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ECONOMIA

Governo eleva para R$ 159 bilhões metas de déficit primário de 2017 e 2018

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Com as frustrações de receitas, o governo anunciou hoje (10) o aumento da meta de déficit fiscal do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para R$ 159 bilhões este ano. A meta para o próximo ano também foi revista para R$ 159 bilhões.

O déficit primário é o resultado das despesas maiores que as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. O anúncio foi feito há pouco pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.

A alteração das metas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Em 12 meses encerrados em junho, o déficit primário ficou em R$ 167,198 bilhões, o que corresponde a 2,62% do Produto Interno Bruto (PIB) , a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de acordo com dados do Banco Central (BC).

Originalmente, a meta de déficit estava fixada em R$ 139 bilhões para este ano e em R$ 129 bilhões para 2018. No entanto, a arrecadação ainda em queda, e uma série de frustrações de receitas dificultaram o cumprimento da meta original.

O governo também revisou as projeções para 2019 e 2020. Para 2019, a estimativa de déficit passou de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões. Para 2020, o resultado passou de superávit de R$ 10 bilhões para déficit de R$ 65 bilhões.

A equipe econômica revisou ainda para baixo as projeções para o PIB e a inflação em 2018 em relação aos parâmetros definidos na LDO de 2018. A previsão de crescimento caiu de 2,5% para 2%. Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção passou de 4,5% para 4,2%. Os números para 2017 – crescimento de 0,5% do PIB e inflação oficial de 3,7% – foram mantidos.

Frustração de receitas

Primeiramente, o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) refazer o edital do leilão de renovação de concessão de usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que renderia R$ 11 bilhões aos cofres federais este ano.

A segunda versão do programa de regularização de ativos no exterior, conhecida como repatriação, arrecadou apenas R$ 1,61 bilhão, em vez dos R$ 13 bilhões inicialmente previstos. As alterações na medida provisória que criou a renegociação especial de dívidas com a União também podem diminuir a previsão de arrecadação, caso o governo não consiga reverter essas mudanças.

Por fim, o governo teve de recuar de medidas que elevariam as receitas. O aumento do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o etanol foi parcialmente revertido, reduzindo a previsão de arrecadação em R$ 501 milhões.

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ECONOMIA

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 5,5 milhões neste sábado

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela Internet

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Bahia.ba – A Mega-Sena pode premiar um felizardo com o valor de R$ 5,5 milhões no concurso 2.264 deste sábado (23), que acontece a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo.

O valor é acumulado do último concurso e quem quiser participar deve fazer a aposta até às 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa ou pela Internet. A aposta mínima é de R$ 4,50.

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ECONOMIA

Varejo baiano tem prejuízo de quase R$ 3 bilhões; shoppings perderam R$ 1,5 bilhão

Coordenador regional da Abrasce, Edson Piaggio vê dificuldades em recuperar as vendas mesmo após a reabertura

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Bahia.ba – Nos meses de abril e maio deste ano, o varejo baiano registra queda nas vendas de quase R$ 3 bilhões. O recuo, no comparativo com o mesmo período do ano passado, ficou em 33%. Nos shoppings, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a queda está em R$ 1,5 bilhão desde o início da pandemia. Datas marcantes para o comércio, como Páscoa, Dia das Mães e o São João – já cancelado – ampliam o impacto da quarentena nos negócios.

Coordenador da Abrasce na Bahia, Edson Piaggio considera que estas perdas não serão recuperadas. “A cada dia que as lojas passam fechadas são mais lojistas que terão dificuldade de voltar”, afirma em conversa com o bahia.ba. O segmento dos centros de compra empregam 30 mil pessoas em Salvador. Para Piaggio, a impossibilidade de se prever um cenário como o da pandemia deve ser levada em conta.

Iniciativa que ganhou força no Dia das Mães e já regulamentada pela prefeitura, os drive-thru são insuficientes para sustentar o varejo na quarentena. Todo o comércio eletrônico corresponde a 5% do faturamento, informa o economista da Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio-BA), Guilherme Dietze.

“A reação de cada empresário depende muito da característica de cada setor. Em condições normais, o ideal para entrar num mercado online é que seja feito com muito estudo e planejamento, o que não é possível neste momento”, argumenta o consultor. A inovação, segundo o economista, pode ajudar a já montar uma estrutura de vendas mais moderna para o período pós-pandemia.

Bancos

Para o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, outro gargalo são os bancos, principalmente os privados. “Estão cobrando juros de 1,5% a 2% ao mês. A Selic está em 3% ao ano”, critica, em referência à taxa que fixa os juros básicos na economia. Conforme o executivo, as instituições públicas dão um atendimento melhor, mas podem melhorar na agilidade.

Andrade relata que as instituições financeiras estão priorizando grandes empresas, enquanto micro, pequenos e médios negócios enfrentam dificuldades maiores, assim como os microempreendedores individuais. O dirigente lembra que, em abril, 600 mil pequenos negócios já haviam fechado no país, conforme dados do Sebrae. “O governo federal está liberando dinheiro, mas não está chegando na ponta, pelo menos no comércio”.

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ECONOMIA

Taxa de ociosidade da indústria ultrapassa 50% em abril, relata sondagem da CNI

Níveis de emprego e produção no mês passado também ficaram abaixo do resultado de março

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Bahia.ba – Entre fevereiro, quando não havia reflexos da pandemia do novo coronavírus, e abril, a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira caiu 21 pontos. Com isso, a taxa de ociosidade subiu de 32% para 51%, conforme a Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira (20). No mês anterior, a ociosidade ficou em 42%.

” Em abril, os efeitos sobre a atividade se intensificaram e se disseminaram ainda mais entre as empresas”, destaca a Confederação Nacional da Indústria (CNI), autora do levantamento, no relatório. Os índices de produção e emprego, consequentemente, são afetados.

O índice de evolução da produção ficou em 26 pontos. Na Sondagem Industrial, 50 pontos é o ponto de equilíbrio entre recuo e crescimento. “Em março, o índice havia registrado o menor valor da série até então e, em abril, alcançou novo piso”. Segundo a CNI, o nível de emprego melhor – 38,2 pontos -, mas também é o mais baixo da série, iniciada em 2011. Em março, a sondagem registrou 48,8 pontos no quesito evolução da empregabilidade.

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