Foram 13 anos de uma luta marcada por desafios, desgaste emocional e uma fé que resistiu ao tempo. Em Simões Filho, mães de filhos com deficiência enfrentaram uma longa jornada em busca de apoio, acolhimento e estrutura.
Desde o início, o sonho de Edilene, conhecida como Didico, tinha um objetivo direto: criar uma associação que pudesse oferecer suporte às mães e às famílias que convivem diariamente com dificuldades muitas vezes invisíveis.
Entre jornadas como diarista para sustentar a própria casa e a dedicação à causa, Edilene construiu uma rede de acolhimento informal. Em muitos momentos, foi escuta, orientação e força para outras mulheres que compartilhavam as mesmas angústias.
A caminhada, no entanto, não foi linear. Houve momentos de exaustão, frustrações e episódios que testaram limites pessoais e emocionais.
“Já fui ao fundo do poço. Mas foi lá que pedi forças a Deus. Orei, bebi da própria água onde estava e voltei”, declarou Edilene, resumindo uma trajetória de resistência e reconstrução.
O projeto que inicialmente buscava a criação de uma associação ganhou novos contornos ao longo dos meses. E foi justamente em diálogo com Ferdnand Andrade que a iniciativa encontrou um caminho mais amplo e estruturado.
O que era um sonho de apoio coletivo evoluiu para algo além do esperado: a criação da APAE em Simões Filho.
A assinatura da ata de fundação não representa apenas o nascimento formal de uma instituição. Consolida um capítulo importante da história social do município, construído na persistência, na mobilização e na coragem de mães que se recusaram a desistir.
Mais do que um ato administrativo, o momento se firma como símbolo de dignidade, inclusão e reconhecimento para inúmeras famílias.