Conecte conosco

ELEIÇÕES

Direita ou esquerda? Qual a ideologia dos partidos atualmente? Veja análise das votações no Congresso

Publicado

em

 BBC – A profusão de notícias sobre investigações de corrupção, que envolveram as principais lideranças de todos os grandes partidos nacionais, é parte da explicação para o mal-estar entre eleitores e agremiações políticas. Ao expor a disseminação de práticas criminosas entre políticos das mais distintas colorações, as investigações ajudaram a sedimentar a impressão de que não existe qualquer diferença ideológica entre as legendas e que todas as suas ações são orientadas pela fisiológica busca de poder.

Nas redes sociais, essas sensações transbordam para reclamações focadas especialmente nos partidos historicamente identificados com um programa ideológico: o PT, que domina o campo da esquerda, tem sido acusado de abandonar pautas da esquerda em favor de uma agenda voltada aos interesses do empresariado, inflexão que a sigla nega.

 

 

Já ao PSDB, de centro-direita, foram dirigidas especulações sobre um aumento de seu “esquerdismo” e até de ligações da legenda com o “socialismo fabiano”, um movimento da esquerda britânica que preconizava o fim do capitalismo.

Cerca de 3,6 mil pessoas reagiram a este meme, postado no dia 30 de junho no Facebook (Foto: Corrupção Brasileira Memes / Reprodução)

Para checar se a impressão sobre a falta de consistência ideológica dos partidos guarda relação com o comportamento das legendas na hora de definir os rumos do país, a BBC Brasil analisou os resultados de dez votações recentes e relevantes na Câmara dos Deputados. Os números mostram que, ao contrário do que possa parecer, há, sim, alguma coerência na atuação da maioria das legendas tanto em temas econômicos quanto em assuntos sociais. Partidos com pensamento econômico mais liberal ou mais socialista ou de cunho mais progressista ou mais conservador em relação a costumes tenderam a manter suas posições na maioria dos casos.

A partir das votações na Câmara, é possível construir um gráfico aproximado da tendência ideológica demonstrada por cada um dos partidos no período das votações, entre 2015 e 2017. A maioria das siglas se comportou de forma liberal quanto à economia, e votou de maneira mais conservadora em temas relacionados a costumes (política penal, questões ambientais etc). No compasso político, os partidos ficariam assim:

14 dos 25 partidos votaram de forma liberal na economia e conservadora nos costumes

Para chegar a este resultado, a reportagem da BBC Brasil calculou o percentual de votos favoráveis ou contrários a projetos de lei considerados chave, como as mudanças nas regras de exploração do pré-sal, a reforma trabalhista ou a redução da maioridade penal, nas bancadas de cada partido. Quanto mais liberal forem os posicionamentos dos deputados do partido, mais à direita a legenda aparecerá no gráfico. Entre os grandes, o PSDB se destaca nessa posição. Da mesma forma, votações mais conservadoras fizeram as legendas aparecer nos quadrantes superiores. As barras que separam os campos ideológicos representam a média geral da votação.

O gráfico é uma aproximação: se outras votações tivessem sido escolhidas, ou se o período de tempo fosse outro, o resultado seria ligeiramente diferente. No entanto, dificilmente algum dos partidos migraria para outro quadrante ideológico.

Além disso, este tipo de gráfico traz distorções no caso de partidos muito pequenos, com menos de três ou quatro deputados: os votos de poucos parlamentares ganham peso desproporcional. É o caso do PRP, do PEN e do PSL, entre outros. No geral, porém, a literatura de ciência política costuma classificar os partidos brasileiros de forma próxima a esta.

Votações

Quais votações foram consideradas? No eixo econômico, foram levados em conta o Novo Regime Fiscal (a chamada “PEC do Teto de gastos”), a votação da reforma trabalhista (abril de 2017), a que ampliou a terceirização (22 de março), e a liberação de cursos de pós-graduação pagos em universidades públicas. Por fim, analisou-se a votação que desobrigou a Petrobras de participar de todos os projetos de exploração do petróleo da camada pré-sal. Quanto mais acima na tabela abaixo, mais liberal foi o partido nestas votações.

