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SPUTNIK: COMO TEMER SE MANTÉM MESMO REJEITADO PELA POPULAÇÃO?

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Agência Sputnik Brasil – Mesmo após ser grampeado em conversa na calada da noite, alcançar um índice de reprovação histórico e ver aliados-chave serem acossados por denúncias de corrupção, Michel Temer (PMDB) conseguiu barrar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra si na Câmara dos Deputados. A Sputnik explica como Temer costurou sua permanência no cargo.

A delação da JBS

Temer chegou à presidência após o impeachment de Dilma Roussef (PT) e já no início do mandato deu mostras de grande influência no Congresso ao conseguir aprovar ainda em 2016 a chamada PEC do Teto, que congela gastos públicos por 20 anos, sem grandes dificuldades.

Nem mesmo a prisão de figuras importantes de seu partido, como o ex-ministro Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, afetou o relacionamento de Temer com os deputados e senadores.

Entretanto, a situação mudou de figura em 17 de maio, dia em que a delação da JBS foi tornada pública. O grupo empresarial fechou um acordo de colaboração com a Justiça e entregou dados sobre o pagamento de propinas a 1.829 candidatos de 28 partidos. Joesley Batista, diretor da JBS, chegou até mesmo a gravar Temer em encontro fora da agenda oficial na garagem do Palácio do Jaburu, a residência oficial do vice-presidente da República que o peemedebista adotou como lar.

Na ocasião, Temer e Joesley conversaram sobre o silêncio do já preso Eduardo Cunha, a operação Lava Jato, compra de juízes, entre outros pontos. Temer indicou o congressista Rocha Loures (PMDB-PR) como seu interlocutor. Alguns dias depois, Rocha Loures foi filmado deixando uma pizzaria em São Paulo com uma mala com R$ 500 mil em uma ação da Polícia Federal.

O recebimento da mala pelo deputado paranaense serviu como base para o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, acusar o presidente de corrupção passiva e ser o destinatário final da mala recheada de dinheiro.

Temer passou, então, a desqualificar a denúncia e atacar o Joesley Batista, acusando-o de ser um “bandido notório”.

Mas a denúncia teve consequências para o chefe do Palácio do Planato.

Membros do PSDB, partido chave da coalizão governista e uma das maiores bancadas do Congresso, passaram a ensaiar um desembarque e criticar publicamente o presidente. A popularidade de Temer despencou. Pesquisa da CNI divulgada em 27 de julho mostrou que 70% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo. Apenas 5% o avaliam como ótimo ou bom.

Outra pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada no dia 31 de julho mostrou que 81% dos eleitores defendem uma posição contrária ao decidido pelo Congresso — ou seja, que o processo contra Temer seja acatado pela Câmara e prossiga para o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ele [Temer] independe de apoio popular porque tem um processo de conivência e cumplicidade com os parlamentares, que tem os mesmos interesses que ele. Na verdade é um grupo que está tentando evitar o aprofundamento da punição de pessoas envolvidas de atos ilícitos de corrupção”, afirma Jorge Abrahão, membro Instituto Ethos.

Um levantamento realizado pelo Congresso em Foco indicou que 238 deputados e senadores são alvos de inquéritos e ações penais.

Como Temer conseguiu se manter no cargo?

O presidente manteve uma agenda intensa e legislou para garantir sua permanência no cargo. O jornal Folha de S. Paulo publicou que Temer chegou a receber 30 deputados em um só dia, um expediente que durou 15 horas.

A movimentação não parou às vésperas da votação. Um dia antes da Câmara decidir seu futuro, Temer almoçou com a bancada ruralista, uma das maiores do Congresso Nacional. O grupo se organiza por meio da Frente Parlamentar Agropecuária — que afirma ter 200 deputados federais em exercício. Há membros da bancada que ocupam postos chaves no governo Temer, como ministro do Esporte Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e o ministro da Secretaria de Governo Antônio Imbassahy (PSDB-BA). Eduardo Cunha é um dos membros “licenciados” da FPA, ele foi preso pela Lava Jato em outubro de 2016.

Além da confraternização, o Governo garantiu outros afagos aos ruralistas. Temer assinou uma medida provisória que alivia dívidas previdenciárias do grupo. Por meio de alterações no Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), o peemedebista garantiu uma diminuição nos impostos pagos pelos produtores rurais e também descontos para aqueles com dívidas com a União.

