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Ciro se afasta da esquerda e não será aceito pela direita nem como filho bastardo

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Ciro se afasta da esquerda e não será aceito pela direita nem como filho bastardo

Por Marco Aurélio de Carvalho no DCMO advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, comenta o vídeo publicado por Ciro Gomes com novos ataques ao ex-presidente Lula.

Ciro aparece rebatendo uma fala do petista sobre reforma tributária e diz que “não há mais dúvida que ele vai continuar protegendo os mais ricos, como fez em seu governo.”

Em contraponto à declaração do pedetista, Marco Aurélio de Carvalho afirma que “Lula sempre defendeu uma reforma tributária com taxações progressivas, de modo a permitir que aqueles que ganham mais, paguem mais”.

De acordo com Carvalho, a declaração do ex-presidente foi “desvirtuada e tirada de contexto por Ciro para gerar polêmica”.

Leia abaixo o comentário do advogado:

A equivocada e agressiva estratégia eleitoral de Ciro Gomes não o tirará da insignificância. Ao que parece, João Santana não assumiu ainda a campanha do pedetista.

Ao bater em Lula, Ciro não se dá conta de que se afasta definitivamente do campo progressista.

Não percebe, também, que a direita não o aceitará nem ao menos como um filho bastardo.

Receberá aplausos entusiasmados dos fascistas e da direita mais autoritária e atrasada do país.

Entretanto, nem este campo dará a Ciro os votos de que ele precisa para evitar o inevitável, que é um resultado eleitoral que o deixará ainda menor do que é. Se seguir nesta trilha, vai ficar “devendo” votos para 2026.

A esquerda não pode continuar tratando Ciro com a generosidade dos últimos anos.

Ele escolheu um campo para se alinhar, e infelizmente não é o campo progressista e muito menos o campo democrático.

Ele se comporta como um coronel da velha política, e está cada vez mais parecido com o Bolsonaro e com Roberto Jefferson.

Toda solidariedade ao PDT, que deve estar mergulhado em um constrangimento sem precedentes na bonita história do partido.

P U B L I C I D A D E

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Dependência química precisa ser encarada e tratada como um transtorno mental

Para estimular a prevenção e alertar para o tratamento correto, 20 de fevereiro foi instituído como o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo

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Dr Luiz Guimarães - foto Saul o Kainuma

A dependência química é um transtorno mental ainda incompreendido, apesar de afetar cerca de 6% da população brasileira. Associado muitas vezes a uma falha de carácter, o uso compulsivo de substâncias psicotrópicas causa danos que podem ser evitados com um tratamento adequado. As barreiras que se interpõem entre a doença e seu controle envolvem desde o preconceito até a falta de assistência. Para mudar esse quadro, o assunto precisa ser debatido em sociedade, que é a proposta do Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo, 20 de fevereiro.   

O psiquiatra da Holiste Luiz Guimarães ressalta que a dependência química é um transtorno mental que pertence à família das compulsões. “Nesse caso, o comportamento compulsivo está relacionado ao uso e abuso de uma ou várias substâncias químicas, chegando ao ponto de fugir do controle do usuário. As substâncias mais comuns nos casos de dependência são o álcool, o cigarro, a maconha, a cocaína, o crack, drogas sintéticas, como LSD e Ecstasy, além dos psicofarmácos”, ressalta.

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da dependência química, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e aspectos genéticos, psicossociais e ambientais.

“Quando falamos de dependência é porque houve um aumento de um consumo, um descontrole desse uso. As pessoas acabam perdendo o rumo de sua vida, sua autonomia, e vivem com a droga como se fosse uma bengala. Há um uso dependente da substância. Mas, nosso foco não é a substância e sim a pessoa.  Nós tratamos o sujeito que faz uso da substância, mas que perdeu o controle da vida”, explica o psicólogo da Holiste Ueliton Pereira.

USO E ABUSO

Abuso é um padrão de uso de uma ou mais substâncias em grandes doses, podendo provocar algum sofrimento no indivíduo e trazer prejuízo ao seu funcionamento social e ocupacional.

A despeito das consequências negativas, o abusador persiste no uso. Já a dependência química vai além destes fatores, ficando caracterizada quando o consumo das substâncias é constante e foge ao controle do indivíduo, passando a desempenhar um papel invasivo, central e desestabilizador em sua vida.

