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BRASIL

Brasil tem um caso de agressão a mulher a cada 4 minutos

Em 2018, foram mais de 145 mil casos de violência- física, sexual, psicológica e de outros tipos – contra mulheres

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Metro1 – O Ministério da Saúde registra que, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida por um homem e sobrevive no Brasil.

Em 2018, foram mais de 145 mil casos de violência – física, sexual, psicológica e de outros tipos – em que as vítimas sobreviveram.

O resultado é do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), obtido pela Folha via Lei de Acesso à Informação. Os dados não incluem mortes, apenas os casos em que as vítimas sobrevivem.

Foram analisadas 1,4 milhão de notificações recebidas de 2014 a 2018. 

Toda vez que uma mulher procura um serviço de saúde e é identificado que ela foi vítima de violência, é obrigatória a notificação do caso às secretarias de saúde. As informações compõem o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA/SVS/MS).

BRASIL

Bolsonaro quer povoar Amazônia contra chineses, ONGs e Igreja Católica, diz site

Governo planeja conceder grandes empreendimentos que atraiam população não indígena de outras partes do país para ocupar a floresta

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Bahia.ba – O governo de Jair Bolsonaro (PSL) planeja conceder incentivo a grandes empreendimentos que atraiam população não indígena de outras partes do país para se estabelecer na Amazônia, informa reportagem do site The Intercept Brasil.

Segundo documentos inéditos obtidos pelo site, trata-se do maior plano de ocupação e desenvolvimento da região desde a ditadura militar.

Gestado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com coordenação de um coronel reformado, o projeto Barão de Rio Branco retoma o antigo sonho da caserna de povoar a floresta amazônica sob o pretexto de desenvolvimento e de proteção da fronteira norte do país.

A revelação surge no momento em que o governo está envolvido numa crise diplomática e política por causa do aumento do desmatamento no Brasil.

Em recente pronunciamento em cadeia nacional, Bolsonaro comprometeu-se a proteger a floresta. De acordo com o Intercept, o projeto, contudo, mostra que a prioridade é outra: explorar as riquezas, fazer grandes obras e atrair novos habitantes para a Amazônia.

Exploração de minérios

Conforme a reportagem, o governo vê como “riquezas” os minérios, o potencial hidrelétrico e as terras cultiváveis do planalto da Guiana, que ficam entre o Amapá, Roraima e o norte do Pará e do Amazonas. “Tudo praticamente inexplorado”, “distante do centro do Brasil”, “e de costa (sic) para as riquezas do norte”, diz um slide.

O plano prevê três grandes obras, todas no Pará: uma hidrelétrica em Oriximiná, uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos e a extensão da BR-163 até o Suriname. O objetivo é integrar a Calha Norte do Pará, na fronteira, ao centro produtivo do estado e do país. A região, extremamente pobre e com baixa densidade demográfica, está cortada por rios e é de difícil acesso. Também é a mais preservada do Pará, estado campeão em desmatamento.

No plano, a BR-163, que começou a ser construída nos anos 1970, seria estendida até a fronteira norte do Brasil, ligando hidrovias e cortando a Amazônia do Suriname até o “centro de poder” do país — hoje, a rodovia vai de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, até Santarém, no Pará.

O objetivo é escoar a produção de soja do centro-oeste e integrar uma região até agora “desértica”, nas palavras do secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, general Maynard Santa Rosa, um militar da reserva dado a teorias da conspiração sobre as intenções de ambientalistas na floresta e que alimenta paranoias sobre a insegurança das fronteiras brasileiras no extremo norte devido à “escassez populacional”. Ele defende a extensão da estrada desde pelo menos 2013.

Pelo projeto, a rodovia também atravessaria a Reserva Nacional de Cobre e Associados, rica em minérios, e daria acesso a uma região de savanas que pode ser convertida em plantações de soja e milho.

Na apresentação do projeto, o governo diz enxergar uma oposição orquestrada à sua “liberdade de ação” na região. Os slides listam os previsíveis supostos opositores: ONGs ambientalistas e indigenistas, mídia, pressões diplomáticas e econômicas, mobilização de minorias e aparelhamento das instituições.

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BRASIL

Às vésperas de discurso na ONU, Bolsonaro manda prorrogar ação das Forças Armadas na Amazônia

Inicialmente, o prazo de atuação dos militares iria até o próximo dia 24 de setembro; com prorrogação, os trabalhos seguem até 24 de outubro

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Bahia.ba – Por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro prorrogou a ação das Forças Armadas no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal na região da Amazônia Legal.

Inicialmente, o prazo de atuação dos militares iria até o próximo dia 24 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos vão continuar por mais um mês, até o dia 24 de outubro.

A Amazônia Legal é um território que abrange a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão.

O decreto de Garantia da Lei e Ordem Ambiental (GLOA) autoriza ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento e combate de focos de incêndio.

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BRASIL

Geddel e Lúcio Vieira Lima serão julgados pelo STF na próxima terça-feira

Irmãos são réus por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker” dos R$ 51 milhões apreendidos

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Bahia.ba – Réus pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima (MDB) serão julgados na próxima terça-feira (24) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do “bunker”, de acordo com o G1.

Em denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento em Salvador são decorrentes de propinas da Odebrecht, repasses do operador financeiro Lúcio Funaro e desvios de políticos do MDB.

A PGR pediu a condenação de Geddel a 80 anos de prisão. A Procuradoria também quer que os irmãos devolvam R$ 43,6 milhões aos cofres públicos e paguem uma multa por danos morais no valor de US$ 2,688 milhões.

Compõem a Segunda Turma do Supremo os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

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