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Huawei sem Android?! Marca chinesa perde parceria com o Google

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A já conflituosa relação entre Huawei e Estados Unidos ganha um novo e contundente capítulo. De acordo com a agência Reuters, o Google suspendeu as operações comerciais co a fabricante chinesa, e a mudança tem efeito imediato.

Na prática, a partir de agora, smartphones da companhia perderão imediatamente o acesso a atualizações do sistema operacional Android, e a próxima versão de dispositivos utilizados fora do território chinês não terão acesso a aplicativos e serviços populares, como Play Store e Gmail.

Essa mudança afeta uma série de dispositivos lançados pela marca, inclusive os recentes Huawei P30 Lite e Huawei P30 Pro, que tiveram as vendas iniciadas em território nacionalnessa semana. Outros aparelhos, como o Huawei Mate 20 Pro e demais variantes também perderão as atualizações de segurança.

O movimento da gigante norteamericana vem depois do anúncio do departamento de comércio dos EUA, que na última quarta-feira colocou a fabricante chinesa numa ‘lista negra’ de negócios com outras 68 companhias, seguindo uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump.

A ZTE, com quem o país mantém relações turbulentas, já esteve nessa lista e foi removida posteriormente. Com esse embargo, a Huawei está proibida de comprar peças e componentes de empresas dps Estados Unidos sem a aprovação do governo federal, e isso inclui o sistema Android.

A Huawei respondeu o governo Trump após o anúncio:

 

A Huawei é a líder indiscutível em 5G. Estamos prontos e dispostos para debater com o governo dos EUA e propor medidas efetivas para garantir a segurança do produto. Restringir a Huawei de fazer negócios nos EUA não tornará os EUA mais seguros ou mais fortes; em vez disso, servirá apenas para limitar os EUA a alternativas inferiores e mais caras, deixando o país atrasado na implantação do 5G e, eventualmente, prejudicando os interesses das empresas e consumidores americanos. Além disso, restrições sem razão infringirão os direitos da Huawei e levantarão outras sérias questões legais.

Ainda é cedo para uma análise aprofundada dos efeitos dessa restrição, mas inegavelmente afeta os planos da empresa chinesa de chegar ao topo do ranking de maiores fabricantes de smartphones do mundo. A empresa hoje duela com a Apple pelo segundo lugar – a liderança é da sul-coreana Samsung – e a proibição de utilizar o sistema do Google com certeza afetará negócios da companhia, ainda mais em um momento onde ela se voltava para expansão global, com o retorno das operações no Brasil e em outros mercados.

Vale destacar que a empresa já disse em outras ocasiões estar preparada para enfrentar situações do tipo. a HiSilicon, sua divisão de chips, afirmou que está pronta para qualquer proibição, enquanto a divisão de smartphones já disse que se prepara há seis anos ou mais para qualquer embargo vindo do Android.

A Honor, subsidiária da Huawei, tem evento marcado para o dia 21 de maio (terça-feira), quando lançará o Honor 20. Ainda não há informações se o evento será mantido ou adiado.

Huawei e Estados Unidos duelam há bastante tempo. A marca chinesa foi acusada de espionagem pelo governo Trump, que diz que seus equipamentos 5G oferecem portas para a vigilância da administração chinesa, comandada pelo partido comunista, e alertou diversos países – inclusive o Brasil – e alguns já baniram a empresa de operar, como Austrália, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Noruega. A gigante chinesa de tecnologia sempre nega as acusações.

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Lavajato

URGENTE: OAB pede afastamento de envolvidos no escândalo da Lava Jato

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URGENTE: OAB pede afastamento de envolvidos no escândalo da Lava Jato

Blog do Esmael – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou perplexidade nesta segunda-feira (10) com as reportagens do site The Intercept sobre as conversas não republicanas mantidas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público Federal acerca da força-tarefa Lava Jato.

Em nota oficial, aprovada por unanimidade, a Ordem pediu o afastamento dos envolvidos no escândalo porque “este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita.”

Leia a íntegra da nota da OAB:

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifestam perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido “hackeadas”, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito.

É preciso, antes de tudo, prudência. A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor.

Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita.

A independência e imparcialidade do Poder Judiciário sempre foram valores defendidos e perseguidos por esta instituição, que, de igual modo, zela pela liberdade de imprensa e sua prerrogativa Constitucional de sigilo da fonte, tudo como forma de garantir a solidez dos pilares democráticos da República.

A Ordem dos Advogados do Brasil, que tem em seu histórico a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático e do regular funcionamento das instituições, não se furtará em tomar todas as medidas cabíveis para o regular esclarecimento dos fatos, especialmente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reafirmando, por fim, sua confiança nas instituições públicas.

