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Justiça Federal no DF manda soltar empresário Joesley Batista

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O juiz Marcos Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, mandou soltar os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da holding J&F – dona do grupo JBS, que se encontram presos preventivamente desde setembro do ano passado.

Joesley Batista está preso na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo e Ricardo Saud, na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Na decisão, o magistrado escreveu que a prisão dos dois executivos perdura por mais de seis meses, “prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo”.

Os executivos estavam presos preventivamente após terem sido acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstrução de Justiça, por supostamente terem ocultado informações em seus acordos de delação premiada.

A PGR pediu a rescisão dos acordos ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o juiz Reis Bastos ressaltou que as delações ainda não tiveram a respectiva revogação homologada, motivo pelo qual os executivos ainda gozam de imunidade penal, também não podendo, dessa maneira, permanecer presos em decorrência das investigações ligadas ao inquérito de organização criminosa do qual são alvo na Justiça Federal no Distrito Federal (JFDF).

Mesmo soltos, os dois devem usar tornozeleira eletrônica, por força de uma medida cautelar vigente em outra investigação sobre manipulação de mercado financeiro.

Reis Bastos determinou que os dois executivos entreguem seus passaportes. Com a decisão, não restam outros decretos de prisão contra Joesley e Saud, e ambos devem ser soltos. Segundo informações da JFDF, o alvará de soltura deles deve ser expedido ainda nesta sexta-feira, por meio de malote digital, podendo assim ter cumprimento imediato.

Joesley e Saud são alvo do inquérito que investiga a formação de quadrilha no PMDB. Em outubro do ano passado, o ministro Edson Fachin, do STF, mandou descer as investigações relativas aos executivos para o juiz Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal em Curitiba, uma vez que eles não têm prerrogativa de foro. Em dezembro, entretanto, o plenário da Corte decidiu que o inquérito deveria ter prosseguimento no Distrito Federal.

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Relações gramaticais nas manchetes de uma fraude eleitoral: modo de usar

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GGN – A melhor maneira de catar manipulação ou enviesamento numa manchete é observar as relações gramaticais que ela estabelece na oração, que trazem a linha de como ela vai contar a história.

Quem é o sujeito? Que tipo de sujeito é? Humano? Animado? Inanimado?  É uma coisa/ideia? Qual é o verbo que esse sujeito aciona, e que outros tipos de sujeitos podem acionar esse verbo? E o complemento pra sujeito e verbo, qual é? Quem é complemento pode ser sujeito? Como e por quê? Qual a ordem dos constituintes na frase? Qual o tópico pragmático de cada frase? Por que tais escolhas pragmáticas?

(Não custa aqui deixar claro que esta autora entende como fato que o sujeito Folha de São Paulo acionou o verbo denunciar que pediu os complementos “o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político”: A Folha de São Paulo denunciou [em matéria de capa] o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político. Tudo o que aconteceu depois disso foi consequência. A primeira a acionar o verbo foi a Folha – um sujeito de perfil institucional, diga-se.)

Isto posto, vamos aplicar a lista de perguntinhas do segundo parágrafo às manchetes de hoje sobre o Zapgate / Roger Whats / Lavazap (ainda não escolhi qual o melhor nome pra batizar o ocorrido. Na dúvida, uso todos. Desculpem.)

Vamos começar pela acionadora de verbos de ontem, a Folha, que traz na capa:

  1. Bolsonaro nega controlar uso ilegal de redes sociais

Temos um sujeito humano (estou no campo da semântica, não da política) que acumula a função pragmática de tópico, ou seja, é o assunto da frase. É de Bolsonaro que vamos falar, é ao redor dele que tudo vai girar. Bolsonaro aciona um verbo de semântica negativa (negar) que pede um complemento, no caso uma segunda oração (controlar uso ilegal de redes sociais). Pra quem se esqueceu da dica da tia Maricota na escola, um verbo = uma oração.

Nessa segunda oração temos um detalhezinho que escapa aos olhos mas não à compreensão: o que Bolsonaro nega é controlar o uso ilegal de redes sociais. Ele não nega nem a existência nem a ilegalidade do uso das redes sociais. Ela apenas nega o controle.

Vamos acompanhar agora Globo e Estadão. A começar pelo colega paulistano, que traz a palavra whatsapp numa manchetinha tão pequenininha que eu tive que dar CTRL + no meu navegador para dar zoom e conseguir ler. Vou colocar até a legendinha que acompanha a manchetinha – o diminutivo é pra ser lido com ironiazinha, fazendo o favorzinho.

  1. Campanhas gastam R$ 3 milhões no Whatsapp
    Foram contratados serviços de disparo de até 1 milhão de mensagens de uma só vez e compra de listas de telefones, o que é ilegal. Valor declarado está subnotificado.