RECUPERANDO A VIDA

A dependência química apresenta características que distinguem de outros transtornos mentais, por isso o tratamento demanda um programa específico para a recuperação do adicto. O programa de tratamento da dependência química da Holiste trabalha em cima de quatro perspectivas: medicação, abstinência, psicoeducação e responsabilização.

“Cada uma dessas abordagens é um tratamento em si. A gente aposta na convivência das quatro vertentes, e utilizamos cada uma em função do caso ou do momento em que cada paciente se encontra”, afirma Pablo Sauce, psicólogo e coordenador do Programa de Dependência Química da Holiste (PDQ).

Um questionamento comum em relação ao uso de medicação no tratamento é o pensamento errôneo de que o indivíduo estaria “trocando uma droga por outra”.  O uso da medicação entra em uma parte especifica do tratamento, para estabilizar outros transtornos (depressão, ansiedade, etc) ou tratar sintomas da abstinência.

“Nem todos pacientes precisam ser medicados, mas uma boa parte deles sim.  O desconforto causado pela mudança de comportamento é muito grande, por isso muitas vezes ele precisa do suporte da medicação.  Seu uso é pontual, sendo utilizada apenas em uma parte do processo de tratamento”, esclarece o psiquiatra Luiz Guimarães.

CONTROLE E ESTABILIZAÇÃO

Assim como medicação, a internação psiquiátrica é um poderoso recurso no tratamento da dependência, tendo como principal objetivo a estabilização do quadro psiquiátrico ou da síndrome de abstinência.  É nesse período que o psicólogo trabalha para ganhar a adesão do paciente ao tratamento.

“Em casos mais graves é necessário internar.  Quando o sujeito, em função do uso ou do comportamento, coloca em risco a si ou a terceiros, ou perturba a ordem pública, está em um quadro muito grave de exposição social e moral em função do consumo, a internação se faz necessária”, acrescenta Guimarães.

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BOLSONARO NÃO CONQUISTA O ELEITOR DECISIVO E NÃO SERÁ PRESIDENTE

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Bolsonaro e Mari do Rosário




Nos cursos de ciências políticas diversas fórmulas e teorias são ensinados para que se possa realizar previsões sobre resultados de processos eleitorais que envolvem candidatos extremistas.

BOLSONARO, O EXTREMISTA

O deputado Jair Bolsonaro é um extremista. Ele é o mais notório candidato de extrema-direita que pretende disputar a presidência da república nas eleições de 2018.

Para entender quais as chances de Jair Bolsonaro ser eleito para presidente do Brasil, vamos usar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO para que você possa entender como são feitas as projeções que envolvem a tomada de várias decisões num processo eleitoral tão complexo como o do Brasil, que envolve tantos partidos e candidatos.

OS VENDEDORES DE PICOLÉ

Uma história contada para ilustrar o comportamento do eleitorado é a seguinte:

Em uma bela manhã de sol, dois vendedores de picolé decidem ir vender seus produtos na praia.

Cada um deles se posiciona o mais distante possível do outro, cada um na EXTREMIDADES da praia, uns dois quilômetros um do outro.

Com a concorrência distante, os vendedores conseguem agradar seus consumidores que gostam do fato de não precisar andar muito para comprar picolé.

Por sua vez, cada vendedor pode personalizar seus produtos, pois a proximidade com os mesmos faz com que eles conheçam muito bem seus clientes e fiéis consumidores.

A CONQUISTA DE MAIS CLIENTES

Em dado momento, um deles, o que está do lado EQUERDO decide aumentar suas vendas e segue em direção ao CENTRO da praia. Essa decisão faz com que seus clientes precisem caminhar um pouco mais para comprar o refrescante picolé.

O vendedor que está no lado DIREITO percebe a estratégia de seu concorrente, e decide, também, aumentar suas vendas indo em direção ao CENTRO.

A estratégia adotada pelos dois vendedores dá certo e cada um deles passa a conquistar mais clientes.

É fácil imaginar que em determinado momento os dois vendedores se encontram no CENTRO da praia, e numa disputa cliente a cliente, prometem e garantem, cada um, ter o melhor picolé da praia.

