O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (data) não acatar o pedido de retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A defesa de Ednaldo havia apresentado uma medida cautelar urgente, mas o ministro optou por ouvir as partes envolvidas antes de tomar uma decisão definitiva.
No despacho, Gilmar Mendes estabeleceu o prazo de cinco dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o partido PCdoB se manifestem sobre o caso.
Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da CBF pela Justiça, após denúncias de falsificação de assinatura durante o processo eleitoral que o elegeu. Desde então, o impasse jurídico tem causado instabilidade na entidade máxima do futebol brasileiro.
Enquanto a situação de Ednaldo segue indefinida, a Federação Roraimense de Futebol prepara a posse de seu presidente, Samir Xaud, como novo comandante da CBF. Com o apoio declarado de 25 federações estaduais e dez clubes, Xaud deve assumir o cargo no próximo dia 25, sem concorrentes.
O mandato de Samir Xaud irá até 2029, consolidando sua posição como presidente da CBF nos próximos quatro anos. A movimentação é vista como uma tentativa de estabilizar a gestão da confederação em meio ao desgaste institucional provocado pela saída de Ednaldo Rodrigues.