Agência retira do mercado produtos que usavam ingredientes de baixa qualidade
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) baniu a produção e venda de três marcas de “pé para preparo de bebida sabor café”, popularmente chamado de “café fake”. A decisão veio após análises detectarem a presença de ocratoxina A (OTA), uma substância tóxica proibida em alimentos.
O que você precisa saber sobre o caso
- Marcas proibidas: Melissa, Pingo Preto e Oficial
- Risco à saúde: toxina ligada a doenças renais e câncer
- Origem do problema: uso de grãos crus e resíduos na produção
- Medidas tomadas: recolhimento de lotes e proibição de propaganda
A resolução da Anvisa, publicada nesta segunda-feira (2), também proíbe a divulgação e o consumo desses produtos. Além disso, a agência determinou o recolhimento imediato de todos os lotes no mercado.
Por que a ocratoxina A é perigosa?
A OTA é uma toxina produzida por fungos que contamina grãos, café e até carnes. Estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que ela pode causar:
- Doenças renais crônicas
- Tumores no sistema urinário
- Problemas no desenvolvimento fetal
- Redução da imunidade
Em 2023, a OMS reforçou que, embora os efeitos em animais sejam claros, em humanos ainda há necessidade de mais pesquisas. No entanto, já há evidências de danos aos rins.

Produtos eram feitos com “lixo da lavoura”, diz ministério
Hugo Caruso, diretor do Dipov (Ministério da Agricultura), afirmou que esses “cafés fake” eram produzidos com restos de lavoura de baixa qualidade. O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) já havia alertado sobre a presença excessiva de micotoxinas no fim de abril.
O que fazer se você consumiu esses produtos?
- Interrompa o uso imediatamente
- Descarte qualquer embalagem das marcas citadas
- Procure um médico se sentir sintomas como dor nos rins