Neste momento, os consumidores podem escolher de quem comprar e passam a perceber que os dois produtos são muito parecidos e não faz muita diferença do qual vendedor comprar.

TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO

O exemplo dos vendedores acima, é uma analogia feita corriqueiramente nos cursos de ciências políticas para ilustrar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO.

Esse teorema foi criado pelo economista político estadunidense Anthony Downs, que juntou um pouco da teoria dos jogos e cálculos de probabilidades estatísticas para entender o comportamento do eleitorado numa disputa eleitoral.

Segundo ele, num eleitorado distribuído de forma normal ao longo de uma escala de preferências, o candidato vencedor será aquele que conquistar o voto do eleitorado que estiver no meio desta escala, chamado por ele de “ELEITOR MEDIANO”.

Na análise da escala, esse “eleitor mediano” tem metade dos votantes à sua direta, outra metade à sua esquerda.

Aprofundando a análise, entende-se que cada um dos candidatos já teria garantido os votos dos eleitores do seu lado da escala, por estarem atuando na zona do seu espectro ideológico. Faltaria, portanto, conquistar só mais um voto para ter a maioria, e esse voto decisivo seria, exatamente, o de um ‘’ELEITOR MEDIANO”.

Resumindo, o candidato que consegue cativar essa hipotética fatia de eleitores, tende a ganhar as eleições.

É com base nessa teoria que os partidos e seus candidatos tendem a RUMAR PARA O CENTRO da escala, aprimorando seus discursos.

E OS OUTROS FATORES

Se você está lendo pela primeira vez sobre esse teorema, você deve estar se perguntando: e os outros fatores?

E o caráter do candidato?

E o seu histórico político?

E a história do partido?

E a capacidade de gerar confiança no eleitor?

E se o eleitor decidir não votar?

E se houver uma guinada de radicalismo ideológico na sociedade votante?




A resposta para todas essas perguntas é que o modelo apresentado é apenas teórico, uma abstração da realidade.

Mas com uma avaliação detalhada em resultados de processos eleitorais passados, será possível verificar que a teoria se mostra eficiente na explicação de muitos resultados.

LULA, CONQUISTOU O ELEITOR MEDIANO E VENCEU

Se puxarmos pela memória poderemos notar que o teorema do eleitor mediano pode explicar, por exemplo, a trajetória do ex-presidente Lula.

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas Bolsonaro precisaria fazer o mesmo

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas

Quem pôde acompanhar as primeiras disputas de Lula para tentar se eleger presidente, sabe que de início, Lula era considerado um radical.

Ao logo da sua trajetória, Lula percebeu que se mantivesse o discurso feito nas eleições de 1989, não conseguiria alcançar o eleitor mediano, chegando no máximo, até a posição 3 da escala.

A decisão foi aprimorar conhecimentos e evoluir a tal ponto que, nas eleições de 2002 foi eleito presidente do Brasil estampando uma imagem que ficou conhecida como LULINHA PAZ E AMOR, bem diferente da sua primeira eleição de 89.

Para conseguir conquistar o eleitor mediano e consequentemente vencer as eleições em 2002, Lula ratificou seu discurso na famosa Carta aos Brasileiros, escrita por ele em 2002 para acalmar os mercados após sua eleição, e foi considerada muito moderada e destoante do seu posicionamento político inicial.

O que Lula fez de fato, foi se revelar um especialista nato em Ciência Política e com um discurso alinhado aos anseios da maioria dos brasileiros, pulou algumas casas à direita para conquistar os eleitores medianos e obteve êxito.

E O QUE BOLSONARO TEM COM ISSO?

É natural que em tempos de crise econômica surjam críticos às medidas adotadas pelo governo. Quando a crise econômica é agravada com uma crise política, como a que o Brasil vive atualmente, em que nota-se uma escarces de líderes políticos, o surgimento de extremistas ideológicos é natural, e estes vêm tanto da extrema direita como os de extrema esquerda.

Repetindo, o deputado federal Jair Bolsonaro é um legítimo representante do espectro da extrema direita.

Bolsonaro é defensor voraz da liberdade de defesa do cidadão e do combate à impunidade, além de ser crítico dos governos do PT e das políticas e ideias socialistas.

