreditar que alcançará seus objetivos por meio de uma “guerra da fome”. O grupo ressaltou que o primeiro-ministro israelense não conseguiu vitórias significativas no campo de batalha e agora recorre a medidas extremas.
Além disso, o Hamas criticou a decisão de Israel de bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza, classificando-a como uma violação do acordo de cessar-fogo assinado em 19 de janeiro. A medida tem sido amplamente condenada por organizações internacionais e governos ao redor do mundo.
Reações internacionais e violações do cessar-fogo
A decisão de Netanyahu de interromper o envio de suprimentos para Gaza gerou duras críticas da comunidade internacional. Organizações humanitárias alertam para o agravamento da crise humanitária na região, onde milhares de civis já enfrentam condições extremamente precárias.
O bloqueio de ajuda humanitária também representa mais uma violação do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Desde o início do conflito, o regime de Tel Aviv tem sido acusado de adotar medidas que exacerbam o sofrimento da população civil em Gaza.
Conclusão: Crise humanitária e escalada do conflito
As declarações de Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich evidenciam a postura dura do governo israelense em relação a Gaza. Enquanto Israel busca pressionar o Hamas por meio de medidas extremas, a crise humanitária na região se intensifica, gerando preocupação global.
A comunidade internacional tem pressionado por uma solução pacífica, mas as ações recentes de Israel indicam uma escalada do conflito. O futuro de Gaza e de seus habitantes permanece incerto, enquanto as tensões entre as partes continuam a crescer.