A transparência financeira é uma das principais exigências para quem deseja comandar o cofre público. Na Bahia, a próxima declaração de bens de ACM Neto (União Brasil) já desponta como um dos documentos mais aguardados para o registro de candidaturas nas eleições de 2026.
O interesse não é por acaso. Nas últimas vezes em que teve suas contas expostas ao escrutínio público, o ex-prefeito de Salvador apresentou saltos patrimoniais consideráveis. Agora, com novas movimentações empresariais vindo à tona desde a sua última disputa em 2022, o meio político e o eleitorado baiano mantêm os olhos abertos para os novos números.
O salto dos milhões: o histórico no TSE
Acompanhar a evolução financeira dos candidatos é um direito do eleitor. E o histórico oficial de ACM Neto na Justiça Eleitoral mostra um crescimento rápido.
Na eleição municipal de 2016, quando renovou seu mandato em Salvador, o político declarou um patrimônio de R$ 27.886.721,62. Seis anos depois, ao disputar o Governo da Bahia em 2022, o valor informado saltou para R$ 41.718.572,69. Uma diferença expressiva que, agora, pode ganhar capítulos ainda mais robustos.
Novas empresas e movimentações milionárias
Desde a última declaração ao TSE, a vida empresarial do ex-prefeito ficou mais agitada. Em setembro de 2025, ACM Neto abriu a Cabaceiras Participações LTDA. A empresa nasceu com um capital social encorpado de R$ 3 milhões.
O foco da nova empreitada envolve participação societária, aluguel, compra e venda de imóveis próprios. Além disso, a Cabaceiras passou a integrar a estrutura da A&M Consultoria Ltda., empresa gerida pelo próprio político em sociedade com sua esposa, Mariana Almeida Barreto de Magalhães.
Impacto na RMS: Simões Filho e a política estadual de olho
Na política, o poder econômico de uma chapa reflete diretamente nas articulações dos municípios. Em cidades estratégicas da Região Metropolitana, como Simões Filho, o acompanhamento dos passos de ACM Neto dita o ritmo das alianças locais.
Para o eleitorado de Simões Filho e de toda a Bahia, os números oficiais de 2026 não serão apenas uma formalidade burocrática. Eles servirão para medir o tamanho da estrutura financeira de um dos principais nomes da oposição e entender como seus negócios privados cresceram enquanto ele estava sem mandato público.
A cobrança por transparência nas eleições
Nenhum salto patrimonial é um problema quando justificado e amparado na lei. No entanto, o papel da Justiça Eleitoral e da imprensa é garantir que essas informações fiquem claras.
A expectativa em torno do novo documento que será entregue ao TSE é alta. O momento exigirá que a comparação entre os R$ 41,7 milhões de 2022 e o saldo de 2026 seja feita linha por linha. O eleitor baiano aguarda com atenção. Afinal, quem pede o voto de confiança nas urnas precisa começar prestando contas de sua própria carteira.