Levantamento mostra que presidente mantém vantagem mesmo contra Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
A mais recente pesquisa da Quaest revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria o segundo turno das eleições de 2026 contra todos os adversários testados. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (21), mostra cenários em que o petista mantém vantagem expressiva, inclusive diante da família Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Principais pontos da pesquisa
- Lula lidera em todos os cenários de 2º turno.
- Bolsonaro é o adversário mais competitivo, mas inelegível até 2030.
- Tarcísio herda parte do eleitorado bolsonarista, mas não consegue superar Lula.
- Medo da volta de Bolsonaro cresce entre os brasileiros.
- Rejeição a Lula cai dentro da base bolsonarista.
Cenários de segundo turno em 2026

Segundo a Quaest, foram testados nove cenários de segundo turno. Em todos, Lula vence com uma margem mínima de 8 pontos percentuais. O confronto mais acirrado ocorre contra Jair Bolsonaro, que mesmo inelegível até 2030, aparece com 35%, contra 47% do atual presidente.

Contra Tarcísio de Freitas, Lula obtém 43%, enquanto o governador de São Paulo registra também 35%, repetindo o desempenho de Bolsonaro. Embora Tarcísio herde parte da base bolsonarista, a transferência de votos não é suficiente para reverter a liderança do petista.
Brasileiros temem mais a volta de Bolsonaro
Um dos dados mais relevantes da pesquisa mostra que 47% dos brasileiros têm mais medo da volta de Bolsonaro à presidência do que da permanência de Lula no cargo, apontada por 39%. Essa percepção impacta diretamente nas intenções de voto e fortalece a posição do petista nos cenários projetados.

Em confrontos com integrantes da família Bolsonaro, Lula amplia sua vantagem. Ele registra 47% contra Eduardo e 48% contra Flávio Bolsonaro, percentuais superiores aos obtidos contra outros adversários.
Desempenho da terceira via
Os nomes que tentam se consolidar como alternativa de “terceira via” não avançam. Segundo a Quaest, esses candidatos oscilam entre 30% e 34% no segundo turno, ficando abaixo da competitividade esperada. No primeiro turno, representantes da direita e do centrão não passam de 11% a 3% quando Lula e um membro da família Bolsonaro estão incluídos nos cenários.
Rejeição de Lula diminui na base bolsonarista
A pesquisa também mostrou mudanças significativas na percepção dos eleitores ligados ao bolsonarismo. A rejeição a Lula entre eles caiu de 94% para 89%, um recuo de 5 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a rejeição a Bolsonaro subiu de 44% para 47% em relação ao mês anterior.
Esse movimento indica que parte do eleitorado de direita começa a reavaliar suas posições, o que pode influenciar diretamente o resultado das próximas eleições.conclusão
Os números reforçam que Lula mantém uma vantagem sólida para 2026, mesmo diante de nomes fortes da direita. A queda da rejeição dentro da própria base adversária amplia sua margem de segurança, enquanto o medo da volta de Bolsonaro mostra-se decisivo.
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