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GLEISI HOFFMANN FALA SOBRE MÁ FÉ DA REVISTA ISTO É

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Entre erros de digitação, falta de cuidado no uso da língua, dos plurais, e uma grande quantidade de informações erradas, a revista “Isto é” número 2487 conta uma história bastante fantasiosa, com o único intuito de me atacar.

A verdade é que eu, enquanto pessoa Gleisi Hoffmann recebo a violência da acusação e pretendo buscar os caminhos cabíveis para questioná-la. Como presidenta, democraticamente eleita, do PT não me surpreendi.

A revista usa de uma narrativa fraudulenta para dizer o óbvio: sim, a “Isto é” e eu estamos em lados políticos opostos. Enquanto apoio a democracia no Brasil e em toda a América Latina, autoritária é a revista “Isto é” que apoiou um golpe de Estado no Brasil que prejudica os trabalhadores e acaba com direitos da população sistematicamente.

A matéria do dia 11, último, tem vários erros de fato; vários de interpretação e um objetivo claro: sustentar uma ideia de corrupção como algo inerente a um partido ou a algumas pessoas. O tom adjetivo da revista não é novo diante da vitalidade que o Partido dos Trabalhadores mostra em termos políticos, e de todas as pesquisas eleitorais que indicam que o povo não acredita mais nestas historietas mal construídas.

Dentre as falhas mais visíveis, que evidenciam o pobre “jornalismo” da publicação, estão o fato de, por exemplo, a senadora não ter feito campanha ao senado em 2014 (como diz a revista) e sim ao governo do Estado do Paraná. Uma mínima pesquisa seria suficiente para evitar este furo de credibilidade. Ademais, NÃO HÁ no mencionado relatório da PF qualquer fato que ligue Paulo Bernardo à minha campanha de 2014. Absolutamente nada.

No intuito unicamente de atacar, a revista mistura inquéritos distintos, conclusões diferentes numa grande sopa de letrinhas. Nem eu, nem Paulo temos qualquer relação com a empresa “Consist” ou com seus donos, como fica claro no próprio inquérito mencionado.

Se a matéria é cheia de erros, também é repleta de má fé. Há uma mistura de informações, por si só falsas, entre as campanhas de 2008, 2010 e 2014. É evidente que o interesse da revista não é informar, não é questionar ou buscar de mim quaisquer respostas. Sequer fui procurada pela revista anteriormente. O objetivo é tão somente difamar.

Tal fato fica claro quando se percebe que se retirarmos os adjetivos, o tamanho do texto cai quase pela metade. Sim, metade do espaço e do tempo do leitor foi desperdiçado com adjetivos ofensivos e fotos descontextualizadas. O bom jornalismo da “Isto é”, parece ter ficado num passado distante.

É possível tirar duas lições importantes do evento. A primeira, é evidenciar, mais uma vez, que a publicação faz mais política do que jornalismo. A segunda, é a demonstração de que a revista se encontra politicamente em oposição à democracia no Brasil e na América Latina; em oposição às lutas populares e, por isso, em oposição à minha postura histórica. É preciso dizer ao povo que não há vergonha alguma em levantar bandeiras e usar cores que signifiquem um objetivo ético de luta. Isto, caso a revista não saiba, chama-se democracia.

Texto publicado pela Senadora Gleisi Hoffmann em seu Facebook.

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O PATO PATETA; A MELHOR MANIFESTAÇÃO POLÍTICA QUE JÁ ASSISTI

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Em Goiás, crianças cantam ‘O pato pateta’ para Temer.

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Veja os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

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Candidatos à Presidência da República definidos em convenção para as eleições de 2018 (Foto: Reprodução)

Palavra Digital – No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.(AGÊNCIA BRASIL)

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DEPUTADOS AUTORIZAM ENTREGA DO PRÉ-SAL

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Deputados aprovamentrega do pré-sal

O golpe continua a todo vapor e, nesta quarta-feira 20, a base do governo Michel Temer aprovou o projeto de lei que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

Leia abaixo reportagem da Agência Câmara:

Deputados aprovam permissão para Petrobras negociar áreas do pré-sal; falta votar destaques

Após a rejeição de requerimentos protelatórios, o Plenário aprovou, por 217 votos a 57 e 4 abstenções, a proposta que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) para o Projeto de Lei 8939/17, do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A matéria também disciplina critérios para a revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras.

Os deputados debatem, agora, os destaques apresentados ao texto. O primeiro deles é do PSB e pede aprovação de emenda do deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) prevendo a proibição de a Petrobras transferir áreas com unidades de produção contratadas e construídas pela empresa até 31 de dezembro de 2018.

Brasil 247

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