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INTERNACIONAL: Estados Unidos manejam a Lava Jato para destruir o Brasil e a América Latina

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Moro, EUA e Lava Jato

Por Ivan Longo – Na Revista Forum

Reportagem da versão chilena do jornal Clarín mostra como o governo norte-americano forma procuradores e influencia no fenômeno do lawfare para derrubar chefes de governo e impor novas lideranças comprometidas com as políticas de austeridade neoliberal  Por El Clarín Chile, com tradução da Carta Maior Num discurso feito em julho deste ano, no qual felicitava […]

Reportagem da versão chilena do jornal Clarín mostra como o governo norte-americano forma procuradores e influencia no fenômeno do lawfare para derrubar chefes de governo e impor novas lideranças comprometidas com as políticas de austeridade neoliberal 

Por El Clarín Chile, com tradução da Carta Maior

Num discurso feito em julho deste ano, no qual felicitava a si mesmo, o subprocurador geral estadunidense Kenneth A. Blanco, que dirigia a Divisão Penal do Departamento de Justiça (porque logo o Secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, o escolheu para encabeçar a Direção de Investigação sobre Delitos Financeiros), se referiu ao veredito condenatório ditado contra o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, como o principal exemplo dos “resultados extraordinários” alcançados graças à colaboração do Departamento de Justiça (DOJ, por sua sigla em inglês) com os promotores brasileiros na operação “anti corrupção” chamada Lava Jato.

A unidade da Divisão Penal do DOJ que colabora com a Lava Jato é a Seção de Fraudes. De novembro de 2014 até junho de 2017, quem dirigia a Seção de Fraudes do DOJ era ninguém menos que Andrew Weissman. Ao deixar essa função, ele foi transferido e passou a formar parte do grupo de choque contra Trump encabeçado pelo Procurador Especial do FBI, Robert Mueller. Weissman tem sido, há muito tempo, o principal assessor de Mueller, e seu histórico de conduta indevida lhe valeu o apelido de “pitbull judicial de Mueller”.

Agora que se está ficando evidente o assalto judicial de Mueller contra a Presidência dos Estados Unidos, com cada vez mais membros de sua equipe ficando expostos por sua corrupção e atos ilegais, é de se esperar que sua operação latino-americana, a Lava Jato, terá a mesma sorte.

Como se sabe, Weissman foi retirado da equipe de caça às bruxas porque transcendeu à luz pública sua parcialidade a favor de Hillary Clinton. Agora cada vez que se menciona a Weissman na imprensa estadunidense é para fazer referência à profunda corrupção que inunda o Departamento de Justiça e o FBI.

As ex-presidentas do Brasil e da Argentina, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, respectivamente, denunciaram na semana passada que os líderes nacionalistas e progressistas de todo o continente estão sendo submetidos sistematicamente ao que denominam lawfare, o uso da lei como arma de guerra, com o propósito de impor mudanças de governo e instalar chefes de Estado comprometidos com as políticas de austeridade neoliberal que vão destruindo a região. O discurso de Blanco demonstra que por trás do tal lawfare estão os mesmos interesses imperiais que buscam dar um golpe de Estado em seu próprio país, depor o presidente Donald Trump do seu cargo e instalar alguém ainda mais fiel aos interesses do mercado.

Em discurso mais recente, Blanco se jactou do papel do DOJ em toda esta farsa, durante um evento chamado Diálogo Interamericano, na palestra “Lições do Brasil: Crise, corrupção e cooperação global”. Na ocasião, Blanco deu as boas-vindas ao seu amigo Rodrigo Janot, quem foi há até pouco tempo, e durante anos, o Procurador Geral da República do Brasil, e um dos principais sicários da Lava Jato.

“É difícil imaginar, na história recente, uma melhor relação de cooperação que esta entre o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e os procuradores brasileiros. Esta cooperação nos ajudou de forma substancial com uma série de temas públicos que agora estão resolvidos, e continuamos juntos em uma série de investigações”, afirmou Blanco.