Foi apoiador do golpe de 2016 e revelou desprezo pelas vítimas do período da ditadura militar, quando ao votar no processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff, dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – chefe do DOI-Codi – órgão de repressão política que foi palco de torturas nos conhecidos “anos de chumbo”.

O deputado extremista Jair Bolsonaro, tem proferido opiniões e discursos inflamados além de opiniões controversas sobre economia, políticas sociais, racismo, causas LGBTs, projetos sociais, OGNs.

Com esses discursos compartilhados, principalmente, nas redes sociais, o extremista vem abocanhando os votos do campo 10 da escala e alguns do campo 9.

No entanto, Bolsonaro tem dificuldades para conquistar os votos mais ao centro e essa dificuldade é maior ainda para conquistar o eleitor mediano, aqueles que costumam, em teoria, decidir uma eleição.

O QUE BOLSANARO PRECISARIA FAZER PARA VENCER?

Sabendo da notável capacidade de não aceitar ter seu comportamento e discurso questionados, é muito provável que o deputado Jair Bolsonaro, tenha uma votação bem aquém da que esperam seus admiradores da extrema direita.

Diferente de Lula, Bolsonaro não demonstra nenhuma capacidade de aprendizado e nenhuma disposição para mudar seu discurso o qual, só alimenta o ódio político que se alastrou pelo País, principalmente no espectro de estrema direita do eleitorado.

Se Bolsonaro quiser, de fato, ser eleito para algum cargo executivo, ele precisa conquistar mais votos, e para isso terá que mudar, radicalmente, o discurso totalitário contra minorias, por exemplo, e caminhar alguns passos para o centro do espectro político.

Muitos eleitores podem estar apreensivos com a badalação em torno do pré-candidato Jair Bolsonaro, com receio de que o mesmo consiga se eleger presidente. Mas estes, podem ficar tranquilos, pois o ELEITOR MEDIANO, que decide uma eleição, não suporta discursos extremista, principalmente o do deputado Jair Bolsonaro.

Ou seja, pelo menos com esse discurso, Bolsonaro não será eleito para o cargo máximo da República Brasileira.




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Tudo é política e você é só uma parte, a mais importante

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Tudo é Pólítica




 Tudo é política

O mosquito é engolido pelo sapo, o sapo, a cobra lhe devora, mas o urubu não pode devorar o boi e todo dia chora, todo dia chora…” Arnaut Rodrigues e Chico Anysio – Álbum BAIANOS E OS NOVOS CAETANOS

Você já ouviu a frase tudo é política? Discorda dela?

“Política, futebol e religião, não se discute”. Você acredita nisso? Se acredita, continue lendo esse artigo e poderá avaliar melhor seus conceitos.

Quem é o culpado pela situação que vivemos no nosso país, atualmente?

Aí, detesto política… Diga em quem tenho que votar e pronto!  Você já pensou ou pensa assim? Então, você tem que ler esse artigo.




É bem provável que, em vários momentos, em rodas de conversas entre amigos, você se pegou falando da situação política que o nosso país passa atualmente, mesmo sendo uma daquelas pessoas que dizem odiar política. Você é uma daquelas pessoas querem um país melhor, mas não quer discutir política.

Política, Religião e Futebol

Crescemos ouvindo a frase: “Futebol, política e religião não se discute”, mas o fato é que esses três temas são instigantes e acabam provocando o exercício de autoavaliação sobre o que sabemos e como tentamos transmitir nossas opiniões aos nossos amigos, familiares, colegas de trabalho.

Dizer que política, futebol e religião não são temas que devam ser discutidos, talvez tenha uma origem nos ensinamentos dos “mais velhos” que entediam ser este um conselho para as nossas vidas, para evitar conflitos e suas consequências.

A questão, é que somos ávidos a dar pitacos em tudo, “botar pra fora” nossas ideias, nossas convicções e assim, passar adiante nossa percepção com relação aos assuntos que permeiam nosso dia a dia.

Nos dias atuais, não há como não ter uma opinião sobre esses ou aquele líder religioso e seus ensinamentos, sobre como nosso time do coração está atuando no campeonato ou sobre uma decisão ou medida adotada pelo presidente do país ou pelo prefeito de nossa cidade. Sendo assim, não há como não ter a necessidade de expor nossas opiniões e acabamos discutindo sim, futebol, política e religião.