Os partidos acima da linha vermelha foram aqueles cujos deputados adotaram posições mais liberais que a média. Abaixo, estão as siglas com posicionamentos mais estatistas (que defendem mais presença do Estado e mais regulação das atividades econômicas).

A segunda tabela mostra como os partidos se comportaram em votações de projetos considerados conservadores no campo social. Entram aí a redução de reservas ambientais no Pará e em Santa Catarina (maio de 2017), a votação que desfigurou o pacote das “10 medidas contra a corrupção” enviadas pelo MPF; e a redução da maioridade penal para 16 anos, entre outros. Os partidos abaixo da linha vermelha foram aqueles cujos deputados votaram de forma menos conservadora.

Em temas sociais, a maioria dos congressistas age de forma conservadora

As votações acima foram escolhidas por terem causado divisão entre os deputados e despertado o interesse da opinião pública. Além disso, trata-se de situações em que houve votação nominal no Plenário, permitindo que o voto de cada deputado fosse contabilizado e registrado.

“Quando você vê todos os partidos somente do ponto de vista da corrupção, algumas divisões que existem acabam apagadas. Perde-se de vista o debate sobre papel do Estado na economia, sobre distribuição de renda, etc”, diz a cientista política e professora da Universidade de Brasília (UnB), Flávia Biroli.

Biroli reitera que o resultado poderia ter sido outro, se o momento considerado para o levantamento fosse diferente. É o caso do PT, que tinha perfil mais liberal na área econômica enquanto estava no poder (de 2003 a 2016). Naquele momento, o PT deu continuidade a um processo de liberalização da economia que já estava em curso nos governos do PSDB (de 1995 a 2002), diz ela.

“Mas existem matizes, no que diz respeito à seguridade social, às relações de trabalho. Se você considerar as votações recentes da reforma trabalhista, da terceirização, isso fica mais claro. Talvez estejamos num momento, no debate público, em que haja interesse em esfumaçar essas diferenças”, diz. “O PSDB tem uma agenda voltada à iniciativa privada, e o PT foi pelo mesmo caminho. Mas no caso do PT há pressão das bases sociais no sentido contrário”, diz ela.

‘Socialismo fabiano?’

Voltando ao meme: seria o PSDB um partido de esquerda? Os dados acima sugerem que o PSDB não está agindo como um partido esquerdista no momento. Os tucanos foram os mais aguerridos na defesa das medidas econômicas liberais propostas pelo governo de Michel Temer. Mais até que o próprio PMDB, partido do presidente.

A comentarista Rachel Sheherazade vê o PSDB como um partido de esquerda (Foto: Reprodução Twitter)

 

A associação entre o PSDB e a esquerda remonta à fundação da sigla, em junho de 1988. O partido foi criado por dissidentes que romperam com o PMDB, então no poder com José Sarney (1985-1990). Ao enumerar os objetivos da nova sigla, o manifesto de fundação tucano apresenta vários pontos típicos da esquerda: distribuição de renda, erradicação da miséria, reforma agrária, fortalecimento da seguridade social e até auditoria da dívida externa brasileira.

Trata-se de um programa nos moldes da socialdemocracia europeia. Daí inclusive o nome.

Já o socialismo fabiano é uma corrente de pensamento surgida na Inglaterra do século 19, e que via na transformação gradual da sociedade o melhor caminho para chegar ao socialismo. O nome vem da Sociedade Fabiana, um think-tank(centro de estudos) que existe até hoje. “Nós defendemos meios graduais, reformistas e democráticos para o atingimento de finalidades radicais”, diz o site do grupo. Assim, só é possível ligar o PSDB ao socialismo fabiano em sentido figurado.

“Quem me dera [que o PSDB fosse socialista fabiano]. Significaria pelo menos que o partido estaria lendo. Eu conheço pouca gente no PSDB que lê. É o caso de Fernando Henrique Cardoso, de José Serra, e de poucos outros (…). O PSDB nunca teve nenhuma relação com esse movimento”, diz o sociólogo e escritor Sérgio Abranches.