Comecemos pelo sujeito. Campanhas. Metonímia que, discursivamente, tem a importante função de mocozar responsabilidades. Seres humanos, legalmente imputáveis, agiram de maneira ilegal, mas aqui não foram identificados. Viraram “campanhas”. A despeito disso, o que mais me chamou a atenção foi o emprego do plural. No segundo turno, equivale dizer que ambos os candidatos agiram ilegalmente (não foi bem isso o que a Folha noticiou ontem, mas deixa pra lá). Também poderia implicar um pouquinho com a preposição (por que “no” whatsapp e não “com o” whatsapp?), mas também vou ignorar. Acordei boazinha hoje, sabe?

Passemos agora à legendinha que segue a manchetinha, que está uma delicinha:

Foram contratados serviços de disparo → por que a voz passiva aqui? Quem contratou? De quem esses serviços foram contratados? Cadê o agente dessa frase? Quem acionou o verbo contratar nesse furdunço? Jornalismo e apuração pra ajudar a reescrever essa legendinha, por onde andam?

Finalmente, a manchete do Globo. Sou obrigada a tirar o chapéu para a malemolência sintático-semântica do diário carioca:

  1. Campanha no whatsapp leva o PT a acionar TSE

Temos uma oração causativa se fazendo de superagente e aumentando a valência do verbo!!! [por favor, pensem naquele desenho do pica-pau das cataratas do Niágara, no momento em que o policial desce no barril e os turistas de capa amarela gritam EEEEE. Obrigada.]

Vamos bem devagarinho aqui.

A frase “original” é: PT aciona TSE. Temos um sujeito (institucional) comandando o verbo acionar, que transita sua ação do sujeito para o objeto direto – daí o nome transitivo direto. O sujeito tem poderes sobre o verbo.

Na manchete final, o sujeito original teve seu poder semântico de comando conduzido / motivado por forças externas. E que forças externas foram essas? A reportagem de um, vá lá, importante jornal do país? Não. Foi “campanha no whatsapp”. Sumiu Bolsonaro, sumiu PSL, sumiu empresário picareta, sumiu prática ilegal, sumiu Folha de SPaulo, sumiu jornalismo, sumiu tudo. Ficou só um troço insípido, inodoro e amorfo chamado “campanha no whatsapp”. Troço esse que tem poderes de comando sobre o PT. Ah, então tá bom!

Agora vocês fiquem aí remoendo tudo o que eu falei que eu preciso me decidir qual o melhor nome pro furdunço: Roger Whats? Zapgate? LavaZap? Oh, dúvida cruel…

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BOMBA: BOLSONARO ADMITE QUE FAZIA SEXO COM ANIMAIS. O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE ISSO? VEJA VÍDEO

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O que diz a Bíblia sobre sexo com animais?

Um vídeo esquecido pela maioria da população e publicado no youtube, revela o falso moralismo do candidato a presidente, deputado Jair Bolsonaro.

O vídeo cai como uma bomba no meio evangélico pela realidade assumida pelo deputado de, na sua época de faculdade, TER FEITO SEXO COM ANIMAIS.

O vídeo foi gravado para um dos quadros do programa CQC, apresentado pela rede Bandeirantes entre os anos de 2008 a 2015.

No quadro, o deputado se submeteu a um detector de mentiras e ao ser informado de que o equipamento contradizia suas declarações, o mesmo assumiu que sim, mentiu ao negar que fazia sexo com galinhas.

No vídeo, Bolsonaro ri, como se o que ele acabara de revelar que fazia – SEXO COM ANIMAIS – em rede nacional, fosse algo comum para a maioria dos jovens estudantes de faculdades.

Bolsonaro ainda fala de agressões a uma menina, ao 12 anos, como se estivesse falando de algo corriqueiro e aceito como natural.

Muitas comunidades evangélicas estão apoiando Bolsonaro, simplesmente, para evitar a vitória do PT.

Veja o vídeo e tire suas conclusões.

 

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CONFIRMADO! BOLSONARO AMARELOU E NÃO VAI A DEBATES NO SEGUNDO TURNO NÃO QUER PASSAR VERGONHA

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O Broadcast da Agência Estado acaba de confirmar que o candidato Jair Bolsonaro do PSL irá usar atestados mPelo édicos para fugir dos debates neste segundo turno das eleições para presidente em 2018.

O primeiro deles estava agendado para acontecer na próxima sexta-feira (12) na Rede Bandeirantes.

Pelo visto, Bolsonaro não quer decepcionar sua horda de seguidores com seu despreparo para encarar adversários olho no olho.

O candidato Bolsonaro prefere continuar alimentando seus seguidores com mensagens via redes sociais, escritas por assessores.

 

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