Difícil é ouvir e não julgar

Se o nosso objetivo é convencer os outros que, aquilo que entendemos sobre um determinado assunto é o ponto de vista mais correto e o mais coerente, então temos o cenário ideal para o surgimento das polêmicas e consequentemente, os julgamentos. É   claro que em discussão, o difícil é não julgar.

A maioria das pessoas entende que quando alguém discorda das opiniões delas, elas próprias estão sendo rejeitadas.

Quem é o culpado pela situação atual do Brasil?

Quando se diz que Tudo é Política, não necessariamente estamos dizendo que tudo está vinculado a um partido ou a um político.

No entanto, o atual momento pelo qual passa o Brasil tem proporcionado um fato positivo que é provocar, praticamente, todos os cidadãos, homens, mulheres, jovens e adolescentes, a analisar as ações e decisões do atual presidente, dos governadores, senadores, deputados, vereadores e prefeitos de maneira mais crítica.

É fato que muitas dessas avaliações, quando expostas em uma roda de conversa, criam um clima de BAVI, onde cada um se limita a defender este ou aquele partido ou político, com justificativas pouco embasadas em fatos concretos e históricos.

Há dois anos, o Brasil vem sofrendo a mutilação do estado democrático de direito e isto nos levou a mergulhar em um período sombrio de incertezas, com o esquartejamento de todos os direitos sociais da classe trabalhadora.

Estamos vendo um governo autocrático tirar direitos do povo para transformá-los em benefícios para os grandes empresários.

Estamos vendo uma classe média se enxergar como elite, que não quer ver e aceitar que suas necessidades estão cada dia mais alinhadas às necessidades da classe trabalhadora.

Estamos vendo gente esperneando por todos os lados, tentando achar culpados por tudo que estamos vivendo.

Há quem aponte os culpados

Há quem diga que tudo que está aí é culpa da “esquerda” e há quem diga que tudo é culpa da “direita”.

E há aqueles que entendem que a arbitrariedade é a grande saída, defendendo ideias genocidas, preconceituosas, xenófobas, machistas, teocratas e elitistas.

Enquanto esses discursos binários vão deixando nossas vidas mais pobres, literalmente pobres de tudo, paramos de evoluir e quando não nos permitimos ouvir e compreender os que pensam de forma diferente, deixamos os outros decidirem nosso futuro e o futuro dos nossos.

Além disso, a disseminação da teologia da prosperidade tem feito como que muitos de nós, fieis ouvintes e seguidores daqueles que se interessam pela política e usam a religião como meio, a uma certeza: a de que Deus, um dia, mudará seus destinos aqui na terra e em breve assistirão aos julgamentos divino dos maus políticos, fazendo-se assim, justiça.

Aí, detesto política… Diga em quem tenho que votar e pronto!

Tudo é Política

Tudo é Política – não me interessa – não ví – me deixe assim

Não estamos carentes de debates, nossos debates é que estão carentes de informação e reflexão.

Acreditar que “política e religião não se discute” nos leva à preguiça de pensar e a alienação, nos fazendo viver a vida como se tudo pudesse ser, somente, um produto a ser consumido.

E se nos negamos a discutir política, então, reduzimos as possibilidades de pluralidade. Além disso, deixamos o futuro do nosso país, estados e municípios nas mãos de outros que também não discutem e pior, que votam em pessoas bisonhas, que parecem ser eleitas para participarem, semanalmente, de espetáculos circenses, encenando tragicomédias ao longo de um mandato de quatro anos.

Tudo é política sim! Se você não entende assim, então esqueça! Você não pode reclamar de nada.

Moradia, segurança, saúde, saneamento, custo de vida, lazer, escolarização, educação e tudo mais que determine nossas rotinas é o resultado das nossas escolhas, do nosso comportamento e decisões políticas na hora de votar.

Isso é tão sério que espertalhões usam e abusam da religião para promoverem “partidos abençoados” compostos por “homens de Deus” que, sem permissão para questionamentos, devem ser eleitos para representar o povo e decidir o futuro da nação.

O resultado disso? Vide votação do “GOLPICHMENT” da presidente deposta, Dilma Rousseff e das denúncias contra o atual presidente Michel Temer.

Tudo é política e somos nós os responsáveis

Como é possível concluir até aqui, tudo é política e a política está em tudo. Então, precisamos nos informar e refletir sobre, em quem votamos na última eleição e porque votamos.