‘É conveniente que todos pareçam iguais’

Há um consenso estabelecido entre os estudiosos da ciência política: é sim possível discernir diferenças na atuação de cada legenda, ainda que seja difícil para o eleitor identificar a tendência ideológica de cada um.

Esta dificuldade se deve ao modo como o sistema político brasileiro funciona e aos próprios políticos, que costumam subestimar o interesse do eleitor em votar conforme um conjunto de ideias. Na hora da eleição, o líder político prioriza o atendimento de interesses materiais e imediatos (uma rua asfaltada, a construção de um posto de saúde) em detrimento de um debate sobre objetivos de longo prazo. É o que diz o cientista político e professor da UnB Carlos Mello Machado.

Machado afirma ainda que o sistema político acentua esse tipo de confusão com a criação de novas legendas a todo momento (hoje, há 35 partidos em funcionamento no país) e com as mudanças de nomes de algumas siglas. É o caso do antigo PTN, que passou a se chamar Podemos, e do Pen, que deve mudar de nome para “Patriotas” ou “Prona”.

“Para alguns líderes políticos, é interessante que haja essa confusão, e que todos pareçam mais ou menos iguais. Passa a ser uma forma de se perpetuar no poder”, analisa Machado.

Continuar Lendo
Clique aqui para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ARTIGOS

BOLSONARO NÃO CONQUISTA O ELEITOR DECISIVO E NÃO SERÁ PRESIDENTE

Publicado

em

Bolsonaro e Mari do Rosário

Nos cursos de ciências políticas diversas fórmulas e teorias são ensinados para que se possa realizar previsões sobre resultados de processos eleitorais que envolvem candidatos extremistas.

BOLSONARO, O EXTREMISTA

O deputado Jair Bolsonaro é um extremista. Ele é o mais notório candidato de extrema-direita que pretende disputar a presidência da república nas eleições de 2018.

Para entender quais as chances de Jair Bolsonaro ser eleito para presidente do Brasil, vamos usar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO para que você possa entender como são feitas as projeções que envolvem a tomada de várias decisões num processo eleitoral tão complexo como o do Brasil, que envolve tantos partidos e candidatos.

OS VENDEDORES DE PICOLÉ

Uma história contada para ilustrar o comportamento do eleitorado é a seguinte:

Em uma bela manhã de sol, dois vendedores de picolé decidem ir vender seus produtos na praia.

Cada um deles se posiciona o mais distante possível do outro, cada um na EXTREMIDADES da praia, uns dois quilômetros um do outro.

Com a concorrência distante, os vendedores conseguem agradar seus consumidores que gostam do fato de não precisar andar muito para comprar picolé.

Por sua vez, cada vendedor pode personalizar seus produtos, pois a proximidade com os mesmos faz com que eles conheçam muito bem seus clientes e fiéis consumidores.

A CONQUISTA DE MAIS CLIENTES

Em dado momento, um deles, o que está do lado EQUERDO decide aumentar suas vendas e segue em direção ao CENTRO da praia. Essa decisão faz com que seus clientes precisem caminhar um pouco mais para comprar o refrescante picolé.

O vendedor que está no lado DIREITO percebe a estratégia de seu concorrente, e decide, também, aumentar suas vendas indo em direção ao CENTRO.

A estratégia adotada pelos dois vendedores dá certo e cada um deles passa a conquistar mais clientes.

É fácil imaginar que em determinado momento os dois vendedores se encontram no CENTRO da praia, e numa disputa cliente a cliente, prometem e garantem, cada um, ter o melhor picolé da praia.

Neste momento, os consumidores podem escolher de quem comprar e passam a perceber que os dois produtos são muito parecidos e não faz muita diferença do qual vendedor comprar.

TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO

O exemplo dos vendedores acima, é uma analogia feita corriqueiramente nos cursos de ciências políticas para ilustrar o TEOREMA DO ELEITOR MEDIANO.

Esse teorema foi criado pelo economista político estadunidense Anthony Downs, que juntou um pouco da teoria dos jogos e cálculos de probabilidades estatísticas para entender o comportamento do eleitorado numa disputa eleitoral.