A negociação não parou durante a votação. O ministro Imbassahy operou um “balcão de negócios” no plenário durante a sessão que decidiu sobre a denúncia da PGR. Segundo a Folha de S. Paulo, o tucano intermediou a concessão de cargos e emendas parlamentares no plenário, com o auxílio de uma planilha.

As emendas parlamentares são ferramentas previstas pela Constituição para os congressistas aplicarem recursos em obras ou programas que consideram interessantes. Os políticos costumam usar as emendas para enviar dinheiro para a região que concentra a maior parte de seus eleitores. Entretanto, como sua liberação depende do aval do Poder Executivo, as emendas parlamentares são uma moeda de barganha política popular em Brasília.

Levantamento da Agência Lupa indicou que até 19 de junho Temer liberou R$ 3,1 bilhões em emendas para 465 deputados — e 75% deste valor foi empenhado a partir de junho, quando já havia explodido a delação da JBS.

O presidente também contou com a ausência de grandes protestos populares. Durante o processo de impeachment de Dilma, milhares de pessoas ocuparam as ruas pedindo a saída da petista. No caso de Temer, houve atos em capitais após a delação da JBS, mas nada comparável ao encarado por Dilma. Movimentos ativos durante a queda da petista como o Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua deixaram de lado o tom combativo e não organizaram nenhum ato para a votação da denúncia da PGR.

Temer pode ser preso?

Apesar de barrada pelo Congresso, a denúncia de corrupção passiva contra Temer não deixa de existir. “Não foi decretada a inocência do presidente”, explica o professor de direito penal da Universidade Federal Fluminense Rodrigo Souza Costa.

A denúncia irá aguardar até que Temer deixe o cargo de presidente, no fim de 2017, caso não seja eleito, e pode ser aceita por um juiz de primeira instância. Costa afirma que, mesmo neste necessário, é difícil prever o futuro de Temer, já que a prisão após condenação em primeira instância é decretada apenas caso exista alguma ameaça ao processo.”É muito cedo para poder analisar uma hipótese desse tipo”, diz.

Além disso, há outro fator que pode preocupar Temer. O procurador-geral da República Rodrigo Janot ainda deve denunciar o presidente por outros crimes antes do fim de seu mandato, em setembro deste ano. E as novas denúncias podem contar com as delações premiadas de Eduardo Cunha e do operador Lúcio Funaro, presos pela Lava Jato.

Brasil 247

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DEPUTADOS AUTORIZAM ENTREGA DO PRÉ-SAL

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Deputados aprovamentrega do pré-sal

O golpe continua a todo vapor e, nesta quarta-feira 20, a base do governo Michel Temer aprovou o projeto de lei que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

Leia abaixo reportagem da Agência Câmara:

Deputados aprovam permissão para Petrobras negociar áreas do pré-sal; falta votar destaques

Após a rejeição de requerimentos protelatórios, o Plenário aprovou, por 217 votos a 57 e 4 abstenções, a proposta que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) para o Projeto de Lei 8939/17, do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A matéria também disciplina critérios para a revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras.

Os deputados debatem, agora, os destaques apresentados ao texto. O primeiro deles é do PSB e pede aprovação de emenda do deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) prevendo a proibição de a Petrobras transferir áreas com unidades de produção contratadas e construídas pela empresa até 31 de dezembro de 2018.

Brasil 247

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‘Racista é o cu da mãe’, declara filho de Bolsonaro em reação contra a PGR

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Do UOL – Um dos filhos do presidenciável Jair Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC-RJ), abespinhou-se com a procuradora-geral da República Raquel Dodge, que denunciou seu pai no Supremo pela prática do crime de racismo. Sem mencionar o nome de Dodge, o pesonagem explodiu no Twitter. Utilizou palavras de calão rasteiro. ”Racista é o cu da sua mãe, militante esquerdista nojento. Jair Bolsonaro foi forjado no quartel, lugar de gente decente, humilde, trabalhadora e cheio de negão!”, anotou o deputado. Na denúncia, Dodge evoca declarações feitas por Bolsonaro numa palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril de 2017.

“Eu fui em um quilombola em El Dourado Paulista”, disse o presidenciável, numa das frases reproduzias pela procuradora-geral. “Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Bolsonaro disse também que os quilombolas “ não fazem nada”. Acrescentou: “Nem para procriador eles servem mais”.

