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Denúncias de violações contra crianças e adolescentes aumentam 14%

Subnotificação é uma das preocupações das autoridades do governo

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Bahia.ba – No Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lamentou os dados brasileiros. Segundo levantamento das denúncias feitas por meio do Disque 100, dos 159 mil registros feitos ao longo de 2019 pelo Disque Direitos Humanos, 86,8 mil são de violações de direitos de crianças ou adolescentes, um aumento de quase 14% em relação a 2018.

Segundo o ministério, uma das razões para o aumento foi justificada nesta segunda-feira (18) pela rapidez no atendimento que passou de 71 segundos em 2018, para 11 segundos no ano passado.

A pesquisa aponta que quando o assunto é violência sexual, foram registrados mais 17 mil casos somente no ano passado. “Se considerarmos o que apontam estudos acadêmicos, que só 10% dos casos serão denunciados às autoridades, a gente chega a uma cifra absurda de quase 1 milhão de casos em 2019 de violação de direitos de crianças e adolescentes. A maior parte dessas violações são perpetradas por pessoas próximas à vítima e a grande maioria delas no ambiente doméstico, o que torna mais difícil ainda nós trabalharmos com políticas políticas públicas que possam penetrar nesse ambiente doméstico”, avaliou o secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente, Maurício Cunha.

Ranking

Durante a apresentação dos dados nesta segunda-feira, a ministra Damares Alves colocou sob suspeição alguns dados. Um deles de que os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocupem a quarta posição no dia a dia das vítimas, como indicam os dados baseados nas ligações para o Disque 100. Por meio desse canal, os abusos sexuais vêm atrás de negligência, violência psicológica e física. Para Damares Alves a estatística não reflete a realidade subnotificada.

“Os outros tipos de violações são claramente visíveis, a violência sexual, não. Na maioria das vezes,é silenciosa. Ela aparece como a quarta no balanço. Será que ela é realmente a quarta?”, questionou.

Pandemia

Outra preocupação externada pela ministra tem a ver com os números pós-pandemia. É que a partir de abril deste ano, quando um maior número de estados começaram a decretar o isolamento social como medida necessária para reduzir a contaminação pela covid-19, houve uma queda de 17,1% nas denúncias, quando na verdade era esperado uma estabilização ou um aumento delas. A suspeita é de que em casa, longe da escola, muitas crianças estejam mais expostas a situação de abuso e exploração sexual.

“Quando as portas das casas começarem a se abrir e a gente começar a receber as crianças nas escolas, nas creches, o que nos aguarda? Nós estamos muito preocupados”, ressaltou a ministra.

Além de reuniões com o Ministério da Educação (MEC), para identificar casos de violência contra crianças e adolescentes no retorno das aulas, o Ministério dos Direitos Humanos já está em contato com a Associação Nacional de Universidades Particulares. O objetivo é, por meio de psicólogos voluntários, capacitar os atores do sistema educacional para esse trabalho.

Perfil

Ainda segundo o levantamento, a maioria das vítimas de violência são meninas (55%), que têm entre quatro e 11 anos. Já entre os suspeitos a maioria é mulher (52%), e tem entre 18 e 59 anos (71%). “ A mãe aparece muito como autora da violência. A maioria das famílias brasileiras são comandadas por mulheres”, lembrou a ministra lembrando que boa parte da violência praticada por elas é física e psicológica e que isso precisa ser estudado.

Nos casos específicos de violência sexual, os padrastos (21%) são os principais abusadores, seguidos de pai (19%), mãe (14%), tio (9%) e vizinhos (7%).

Denúncias

Até o final deste mês o Ministério promete ampliar o atendimento às vítimas por meio de um número para denúncias via whatsapp. As vítimas também poderão continuar fazendo denúncias tanto pelo Disque 100 ( Disque Direitos Humanos) quanto pelo ligue 180 ( Central de Atendimento à Mulher). Há ainda o app Direitos Humanos Brasil que pode ser baixado gratuitamente nas versões Android e IOS.

P U B L I C I D A D E

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Criança cai de prédio em Osasco

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Criança cai de prédio em Osasco

Na manhã desta quinta-feira (26), uma criança caiu de um prédio em Osasco, em um condomínio na Avenida São Paulo Paraná, no Jardim Elvira, de uma altura de aproximadamente dez metros, de acordo com o corpo de bombeiros. A reportagem é do portal G1.

A corporação ainda informou que um Helicóptero Águia, da Polícia Militar, chegou a ser acionado, mas ao chegar ao local, a vítima já tinha sido socorrida pelo SAMU, acrescenta a reportagem.

No momento, não há novas informações sobre o estado de saúde da criança.

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Felipe Neto explica seu antipetismo: “eu tinha 25 anos e jovem faz bosta”

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Felipe Neto explica seu antipetismo: “eu tinha 25 anos e jovem faz bosta”

O youtuber Felipe Neto, que promete apoiar qualquer um contra Jair Bolsonaro em 2022, reconhece que errou ao estimular o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

O youtuber Felipe Neto, que estimulou o discurso de ódio contra a esquerda e apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, reconheceu, ao participar de uma live do jornal Valor Econômico, seus erros. “Eu tinha 25 anos e jovem faz bosta. Eu realmente achava que o PT era o pior governo que este país já teve desde 1500. Acha o PT a escória”, disse ele. Felipe afirmou que mudou muito sua visão de lá pra cá e que passou a ver as coisas mais tecnicamente – e, de fato, as estatísticas oficiais mostram que os governos Lula e Dilma foram os que mais reduziram a pobreza e as desigualdades sociais, em toda a história do Brasil.

Felipe hoje prega a união das esquerdas e uma frente ampla contra Jair Bolsonaro, sem a imposição de nomes que dividam os eleitores. Na sua visão, os jovens têm sido atraídos pela direita, porque ela tem se mostrado mais acolhedora e apresentado soluções fáceis. “Putz, é só ser liberal que resolvemos todos os problemas. Tem que acabar com a CLT, cara”, disse Felipe, de forma irônica. Desde que passou a ser crítico do bolsonarismo, ele se tornou um dos maiores alvos da extrema-direita e passou a viver sob um forte esquema de segurança pessoal.

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Após 19 dias de apagão, Bolsonaro chega ao Amapá sob protestos de moradores

Protestos se estenderam ao governador do estado, Waldez Góes e ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre

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Metro1 – Com quase três semanas de atraso, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao Amapá ontem (21) e foi recebido com protestos. A informação foi divulgada pelo site G1.

O estado vive uma crise energética desde o último dia 3, quando um blecaute total afetou 13 dos 16 municípios, incluindo a capital, Macapá.

Ao desembarcar, Bolsonaro era aguardado por apoiadores, como é comum nas viagens oficiais, mas também por moradores insatisfeitos. Os protestos se estenderam ao governador do estado, Waldez Góes (PDT) e até mesmo ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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