Segundo ele, num eleitorado distribuído de forma normal ao longo de uma escala de preferências, o candidato vencedor será aquele que conquistar o voto do eleitorado que estiver no meio desta escala, chamado por ele de “ELEITOR MEDIANO”.

Na análise da escala, esse “eleitor mediano” tem metade dos votantes à sua direta, outra metade à sua esquerda.

Aprofundando a análise, entende-se que cada um dos candidatos já teria garantido os votos dos eleitores do seu lado da escala, por estarem atuando na zona do seu espectro ideológico. Faltaria, portanto, conquistar só mais um voto para ter a maioria, e esse voto decisivo seria, exatamente, o de um ‘’ELEITOR MEDIANO”.

Resumindo, o candidato que consegue cativar essa hipotética fatia de eleitores, tende a ganhar as eleições.

É com base nessa teoria que os partidos e seus candidatos tendem a RUMAR PARA O CENTRO da escala, aprimorando seus discursos.

E OS OUTROS FATORES

Se você está lendo pela primeira vez sobre esse teorema, você deve estar se perguntando: e os outros fatores?

E o caráter do candidato?

E o seu histórico político?

E a história do partido?

E a capacidade de gerar confiança no eleitor?

E se o eleitor decidir não votar?

E se houver uma guinada de radicalismo ideológico na sociedade votante?

A resposta para todas essas perguntas é que o modelo apresentado é apenas teórico, uma abstração da realidade.

Mas com uma avaliação detalhada em resultados de processos eleitorais passados, será possível verificar que a teoria se mostra eficiente na explicação de muitos resultados.

LULA, CONQUISTOU O ELEITOR MEDIANO E VENCEU

Se puxarmos pela memória poderemos notar que o teorema do eleitor mediano pode explicar, por exemplo, a trajetória do ex-presidente Lula.

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas Bolsonaro precisaria fazer o mesmo

Campanhas em 1989 e 2002 do ex-presidente Lula! A notável diferença ao longo do tempo ficou registrada em diversas capas de revistas

Quem pôde acompanhar as primeiras disputas de Lula para tentar se eleger presidente, sabe que de início, Lula era considerado um radical.

Ao logo da sua trajetória, Lula percebeu que se mantivesse o discurso feito nas eleições de 1989, não conseguiria alcançar o eleitor mediano, chegando no máximo, até a posição 3 da escala.

A decisão foi aprimorar conhecimentos e evoluir a tal ponto que, nas eleições de 2002 foi eleito presidente do Brasil estampando uma imagem que ficou conhecida como LULINHA PAZ E AMOR, bem diferente da sua primeira eleição de 89.

Para conseguir conquistar o eleitor mediano e consequentemente vencer as eleições em 2002, Lula ratificou seu discurso na famosa Carta aos Brasileiros, escrita por ele em 2002 para acalmar os mercados após sua eleição, e foi considerada muito moderada e destoante do seu posicionamento político inicial.

O que Lula fez de fato, foi se revelar um especialista nato em Ciência Política e com um discurso alinhado aos anseios da maioria dos brasileiros, pulou algumas casas à direita para conquistar os eleitores medianos e obteve êxito.

E O QUE BOLSONARO TEM COM ISSO?

É natural que em tempos de crise econômica surjam críticos às medidas adotadas pelo governo. Quando a crise econômica é agravada com uma crise política, como a que o Brasil vive atualmente, em que nota-se uma escarces de líderes políticos, o surgimento de extremistas ideológicos é natural, e estes vêm tanto da extrema direita como os de extrema esquerda.

Repetindo, o deputado federal Jair Bolsonaro é um legítimo representante do espectro da extrema direita.

Bolsonaro é defensor voraz da liberdade de defesa do cidadão e do combate à impunidade, além de ser crítico dos governos do PT e das políticas e ideias socialistas.

Foi apoiador do golpe de 2016 e revelou desprezo pelas vítimas do período da ditadura militar, quando ao votar no processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff, dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – chefe do DOI-Codi – órgão de repressão política que foi palco de torturas nos conhecidos “anos de chumbo”.