“A cooperação entre o DOJ e o Ministério Público brasileiro levou a resultados extraordinários. Só em 2016, por exemplo, o FBI e a Lava Jato estiveram cooperando e se coordenaram nas resoluções de quatro casos relacionados com a Lei sobre Práticas Corruptas no Exterior (FCPA por sua sigla em inglês), ligado às empresas Embraer, Rolls Royce, Braskem e Odebrecht. O caso da Odebrecht em particular é notável, devido ao seu alcance e sua extensão”, continuou Blanco, que também lembrou que “os procuradores brasileiros conseguiram um veredito condenatório contra o ex-presidente Lula da Silva, acusado de receber subornos da empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobras. Casos como este são os que colocaram o Brasil no topo do ranking dos países que trabalham para combater a corrupção tanto dentro quanto fora do país”.

Blanco revelou, nesse discurso, que a cooperação entre o DOJ e os procuradores brasileiros é tão grande que “operam inclusive fora dos processos formais, como nos tratados de assistência judicial mútua”, que consistem em simples ligações telefônicas de uns para outros, para trocar informações ou solicitar evidências driblando as formalidades legais quando é necessário.

Procuradores e promotores de toda a região entram e saem dos escritórios do Departamento de Justiça estadunidense (o mexicano Raúl Cervantes, quem Blanco considera um “bom amigo”, a panamenha Kenia Porcell”, e muitos outros na Colômbia, no Equador e em vários países do continente) para falar sobre as ações “contra a corrupção”, segundo o discurso do subprocurador. Embora o mesmo não tenha citado os juízes Claudio Bonadio e Sérgio Moro – responsáveis pelas condenações a Lula da Silva e Cristina Fernández de Kirchner, respectivamente – sabe-se que ambos também são parte desse esquadrão de elite judiciário, e figuras centrais da nova política de choque para o continente.

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VÍDEO: assista a entrevista completa de Glenn Greenwald com o ex-presidente Lula

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LULA: DURMO TODO DIA COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA. MORO E O DALLAGNOL TENHO CERTEZA QUE NÃO

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LULA: DURMO TODO DIA COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA. O MORO E O DALLAGNOL TENHO CERTEZA QUE NÃO

Ex-presidente Lula, preso político na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, falou em entrevista concedida aos jornalistas Florestan Fernandes Jr. e Mônica Bergamo, o ex-presidente Lula diz que “não consegue imaginar os sonhos que teve para o Brasil” para agora ver a situação como está, sob o governo Bolsonaro; “Eu sonhei grande e passei a ser um presidente muito respeitado. Eu virei referência”, lembra Lula; ele afirma que está na prisão para provar sua inocência, mas que o que realmente o preocupa é o País e o povo brasileiro.

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LULA AO VIVO NO EL PAÍSAssista ao primeiro trecho da entrevista de Lula para os jornalistas Florestan Fernandes e Mônica Bergamo, divulgado pelo jornal EL PAÍS Brasil. Durante os próximos dias novos trechos da entrevista que durou cerca de duas horas devem ser divulgados. ______#Brasil • #RioGrandeDoSul • #SomosResistência • #Oposição • #PT • #LulaLivre • #LulaInspira • #FalaLula • #MoroCaboEleitoral • #FarsaJato • #CoragemQueFazAcontecer • #FazAcontecer • #DeputadoPimenta • #ePP

Publicado por Paulo Pimenta em Sexta-feira, 26 de abril de 2019

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Requião: Lula poderá ser solto dia 23

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Blog Do Esmael – Roberto Requião (MDB-PR) afirmou neste Sábado de Aleluia que o ex-presidente Lula poderá ser solto na próxima terça-feira, dia 23.

A Quinta Turma da corte examinará na semana que vem recursos da defesa do petista acerca do caso do triplex do Guarujá (SP). Trata-se de um agravo regimental – recurso que questiona uma decisão individual – em que a defesa do ex-presidente questiona o fato de o ministro Felix Fischer ter dado uma decisão monocrática em novembro de 2018 negando o recurso.

O ex-senador paranaense tem recebido informações de dirigentes petistas e de juristas sobre ‘um sinal [do STJ] que acena para a libertação do Lula no julgamento do dia 23″.

A casa de Requião, no bairro Bigorrilho, em Curitiba, tem sido ponto de encontro obrigatório para aqueles que reivindicam a liberdade do ex-presidente Lula. Ir à capital do Paraná e não passar no endereço do emedebista é a mesma coisa de ir à Roma e não ver o Papa.

Para Requião, a prisão de Lula — que teve a censura para entrevistas levantada esta semana — não tem mais nenhum sentido. “A partir de agora, cada dia que o ex-presidente Lula continua preso é um ônus político a mais”, analisa.

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