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Lava Jato nunca fez pedido de progressão para semiaberto antes de Lula

Sem precedentes, pedido dos procuradores para progressão do regime prisional de Lula para o semiaberto mostra que não se trata de uma decisão jurídica, mas desespero político. Lula provou sua inocência e derrotou politicamente a Lava Jato: virou uma “batata quente” para a operação que destruiu o país

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247 – O desespero dos procuradores da Lava Jato para “livrarem-se” de Lula antes que sua inocência seja reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) levou-os não apenas a fazer um pedido sem precedentes de progressão de um condenado pela operação para o regime semiaberto. O próprio pedido reconhece implicitamente a inocência do ex-presidente, pois solicitam a saída da cadeia mesmo sem o pagamento da suposta “reparação de danos a cofres públicos”. Se Lula fosse culpado, não poderia ser dispensado deste ressarcimento.

Essa flexibilidade da Lava Jato em relação ao pagamento da reparação de danos aos cofres públicos não aconteceu em relação a outros presos da operação, que questionam em várias instâncias da Justiça a obrigatoriedade de quitar essa pendência para só então poder progredir de regime. A informação é dos jornalistas Felipe Bächtold e Wálter Nunes, da Folha de S.Paulo.

Ao contrário, a Lava Jato vem atuando há anos contra tentativas de condenados de sair da cadeia sem que tenha havido o pagamento dessa obrigação.

A maneira atabalhoada como Deltan Dallagnol e seus colegas apresentaram o pedido mostra que não se trata de uma decisão jurídica, mas desespero político. Lula provou sua inocência e derrotou politicamente a Lava Jato: virou uma “batata quente” para a operação que destruiu o país

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Bolsonaro paga R$ 6,2 bi em emendas e atinge recorde de repasses a parlamentares

Aumento no montante é registrado em meio a agrados ao Centrão e gastos com a pandemia do coronavírus

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Metro1 – O governo do presidente Jair Bolsonaro bateu recorde de liberação de emendas parlamentares durante a pandemia do coronavírus. Somente em abril, R$ 6,2 bilhões foram empenhados, termo usado quando a gestão se compromete com a despesa. É o maior valor para um único mês desde 2016, ano em que o monitoramento individual das emendas passou a ser possível, segundo dados obtidos pelo Estadão.

O recorde é registrado no momento em que o governo está disposto a agradar ao Centrão para barrar eventual processo de impeachment, além de ser forçado a gastar para combater a disseminação do coronavírus.

O montante efetivamente pago também foi o maior para um único mês ao longo dos últimos anos:R$ 4 bilhões. As emendas são indicações feitas por deputados e senadores de como o governo deve gastar o dinheiro do Orçamento. Os parlamentares costumam direcionar as verbas para seus redutos eleitorais, de modo que ganham a paternidade de obras e ações que beneficiam diretamente seus eleitores, o que acaba contribuindo com suas reeleições.

Os dados sobre as emendas são do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e foram compilados, a pedido do Estadão, pela ONG Contas Abertas.

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Grupo hacker Anonymous expõe dados de Bolsonaro, filhos e membros do governo

Todas as divulgações ocorreram pelo twitter do Anonymous Brasil, conta que foi derrubada pouco após a publicação

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Metro1 – O grupo hacker Anonymous Brasil iniciou na noite de ontem (1º) a exposição de dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), de seus filhos, da sua ex-esposa e dos ministros da Educação, Abraham Weintraub, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Algumas das informações já eram de conhecimento público, como a declaração de bens imobiliários. Nenhum dos filhos de Jair Bolsonaro, dos ministros ou o próprio presidente se manifestou sobre o vazamento. 

A autenticidade do ataque hacker foi confirmada pelo deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), que também teve dados divulgados e afirmou pelas redes sociais que vai registrar um boletim de ocorrência sobre o assunto. Mais cedo, ele havia cobrado na internet a publicação de informações similares de membros do movimento antifascismo. Os filhos do presidente que tiveram dados vazados foram o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Todas as divulgações ocorreram pelo twitter do Anonymous Brasil, conta que foi derrubada pouco após a publicação.

Um novo perfil foi criado, desta vez com outro nome, que afirmou que não seria o fim das divulgações. “Não nos importamos, pois somos como uma hydra, corte uma cabeça e nascerá outras duas no lugar”, afirmou a conta, que se disse ligada ao grupo do vazamento.

O grupo Anonymous existe há mais de 15 anos e tem atuação em diversos manifestos e revoltas em escala global. Os hackers tiveram participação na exposição de informações vazadas durante os ataques contra Julian Assange, Occupy Wall Street, na Primavera Árabe e também nas revoltas de 2013 ocorridas no Brasil. 

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Bolsonaro tem 50% de reprovação por desempenho na pandemia, diz Datafolha

No Nordeste e no Sudeste, o presidente amarga 52% de rejeição em meio à crise na saúde

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Bahia.ba – O brasileiro está mais insatisfeito com a condução do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na pandemia do novo coronavírus, aponta pesquisa do Datafolha.

Levantamento feito na segunda (25) e na terça (26) mostra que 50% dos 2.069 entrevistados consideram o manejo da crise pelo presidente ruim ou péssimo –5 pontos a mais do que em 27 de abril e 17 acima do registrado em 18 a 20 de março, na primeira aferição do tipo.

A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Bolsonaro é pior avaliado em regiões populosas, nas quais a presença do vírus e os impactos no cotidiano tendem a ser maiores.

No Nordeste e no Sudeste, ele tem 52% de rejeição à sua atuação. Os mais ricos (62% de ruim/péssimo entre quem ganha mais de 10 salários mínimos) e instruídos (57%) são os mais insatisfeitos.

A aprovação do desempenho de Bolsonaro, por sua vez, segue a tendência de estabilidade identificada na avaliação geral, ficando nos mesmos 27% de um mês atrás. Já 22% o acham regular na crise.

A piora na avaliação acompanha a turbulência instalada no governo, que perdeu há quase duas semanas o segundo ministro da Saúde em meio à pandemia por não concordar com as orientações de Bolsonaro, que critica o isolamento social e defende a ampliação do uso da cloroquina contra a Covid-19.

Com efeito, a pasta comandada interinamente pelo general Eduardo Pazzuelo viu desabar sua aprovação popular. No começo da crise, era de 55%, subindo para 76% no começo de abril, quando o ministro Luiz Henrique Mandetta comandava um foco de resistência às políticas de Bolsonaro.

Após a queda de Mandetta e a entrada de Nelson Teich, em 17 de abril, a aprovação aferida dez dias depois pelo Datafolha voltara aos 55% iniciais. Agora, são 45% de ótimo/bom, de todo modo bastante acima dos 27% do presidente.

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