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BRASIL

A consagração do goleiro Bruno é a cara do Brasil de Moro e Bolsonaro.

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DiariodoCentrodoMundo – O goleiro Bruno voltou aos gramados, às selfies e às mordomias que o futebol proporciona.

Como se jamais tivesse sido condenado por matar a mãe de seu filho e atirar o corpo aos cachorros pra não precisar pagar pensão alimentícia, ele cai novamente nas graças dos torcedores e não se fala mais nisso.

Em coletiva de imprensa, a assessoria não permitiu que o passado de Bruno – marcado por misoginia e assassinato – fosse questionado.

“Tenho certeza de que a partir do momento em que as pessoas passarem a conhecer o Bruno mais de perto, ver o ser humano que é o Bruno, tenho certeza de que pode mudar a opinião de muita gente”, disse ele.

Bem, eu passo.

Esta é, aliás, uma ideia tão perigosa quanto comum quando falamos de violência sistêmica contra a mulher: a ideia de que é possível conciliar o respeito social ao comportamento doméstico sórdido e violento.

“Ele é um bom homem, mas tem uns problemas com Maria da Penha”; “Ele bate na mulher, mas é uma boa pessoa, honesto e de família.” “Ele matou e esquartejou uma mulher, mas, lá no fundo, é um ser humano excelente”

Senta lá, Cláudia.

O corriqueiro tratamento indulgente dado a homens misóginos, agressores e assassinos, mesmo quando condenados, é violento com todas as mulheres, porque reafirma que nossas vidas não valem nada, e ceifá-las sequer abala a moral de um homem privilegiado em uma sociedade que não só naturaliza, mas festeja e congratula a misoginia.

O Brasil ultraconservador, machista e moralmente sórdido que posa para selfies com o goleiro Bruno é certamente o mesmo que culpa vítimas de estupro, naturaliza o turismo sexual e se sente representado pela família Bolsonaro.

Felizmente, entretanto, este não é o único Brasil possível: estamos vivas e atentas. E, por nossas mortas, nem um minuto de silêncio.

BRASIL

Ibama acumula R$ 59,3 bilhões em multas para receber

O montante seria suficiente para sustentar o Ministério do Meio Ambiente por 21 anos

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Bahia.ba – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), possui R$59,3 bilhões em multas ativas para receber, ou seja, multas que não foram pagas, nem prescreveram e nem foram anuladas pelo órgão ou pela justiça, até o final de agosto de 2019. O montante seria suficiente para sustentar o Ministério do Meio Ambiente por 21 anos, tomando como base o orçamento previsto para a pasta em 2020 ou em 174 anos de doações ao Fundo Amazônia.

A Amazônia Legal, alvo constante de desmatamento, mineradoras e empreiteiras, concentra 33% das multas aplicadas e 72% do valor total das sanções somadas nas quase quatro décadas — mais de 201 mil multas, totalizando quase R$ 54 bilhões. Empresas governamentais como Petrobras, Sanepar e DNIT, autarquia vinculada ao Ministério da Infraestrutura, figuram no topo do ranking das multas.

O Ibama, no entanto, não tem dado andamento à cobrança.

Mais de 58 mil multas aplicadas em todo o país prescreveram desde 1980 e cerca de R$ 2,4 bilhões deixaram de ser arrecadados, de acordo com os dados do próprio órgão. Desde que assumiu, o presidente Jair Bolsonaro tem afirmado que o Ibama é uma “indústria de multas”. Para ele, o órgão federal aplica punições contra crimes ambientais de forma “ideológica” para prejudicar empreendedores na cidade e no campo. As informações são do site The Intercept.

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BRASIL

Bolsonaro compara crise no PSL a ferida que ‘cicatriza naturalmente’

Presidente se referiu, no entanto, a correligionários “novatos”, que chegam e acham já sabem de tudo

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Metro1 – O presidente Jair Bolsonaro negou a existência de uma crise no PSL, em conversa com a imprensa hoje (21), enquanto caminhava pelas ruas de Tóquio. Para ele, o que ocorre atualmente é como “ferida” que “cicatriza naturalmente”.

“Não há crise nenhuma, zero”, afirmou, destacando que “o Senado que decide amanhã a Previdência”.
Em seguida, ao questionado sobre se consegue ver expectativa de um desfecho do caso, afirmou: “Essas coisas acontecem. É igual a uma ferida, cicatriza naturalmente”.

Bolsonaro se referiu, no entanto, a correligionários “novatos”, que chegam e acham já sabem de tudo. 
“Eu passei 28 anos ali [no Congresso] sem um cargo. Problema eu tive lá dentro, mas sem chegar ao nível de um parlamentar que chegou agora… Linguajar que nunca vi em lugar nenhum do mundo”, declarou o presidente.

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BRASIL

AGU defende que União adotou medidas para combater vazamentos de óleo no Nordeste

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BahiaNoticias – A Advocacia-Geral da União (AGU) comprovou na Justiça de Sergipe que a União tomou as previdências necessárias para combater o vazamento de óleo que atinge as praias do Nordeste. A decisão entende que o Estado já havia acionado e colocado em andamento o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas (PNC), necessário neste tipo de acidente.

A atuação se deu por conta da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que questionava as ações da União no tratamento das manchas que atingem as praias nordestinas. O MPF pedia que o plano fosse implementado em 24h.

Contudo, a AGU comprovou que o PNC já está em andamento e que, mesmo antes do acionamento do plano, durante os primeiros sinais do acidente ambiental, os órgãos e entidades públicas federais já estavam adotando providências.

A Justiça ainda intimou o MPF a especificar, dentro do prazo de 15 dias, quais outras medidas poderiam ser tomadas para combater do vazamento de óleo, além das que já foram implementadas pela União.

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