O deputado extremista Jair Bolsonaro, tem proferido opiniões e discursos inflamados além de opiniões controversas sobre economia, políticas sociais, racismo, causas LGBTs, projetos sociais, OGNs.

Com esses discursos compartilhados, principalmente, nas redes sociais, o extremista vem abocanhando os votos do campo 10 da escala e alguns do campo 9.

No entanto, Bolsonaro tem dificuldades para conquistar os votos mais ao centro e essa dificuldade é maior ainda para conquistar o eleitor mediano, aqueles que costumam, em teoria, decidir uma eleição.

O QUE BOLSANARO PRECISARIA FAZER PARA VENCER?

Sabendo da notável capacidade de não aceitar ter seu comportamento e discurso questionados, é muito provável que o deputado Jair Bolsonaro, tenha uma votação bem aquém da que esperam seus admiradores da extrema direita.

Diferente de Lula, Bolsonaro não demonstra nenhuma capacidade de aprendizado e nenhuma disposição para mudar seu discurso o qual, só alimenta o ódio político que se alastrou pelo País, principalmente no espectro de estrema direita do eleitorado.

Se Bolsonaro quiser, de fato, ser eleito para algum cargo executivo, ele precisa conquistar mais votos, e para isso terá que mudar, radicalmente, o discurso totalitário contra minorias, por exemplo, e caminhar alguns passos para o centro do espectro político.

Muitos eleitores podem estar apreensivos com a badalação em torno do pré-candidato Jair Bolsonaro, com receio de que o mesmo consiga se eleger presidente. Mas estes, podem ficar tranquilos, pois o ELEITOR MEDIANO, que decide uma eleição, não suporta discursos extremista, principalmente o do deputado Jair Bolsonaro.

Ou seja, pelo menos com esse discurso, Bolsonaro não será eleito para o cargo máximo da República Brasileira.

Continuar Lendo

BAHIA

OTTO NÃO IRÁ COORDENAR A CAMPANHA DE RUI COSTA

Publicado

em

O Social-democrata, afirmou, em entrevista coletiva durante a sessão especial convocada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em homenagem ao ex-presidente Lula, que não vai se afastar do Senado para coordenar a campanha política do governador Rui Costa à reeleição.

Otto informou que que deverá ser indicado líder do bloco PSD-PP e terá que aceitar o convite. “Eles estão me pressionando, porque não aceitei de outra vez que me convidaram”, declarou.

Otto disse ainda que o PSD só definirá quem indicará para a chapa majoritária de Rui após o vice-governador João Leão (PP) anunciar qual vaga quer ocupar no grupo.

Continuar Lendo

ELEIÇÕES

COMEMORAÇÃO DISFAÇADA: MARINA SILVA DEFENDE DECISÃO ARBITRÁRIA DE MORO

Publicado

em

Depois de se juntar a Aécio Neves e apoiar o golpe parlamentar de 2016 que tirou a presidente Dilma Rousseff da presidência, a ex-candidata tenta ser lembrada pela maioria do brasileiros como postagens no twitter defendendo as ações da Lava Jato, ainda que arbitrárias.

Após ordem do juiz federal Sérgio Moro, de prender o ex-presidente Lula, mesmo antes do fim da tramitação de todos os recursos no TRF4, Marina Silva postou no Twitter:  “A prisão de um ex-presidente é um acontecimento triste em qualquer país. No entanto, numa democracia, as decisões da Justiça devem ser respeitadas por todos e aplicadas igualmente para todos”, disse a ex-senadora Marina Silva, candidata pela Rede, sem lembrar que Lula foi condenado sem provas, num tribunal de exceção, e antes do trânsito em julgado.

“Há muitas pessoas de diversos partidos acusadas de corrupção e as que ainda não foram alcançadas pela Justiça é porque estão escondidas sob o manto da impunidade do foro privilegiado”, afirma.

Confira, abaixo, os tweets de Marina Silva:

Continuar Lendo

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Copyright © 2017 Tudo é Política