Precisamos fazer uma análise da atuação daqueles que elegemos para decidir sobre como viveremos os próximos anos e que país deixaremos para nossos filhos e netos.

Somos nós os responsáveis por câmaras de vereadores compostas por pessoas sem o menor preparo para exercer a função de vereador. São eles os fiscalizadores de prefeitos que não sabem se fazem gestão ou calculam quanto vai sobrar para eles, em obras superfaturadas.

Somos os responsáveis por eleger deputados federais que ao manifestarem seus votos, mesmo que seja para defender algo que prejudica a grande maioria da população, dizem fazer isso em nome de Deus. Para estes, ladrões, marginais e corruptos, podem ser protegidos mediante compensações escandalosas, tudo “em nome de Deus”.

Somos responsáveis por manter verdadeiras dinastias, votando em filhos e netos de velhos coronéis como se fossemos obrigados a manter um tempo.

Um tempo em que nossos pais e avós eram conduzidos em carrocerias de caminhões, direto para as urnas, para marcarem um “X” no nome do “canidato que o patrão mandô”.

Digo tudo que penso pelo WhatsApp e Facebook, e dai?

Nos dias atuais a internet e as redes sociais têm se mostrado ideias para disseminação de discórdia, mentiras, verdades e meias verdades.

Muito se aprende na rede mundial de computadores. No entanto, devemos ficar atentos para não fazermos do WhatsApp e do Facebook as únicas formas de interação possível nem a única desejável. O bom e velho corpo a corpo é fundamental. A rua é fundamental.

Tudo é política e devemos participar ativamente dos destinos das nossas cidades, estados e pais.

Quem é “o cara” ou “a minha” que você vai depositar seu voto, sua confiança?

Ele ou ela, tem a dignidade necessária para merecer seu voto?

Ou são apenas, mais um daqueles produtos das organizações tabajara?

Ele ou Ela está intelectualmente preparado? Ou é mais um daqueles que tem “um trabaio social na comunidade? Mais um que distribuino sopão ou tirano foto do esgoto que limpô, na rua?

Política parece ser algo chato, e vemos assim porque foi dessa forma que orientados a perceber política.

Se você não concorda como a política é discutida, desenvolva sua maneira de conversar e debater os problemas da sua cidade, do seu bairro de sua rua.

Entenda que a política e os fatos políticos influem nas decisões da vida cotidiana. Influem No trabalho, no amor, nas amizades e nas criações artísticas. Isso todo  converte em tipos humanos, que surgem em todos os campos. Isso tudo se traduz em política.

Não dê lugar aos oportunistas

Se você silencia, dá lugar aos oportunistas. O silêncio é estrondoso e machuca nossos tímpanos, diferente do diálogo que se assemelha à música. Se em algum momento, nossos argumentos naufragarem em nossas próprias arrogâncias, não devemos tentar calar o outro.

Não se ganha um debate no grito, isso só prova nossa fraqueza intelectual.

Nas próximas eleições, busque o diálogo, seja tolerante, mesmo que tenha que ser firme e duro. E se questionarem você sobre suas escolhas, não tenha medo de expor suas opções. Se elas forem fortes o bastante, irão resistir.

Devemos romper a barreira do conformismo e debater política sim. Mesmo que você seja taxado como: chato, um mala sem alça, um babaca ou um subversivo.

Tudo é política. Não é porque seu amigo não curtiu sua foto postada no Facebook, que ele não mereça sua atenção para discutir política com você.

Só através da política teremos uma visão melhor de tudo e uma necessária sensação de pertencimento.

Os dias atuais

Só através da política, percebemos o quão importante são os dias atuais. Só através da política saberemos importância das decisões que teremos que tomar para os próximos quatro anos.

Tudo é política. O Brasil já paga um preço alto demais por discutirmos política em clima de BAVI. Essa visão é estreita e custa caro.

Tudo é política e é você que tem a chance de mudar tudo a cada eleição. Não desperdice a oportunidade!

Dialogue como seus vizinhos, colega de trabalho, filhos, conjuge sobre o que te levou a decidir seus votos até aqui.

Tudo é política e se o povo passar a entender o valor do seu voto, tudo muda.




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