Conecte conosco

BRASIL

Kehl: Paralisia dos brasileiros diante de Temer é temporária

Publicado

em

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, psicanalista diz que Dilma “foi vítima da própria base de apoio”.

“O problema não foi o PSDB e os partidos mais à direita, foi o abandono do PMDB”

por Redação RBA publicado 24/08/2017 

Para psicanalista, presidente Michel Temer tem uma “cara de pau permanente”

São Paulo – Por que, mesmo diante de um cenário de desmonte de direitos, não há grandes mobilizações nas ruas?

Em participação no Jornal Brasil Atual, na Rádio Brasil Atual, a psicanalista Maria Rita Kehl falou sobre o tema e também comentou as circunstâncias que levaram o país à atual situação.

Questionada pela jornalista Marilu Cabañas sobre a passividade da população perante diversas medidas do governo Temer, Kehl ponderou que talvez os brasileiros estejam “atônitos”.

“Não sei se as pessoas estão passivas ou anestesiadas, a impressão que tenho na rua é que as pessoas estão furiosas com todas as perdas de direitos, com a crise econômica e as saídas impopulares do governo Temer. Mas estão um pouco sem opção por enquanto”, destaca.

“Durante um tempo as pessoas ficam paralisadas, mas espero que isso não dure muito.”

A psicanalista ressalta o “cinismo das autoridades que estão no governo”, afirmando que o presidente Michel Temer tem uma “cara de pau permanente”, sempre com a expressão constrangida.

Para ela, o PMDB foi um dos principais agentes do processo que levou ao atual cenário de crise política.

“Dilma estava sitiada pelo PMDB e não tem o jogo de cintura que o Lula tinha para negociar. Quem aceitou a aliança com o PMDB foi o Lula”, lembra, recordando que um grupo de intelectuais paulistas chegou a cobrar o líder petista a respeito da aliança com os peemedebistas.

“Ele (Lula) explicou, como um sindicalista negociador, que sem o PMDB até poderia se eleger, mas não governava, porque já tinham sitiado o Congresso. Entendeu que tinha que fazer a aliança, mas, com a grande habilidade que tem, conseguiu colocar o PMDB em suas mãos”, descreve, anotando que a ex-presidente Dilma Rousseff “foi vítima da própria base de apoio”.

“O problema não foi o PSDB e os partidos mais à direita, foi o abandono do PMDB. Com o argumento da pedalada fiscal, Dilma, sem conseguir conchavar, caiu.”

Para ela, parte dos motivos que mina a possibilidade de haver grandes mobilizações populares se relaciona à falta de informação.

“As grandes manifestações de rua têm a ver com questões claras para o povo. Não sei se as pessoas que leem jornal correndo ou que nem têm tempo de ler e acompanham o noticiário pela televisão, que é sempre meio oficial, têm clareza do que elas perdem diretamente com as privatizações. Não sei se têm clareza da importância de se ceder uma área da Amazônia para ruralistas.”

A falta de lideranças é outro fator que corrobora o quadro de desmobilização, aponta Kehl, citando o cerco sofrido pelo ex-presidente. “Com Lula acuado, quem é o grande líder para levar gente pra rua?”, questiona.

Ouça aqui:

Continuar Lendo
Clique aqui para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

BRASIL

O QUE VAI ACONTECER? VAI DAR PT

Publicado

em

Vai dar PT

Pelo andar da carruagem…  Aprende ai a coreografia.

Continuar Lendo

BRASIL

O PATO PATETA; A MELHOR MANIFESTAÇÃO POLÍTICA QUE JÁ ASSISTI

Publicado

em

Em Goiás, crianças cantam ‘O pato pateta’ para Temer.

Continuar Lendo

BRASIL

Veja os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

Publicado

em

Candidatos à Presidência da República definidos em convenção para as eleições de 2018 (Foto: Reprodução)

Palavra Digital – No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.(AGÊNCIA BRASIL)

Continuar Lendo

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Copyright © 2017 Tudo é Política