Com produtos da agricultura familiar da Bahia, gastronomia regional e atrações musicais, evento no Parque Costa Azul destaca economia solidária
A Feira Baiana Agricultura Familiar 2025 segue movimentando o Parque Costa Azul, em Salvador, até domingo (14), reunindo 700 expositores de todas as regiões da Bahia. O evento, considerado um dos maiores do país no setor, destaca a força da economia solidária, a diversidade cultural e a produção sustentável do estado. Além disso, a feira se consolidou como um espaço de troca de experiências entre pequenos produtores e consumidores urbanos interessados em produtos de origem segura e socialmente responsáveis.
Para a Associação de Agricultores da Comunidade da Sapucaia, de Santo Antônio de Jesus, participar da feira já virou tradição. Maiana Peixoto, 40 anos, agricultora e integrante do grupo, reforça a importância do evento. “Nós participamos da Feira há 12 anos e, para a gente, é uma vitrine. Depois do evento, produzimos mais, beneficiamos mais e criamos novos produtos. A gente sai daqui com o coração cheio de esperança”, afirma.
A força dos empreendimentos da Bahia
A edição de 2025 reúne agricultores ligados a mais de 650 empreendimentos, que apresentam seus produtos em estandes de artesanato, flores, moda em crochê, peças indígenas e quilombolas, além de alimentos beneficiados. Portanto, o visitante tem acesso a uma variedade que retrata a identidade cultural baiana.
Segundo Jeandro Ribeiro, diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), a Feira Baiana Agricultura Familiar 2025 é resultado direto de investimentos estaduais que priorizam a agroindustrialização, a assistência técnica e o acesso a mercados. “Esta edição traz um conceito muito forte do que vem sendo feito na Bahia ao longo dos anos. São políticas públicas que resultam nesse espaço fantástico, com quase seis mil produtos baianos. A economia familiar possibilita mais renda para a população rural”, explica. Além disso, ele destaca o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que reforça a estrutura do evento.
Gastronomia regional atrai visitantes
Dois grandes espaços gastronômicos foram montados com o objetivo de apresentar sabores marcantes dos 27 territórios de identidade da Bahia. Moquecas, feijoada, pratos com carne de fumeiro e iguarias regionais fazem parte do menu tradicional. Por outro lado, também há opções inovadoras, como hambúrguer de bode, pastel de jaca e cervejas artesanais produzidas com frutas tropicais.
Entre os destaques está a cervejaria DaCaatinga, que participa pelo terceiro ano consecutivo. Natan Costa, gestor comercial da marca, explica que o retorno da feira é significativo. “Esse é um evento que nos dá uma visibilidade muito grande. Depois que acaba, muitos consumidores procuram nossas cervejas em lata e garrafa. Agora estamos trabalhando para lançar a longneck. A cerveja de cajá está sendo muito procurada, porque é bem refrescante”, comenta.
Caminho da Roça apresenta sistemas produtivos
Uma das novidades da Feira Baiana Agricultura Familiar 2025 é o Caminho da Roça, um circuito com seis áreas temáticas dedicadas aos principais sistemas produtivos da Bahia: mel, café, mandioca, cacau, queijo e caprinos e ovinos. No espaço, o visitante acompanha processos que mostram desde o beneficiamento dos alimentos até a comercialização de produtos prontos. Além disso, o ambiente aproxima o público do cotidiano de trabalho no campo, reforçando a importância da agricultura familiar para a economia e para a segurança alimentar.
Música ao vivo e programação cultural
A expectativa é de que 80 mil visitantes circulem pelo Parque Costa Azul durante os cinco dias de evento. No palco principal, artistas como Jau, Adelmário Coelho, Márcia Short e Pedro Pondé fazem apresentações até domingo. Portanto, a feira se consolida como uma experiência completa: compras, gastronomia, cultura e música. A programação completa está disponível no site oficial ba.gov.br/car.
A Feira Baiana Agricultura Familiar 2025 reforça a importância da produção rural, da inclusão produtiva e da valorização das tradições do povo baiano. Além de movimentar a economia, o evento fortalece vínculos entre quem produz e quem consome, garantindo visibilidade e novas oportunidades para centenas de famílias.