No perfil da conta do Twitter em que fez a suposta defesa do pai, Flávio Bolsonaro injetou um ‘Negão’ entre o seu nome e o sobrenome. Ele se define nas redes sociais como reacionário. “Reajo a tudo que não presta, como a esquerda, por exemplo.” Tomado pela reação à denúncia da Procuradoria, o deputado converteu-se numa prova de que quem sai aos seus não endireita.

Bolsonaro Racista

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ARTIGOS

BOLSONARO NÃO CONQUISTA O ELEITOR DECISIVO E NÃO SERÁ PRESIDENTE

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Bolsonaro e Mari do Rosário

Nos cursos de ciências políticas diversas fórmulas e teorias são ensinados para que se possa realizar previsões sobre resultados de processos eleitorais que envolvem candidatos extremistas.

BOLSONARO, O EXTREMISTA

O deputado Jair Bolsonaro é um extremista. Ele é o mais notório candidato de extrema-direita que pretende disputar a presidência da república nas eleições de 2018.

Para entender quais as chances de Jair Bolsonaro ser eleito para presidente do Brasil, vamos usar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO para que você possa entender como são feitas as projeções que envolvem a tomada de várias decisões num processo eleitoral tão complexo como o do Brasil, que envolve tantos partidos e candidatos.

OS VENDEDORES DE PICOLÉ

Uma história contada para ilustrar o comportamento do eleitorado é a seguinte:

Em uma bela manhã de sol, dois vendedores de picolé decidem ir vender seus produtos na praia.

Cada um deles se posiciona o mais distante possível do outro, cada um na EXTREMIDADES da praia, uns dois quilômetros um do outro.

Com a concorrência distante, os vendedores conseguem agradar seus consumidores que gostam do fato de não precisar andar muito para comprar picolé.

Por sua vez, cada vendedor pode personalizar seus produtos, pois a proximidade com os mesmos faz com que eles conheçam muito bem seus clientes e fiéis consumidores.

A CONQUISTA DE MAIS CLIENTES

Em dado momento, um deles, o que está do lado EQUERDO decide aumentar suas vendas e segue em direção ao CENTRO da praia. Essa decisão faz com que seus clientes precisem caminhar um pouco mais para comprar o refrescante picolé.

O vendedor que está no lado DIREITO percebe a estratégia de seu concorrente, e decide, também, aumentar suas vendas indo em direção ao CENTRO.

A estratégia adotada pelos dois vendedores dá certo e cada um deles passa a conquistar mais clientes.

É fácil imaginar que em determinado momento os dois vendedores se encontram no CENTRO da praia, e numa disputa cliente a cliente, prometem e garantem, cada um, ter o melhor picolé da praia.

Neste momento, os consumidores podem escolher de quem comprar e passam a perceber que os dois produtos são muito parecidos e não faz muita diferença do qual vendedor comprar.

TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO

O exemplo dos vendedores acima, é uma analogia feita corriqueiramente nos cursos de ciências políticas para ilustrar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO.

Esse teorema foi criado pelo economista político estadunidense Anthony Downs, que juntou um pouco da teoria dos jogos e cálculos de probabilidades estatísticas para entender o comportamento do eleitorado numa disputa eleitoral.

Segundo ele, num eleitorado distribuído de forma normal ao longo de uma escala de preferências, o candidato vencedor será aquele que conquistar o voto do eleitorado que estiver no meio desta escala, chamado por ele de “ELEITOR MEDIANO”.

Na análise da escala, esse “eleitor mediano” tem metade dos votantes à sua direta, outra metade à sua esquerda.

Aprofundando a análise, entende-se que cada um dos candidatos já teria garantido os votos dos eleitores do seu lado da escala, por estarem atuando na zona do seu espectro ideológico. Faltaria, portanto, conquistar só mais um voto para ter a maioria, e esse voto decisivo seria, exatamente, o de um ‘’ELEITOR MEDIANO”.

Resumindo, o candidato que consegue cativar essa hipotética fatia de eleitores, tende a ganhar as eleições.

É com base nessa teoria que os partidos e seus candidatos tendem a RUMAR PARA O CENTRO da escala, aprimorando seus discursos.

E OS OUTROS FATORES

Se você está lendo pela primeira vez sobre esse teorema, você deve estar se perguntando: e os outros fatores?

E o caráter do candidato?

E o seu histórico político?

E a história do partido?

E a capacidade de gerar confiança no eleitor?

E se o eleitor decidir não votar?

E se houver uma guinada de radicalismo ideológico na sociedade votante?

