Encerramento de contrato sem explicações oficiais
A decisão da FABAMED de encerrar, no dia 29 de dezembro de 2025, o contrato que mantém com a Secretaria de Saúde de Simões Filho detonou um verdadeiro turbilhão de comentários, interpretações e especulações nas ruas da cidade. Oficialmente, a entidade limitou-se a comunicar o desligamento, informar sobre o aviso prévio aos funcionários e garantir que cumprirá todas as obrigações trabalhistas. Nada além disso. O motivo da saída? Não foi revelado — e exatamente por isso o clima de suspense cresceu ainda mais.
Pressão política e o papel de Genivaldo Lima
No silêncio das versões oficiais, o público tenta montar o quebra-cabeça. E, mesmo que nada tenha sido formalmente confirmado, é impossível ignorar que a atuação firme do vereador Genivaldo Lima, denunciando há meses o descaso na saúde pública, tenha sido uma peça incômoda nesse tabuleiro. Depois de anos sem um opositor atuante, justamente ele — que expôs falhas, cobrou respostas e levou debates à Câmara — transformou o ambiente político e elevou a pressão sobre setores estratégicos da gestão. Não há como dizer que a decisão da FABAMED esteja diretamente ligada a isso, mas também não há como afastar completamente essa percepção cada vez mais presente nas conversas de bastidores.
Mudanças na Secretaria de Saúde e a dança dos nomes
E por falar em bastidores, corre a informação de que a saída da FABAMED arrastaria consigo a própria secretária de Saúde, Iridan Brasileiro, que, segundo rumores insistentes, já estaria se despedindo de colaboradores e esvaziando gavetas. A troca no comando da pasta seria imediata e, conforme especula-se, o nome mais citado para assumir o posto é o do ex-secretário e ex-vereador Dr. Alfredo Assis (PP). Em contato com nossa reportagem, Alfredo negou que tenha recebido qualquer convite até agora. Ainda assim, o burburinho ficou — e tem crescido.
FABAMED deixa mais perguntas que respostas
Com a saída da FABAMED confirmada, a sensação predominante na cidade não é de esperança, mas de incômodo e desconfiança. Afinal, a empresa, que durante anos geriu o Hospital Municipal, deixa para trás uma lista de questionamentos que a população jamais conseguiu ver respondida de forma clara. O anúncio repentino do desligamento, sem explicações objetivas, reforça a imagem de uma instituição que operou no limite da transparência — e que agora se retira de cena no momento em que as cobranças por melhorias e responsabilidades começaram a ganhar força.

É justamente esse movimento silencioso da FABAMED que abre espaço para a tensão política que hoje se instala. A cidade observa a reviravolta com um misto de atenção e frustração, percebendo que a mudança não ocorre por vontade própria, mas possivelmente por pressões que ainda não foram totalmente reveladas ao público. Enquanto o prefeito Del tenta reorganizar a estrutura da saúde e o vereador Genivaldo Lima intensifica a fiscalização — coisa rara na política recente de Simões Filho —, o que se vê não é uma “reconfiguração esperançosa”, mas sim um alerta aceso.
A população, acostumada a anos de contratos milionários e resultados pouco convincentes, agora acompanha com cautela o desfecho desse capítulo. Não há clima de celebração. O que há é uma consciência crescente de que algo importante e muito sério está em curso, de que decisões tomadas nos bastidores podem ter motivado a retirada da entidade, e de que o Legislativo e o Executivo serão observados de perto para que não se repita o ciclo que permitiu à FABAMED atuar sem respostas claras por tanto tempo.
Entre a tensão política e o voto consciente
O fato é que a cidade sente que algo maior está por vir. E essa percepção aumenta quando lembramos que, durante toda a legislatura passada, a Câmara Municipal carregou o apelido de “Câmara do amém”, por concordar automaticamente com tudo o que a antiga gestão desejava. Hoje, esse cenário mudou. Genivaldo Lima tem provocado debates, tensionado estruturas e recolocado a fiscalização no centro da política municipal. Ao mesmo tempo, o prefeito Del, diante desse novo cenário, tem adotado posturas que reforçam sua disposição de reorganizar setores da administração — incluindo a saúde, uma das áreas mais sensíveis da cidade.
Diante desse quadro, fica um alerta ao eleitor: é preciso eleger oposição com consciência — não oposição de votos emprestados, de conveniência ou de ocasião, mas representantes que entendam que fiscalizar é parte essencial da democracia. Simões Filho já sentiu na pele o preço de uma fiscalização frágil, e agora assiste, atenta e desconfiada, aos movimentos que acontecem nos bastidores da política local.