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Lavajato

Fraude da Lava Jato repercute na Europa como uma bomba

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Por Willy Delvalle, de Paris – A repercussão da reportagem do The Intercept revelando a fraude da Operação Lava-Jato para impedir Lula de chegar à presidência é mundial. No twitter, “Lula” entrou nos trending topics mundial. Na imprensa europeia, a imagem dos procuradores e do juiz Sérgio Moro está em ruínas.

O francês Le Monde (veja acima) pergunta: “e se o grande escândalo de corrupção da história do Brasil tivesse sido manipulado?”. O periódico também destaca as revelações de conspiração para impedir que Lula chegasse à presidência: O site de investigação (The Intercept) lançou essas acusações depois de ter tido acesso a um grande volume de mensagens privadas, trocadas principalmente pelo aplicativo Telegram, entre os procuradores brasileiros e o ex-juiz Sérgio Moro, responsável pela ‘Lava Jato’ (…) Moro desde então renunciou à magistratura para se tornar ministro da justiça do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro”.

Em destaque na página do jornal também francês Libération, “Brasil: juízes teriam conspirado para impedir volta de Lula”.

Logo cedo, o Le Point, também da França, publicava: “Brasil, Lava Jato, investigação para impedir o retorno de Lula ao poder, segundo The Intercept”.


Distribuído nos metrôs de Paris, o jornal 20 minutes repercutiu reportagem semelhante, com uma foto de uma bandeira onde se lê “Lula livre”.

Principal jornal de Genebra, o Tribune de Genève destacou em sua página principal: “Reviravolta no caso Lula”. O periódico falou em ‘revelações explosivas sobre os responsáveis da Operação Lava-Jato”: “Os responsáveis da operação Lava-Jato conspiraram para impedir o retorno do ex-presidente de esquerda Lula ao poder no ano passado, diz o The Intercept” é como começa a publicação do jornal suíço, que chama os vazamentos de  “potencialmente explosivos”.

O Tribune de Genève afirma que se a veracidade for confirmada, “essas trocas (de mensagens) batem em cheio na suposta imparcialidade do juiz Moro. Este teria dado indicações e conselhos aos procuradores contra seu inimigo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ele condenou em primeira instância em 2017”.

O jornal suíço destaca ainda que “outras mensagens revelam também que os procuradores tinham ‘sérias dúvidas sobre as provas suficientes para a culpabilidade de Lula’ no caso de obtenção de um triplex como propina”.

O periódico observa que a condenação impediu Lula, “favorito das intenções de voto na época, de se candidatar às eleições presidenciais outubro passado” e que ele “não parou de clamar sua inocência e de se dizer vítima de uma conspiração política destinada à impedi-lo de se candidatar a um terceiro mandato, depois de 2003 e 2010”.

Um dos principais jornais de Barcelona, o La Vanguardia diz em sua página principal: “segundo Intercept, procuradores brasileiros não tinham provas contra Lula”, no que descreveu como “conspiração para impedir volta do PT ao poder”.

A publicação catalã disse que “em plena campanha eleitoral, os procuradores da mega investigação que haviam conseguido seu objetivo de prender Lula se sentiam preocupados”. Destacou: “Ando muito preocupado com uma possível volta do PT mas rezei muito para que Deus ilumine nossa população e que um milagre nós salve’, disse um procurador”.

O La Vanguardia descreve Dallagnol como “máximo responsável da procuradoria no caso judicial que pavimentou o caminho ao poder do líder de ultra direita Jair Bolsonaro”. E afirma que “deixam pouco espaço para dúvida de que a operação judicial encabeçada pelo então juiz Sérgio Moro – agora ministro de justiça do governo Bolsonaro – tinha objetivos políticos”. “O site americano não só revela que os procuradores afirmavam abertamente a necessidade de impedir a volta ao poder do PT, mas também provas de uma conspiração entre o juiz Moro e seus procuradores”.

O diário relembra que Moro explicou há duas semanas à BBC que a peça de Dallagnol sobre o papel de Lula como “comandante máximo” da rede de corrupção foi chave para a decisão do juiz de sentenciar o presidente a nove anos de prisão, pena elevada depois a doze anos. “Essa sentença foi realizada sob ausência de provas de que Lula era proprietário do apartamento na praia de São Paulo, que havia sido renovado por uma das construtoras criadas no escândalo de subornos”, afirma o La Vanguardia.

“Diversos procuradores da Operação Lava Jato se mostraram perplexos perante a discussão do Supremo Tribunal do direito de Lula de ser entrevistado pelo jornal brasileiro Folha de S. Paulo durante a campanha eleitoral no outono de 2018. Uma procuradora se mostra preocupada de que ‘podem eleger Haddad’ numa referência ao candidato do PT nas eleições. Outra procuradora escreve ‘Mafiosos!’ para se referir ao STF e ao PT”.