A resposta para todas essas perguntas é que o modelo apresentado é apenas teórico, uma abstração da realidade.

Mas com uma avaliação detalhada em resultados de processos eleitorais passados, será possível verificar que a teoria se mostra eficiente na explicação de muitos resultados.

LULA, CONQUISTOU O ELEITOR MEDIANO E VENCEU

Se puxarmos pela memória poderemos notar que o teorema do eleitor mediano pode explicar, por exemplo, a trajetória do ex-presidente Lula.

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas Bolsonaro precisaria fazer o mesmo

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas

Quem pôde acompanhar as primeiras disputas de Lula para tentar se eleger presidente, sabe que de início, Lula era considerado um radical.

Ao logo da sua trajetória, Lula percebeu que se mantivesse o discurso feito nas eleições de 1989, não conseguiria alcançar o eleitor mediano, chegando no máximo, até a posição 3 da escala.

A decisão foi aprimorar conhecimentos e evoluir a tal ponto que, nas eleições de 2002 foi eleito presidente do Brasil estampando uma imagem que ficou conhecida como LULINHA PAZ E AMOR, bem diferente da sua primeira eleição de 89.

Para conseguir conquistar o eleitor mediano e consequentemente vencer as eleições em 2002, Lula ratificou seu discurso na famosa Carta aos Brasileiros, escrita por ele em 2002 para acalmar os mercados após sua eleição, e foi considerada muito moderada e destoante do seu posicionamento político inicial.

O que Lula fez de fato, foi se revelar um especialista nato em Ciência Política e com um discurso alinhado aos anseios da maioria dos brasileiros, pulou algumas casas à direita para conquistar os eleitores medianos e obteve êxito.

E O QUE BOLSONARO TEM COM ISSO?

É natural que em tempos de crise econômica surjam críticos às medidas adotadas pelo governo. Quando a crise econômica é agravada com uma crise política, como a que o Brasil vive atualmente, em que nota-se uma escarces de líderes políticos, o surgimento de extremistas ideológicos é natural, e estes vêm tanto da extrema direita como os de extrema esquerda.

Repetindo, o deputado federal Jair Bolsonaro é um legítimo representante do espectro da extrema direita.

Bolsonaro é defensor voraz da liberdade de defesa do cidadão e do combate à impunidade, além de ser crítico dos governos do PT e das políticas e ideias socialistas.

Foi apoiador do golpe de 2016 e revelou desprezo pelas vítimas do período da ditadura militar, quando ao votar no processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff, dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – chefe do DOI-Codi – órgão de repressão política que foi palco de torturas nos conhecidos “anos de chumbo”.

O deputado extremista Jair Bolsonaro, tem proferido opiniões e discursos inflamados além de opiniões controversas sobre economia, políticas sociais, racismo, causas LGBTs, projetos sociais, OGNs.

Com esses discursos compartilhados, principalmente, nas redes sociais, o extremista vem abocanhando os votos do campo 10 da escala e alguns do campo 9.

No entanto, Bolsonaro tem dificuldades para conquistar os votos mais ao centro e essa dificuldade é maior ainda para conquistar o eleitor mediano, aqueles que costumam, em teoria, decidir uma eleição.

O QUE BOLSANARO PRECISARIA FAZER PARA VENCER?

Sabendo da notável capacidade de não aceitar ter seu comportamento e discurso questionados, é muito provável que o deputado Jair Bolsonaro, tenha uma votação bem aquém da que esperam seus admiradores da extrema direita.

Diferente de Lula, Bolsonaro não demonstra nenhuma capacidade de aprendizado e nenhuma disposição para mudar seu discurso o qual, só alimenta o ódio político que se alastrou pelo País, principalmente no espectro de estrema direita do eleitorado.

Se Bolsonaro quiser, de fato, ser eleito para algum cargo executivo, ele precisa conquistar mais votos, e para isso terá que mudar, radicalmente, o discurso totalitário contra minorias, por exemplo, e caminhar alguns passos para o centro do espectro político.

Muitos eleitores podem estar apreensivos com a badalação em torno do pré-candidato Jair Bolsonaro, com receio de que o mesmo consiga se eleger presidente. Mas estes, podem ficar tranquilos, pois o ELEITOR MEDIANO, que decide uma eleição, não suporta discursos extremista, principalmente o do deputado Jair Bolsonaro.

Ou seja, pelo menos com esse discurso, Bolsonaro não será eleito para o cargo máximo da República Brasileira.

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