O jornal de Barcelona observa que a proibição da entrevista de Lula, “que liderava as pesquisas mesmo estando preso sendo forçado a se retirar da campanha’, foi proibida posteriormente.

A publicação espanhola considera a revelação do The Intercept como “muito comprometedora para Moro e Dallagnol” e considera os métodos da Operação Lava Jato como “controversos”: “Fica muito claro a partir do material filtrado que os procuradores não contavam com informação que vinculava Lula ao escândalo da Petrobras. Por isso se utilizou de forma irregular um artigo publicado no diário O Globo sobre o apartamento triplex no Guarujá de que Lula era supostamente proprietário”.

E relembra ao público espanhol que Dallagnol é proprietário de diversas igrejas evangélicas “que incorporaram a demonização do PT a suas convicções religiosas”: “reconhece no privado que carece de provas de que o triplex estava relacionado com a trama da Petrobras e portanto de competência para a investigação Lava Jato.

O chamado procurador evangélico reconhece também em outra conversa que não tem provas de que Lula é proprietário do imóvel.

O El País destaca: “investigação jornalística põe em dúvida a imparcialidade da operação Lava Jato”. O jornal espanhol diz que uma “extensa reportagem” do The Intercept “indica que o juiz mantinha conversas privadas com o procurador durante a investigação que mandou Lula à prisão”, o que o El País explica ser “algo proibido pela Constituição e pelo Código Penal brasileiro”: “O que o Intercept revela é que o hoje ministro da Justiça orientava as investigações do chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para facilitar as condenações”. Também afirma que “os arquivos demonstram que Moro sugeria fontes, ordem das operações e exercia um papel indireto para coordenar os processos que posteriormente julgaria”.

O Diário de Notícias, de Portugal, afirma em sua página principal: “Moro combinou estratégias com Ministério Público contra Lula” e que “Conversas divulgadas pelo site The Intercept expõe o ex-juiz a combinar troca de ordem de fases da Lava-Jato, a exigir realização de novas operações, a dar conselhos e pistas e a antecipar uma decisão judicial aos procuradores”.

O jornal português também repercute a reação do ministro Marco Aurélio de Mello e da classe jurídica: “Para advogados e juízes ouvidos pela imprensa, o caso coloca em dúvida a imparcialidade de Moro, agora ministro da justiça do governo liderado por Jair Bolsonaro, nos casos. Marco Aurélio Mello, que é dos 11 membros do Supremo Tribunal Federal, sublinhou que ‘a equidistância do órgão julgador tem de ser absoluta’”.

O periódico de Portugal chama a atenção para o fato de que “numa das trocas, o ex-juiz discorda até da tentativa do MPF de adiar um depoimento de Lula” e para a articulação com o objetivo de impedir o ex-presidente de falar à imprensa: “Noutra conversa interceptada, procuradores combinam manobras para impedir que Lula desse uma entrevista a meio da pré-campanha eleitoral. Uma das procuradoras, Laura Tessler, comenta que se o antigo presidente falasse poderia até eleger Fernando Haddad, candidato do PT que disputou as eleições, e acabou por perder, com Jair Bolsonaro”.

A publicação aponta que “a decisão da prisão coube a Moro em abril de 2018, quando Lula liderava todos os cenários eleitorais das eleições de outubro desse ano”.

A reação também se dá na classe política. O deputado francês Eric Coquerel, do partido La France Insoumise, publicou um tweet convocando a França a pedir a libertação imediata de Lula.

DCM

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BAHIA

Hemoba cadastra doadores de medula óssea durante a Bahia Farm Show

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Hemoba cadastra doadores de medula no Bahia Farm Show

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) está presente na Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Em um estande montado no evento, a fundação realiza o cadastro de doadores de medula óssea. Os interessados podem comparecer ao espaço até sábado (1º), das 8h às 17h, portando um documento oficial com foto. 

Para realizar o cadastro, o voluntário precisa ter de 18 a 55 anos e estar em boas condições de saúde. “A compatibilidade é de um em cada 100 mil cadastrados. Essa região da Bahia é muito específica. O nosso banco de doadores não tem tantas amostras dessa região, que tem imigrantes italianos e japoneses, por exemplo. Por isso esse cadastramento durante a Bahia Farm Show torna-se mais importante. Essa é uma feira de negócios e o maior negócio é a vida”, destacou a coordenadora da Hemorrede, Letícia Freitas. 

Funcionário de uma das empresas expositoras na Bahia Farm Show, Emiliano Mellis fez o cadastro para ser doador de medula. “Eu acho muito importante fazer esse cadastramento porque é uma coisa que não custa nada para a gente e pode salvar uma vida. É a terceira vez que eu participo da feira. Está muito movimentada. Estou gostando muito”, afirmou Emiliano. 

Durante todo o ano, no oeste do estado, o cadastro de medula óssea e a doação de sangue podem ser feitos no hemocentro em Barreiras. 

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